{"id":26899,"date":"2016-07-22T10:08:25","date_gmt":"2016-07-22T10:08:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=26899"},"modified":"2016-07-22T10:08:25","modified_gmt":"2016-07-22T10:08:25","slug":"coragem-de-acolher-passa-pelas-politicas-europeias-pelas-comunidades-e-por-cada-um","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/coragem-de-acolher-passa-pelas-politicas-europeias-pelas-comunidades-e-por-cada-um\/","title":{"rendered":"&#8220;Coragem de acolher&#8221; passa pelas pol\u00edticas europeias, pelas comunidades e por cada um"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_26900\" aria-describedby=\"caption-attachment-26900\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/refugiados.jpg\" rel=\"attachment wp-att-26900\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-26900\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/refugiados.jpg\" alt=\"Pedro Neto, Maria Lu\u00eds,  Cl\u00e1udia Ventura e Miguel Oliveira\" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/refugiados.jpg 400w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/refugiados-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-26900\" class=\"wp-caption-text\">Pedro Neto, Maria Lu\u00eds,\u00a0Cl\u00e1udia Ventura e Miguel Oliveira<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Tert\u00falia sobre refugiados criticou pol\u00edticas europeias de acolhimento, desfez mitos associados aos refugiados e foi espa\u00e7o de partilha sobre acolhimento de fam\u00edlia s\u00edria em Oi\u00e3.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com a atual pol\u00edtica europeia relativa aos refugiados, \u201cestamos a fazer muito mal a toda a gente e estamos a fazer muito mal a n\u00f3s pr\u00f3prios\u201d, disse a professora Maria Lu\u00eds no encontro-tert\u00falia sobre refugiados que aconteceu no Centro Universit\u00e1rio F\u00e9 e Cultura na noite de 13 de julho. O t\u00edtulo era \u201cA coragem de acolher\u201d. A professora universit\u00e1ria, doutorada em sociologia e especialista em quest\u00f5es demogr\u00e1ficas, apresentou alguns n\u00fameros que evidenciam que a Uni\u00e3o Europeia (UE) precisa de pessoas, quer cheguem como emigrantes, quer como refugiados. Os dados mostram que entre 2004 e 2015, a popula\u00e7\u00e3o mais jovem de UE diminuiu de 16,4 para 15,6 por cento, enquanto a mais velha aumentou de 16,4 para 18,5 por cento. E, como referiu a professora, j\u00e1 em 2005 os dados indicavam que em 2050 a Europa precisaria de 40 milh\u00f5es de emigrantes para manter o n\u00edvel de vida. Acontece que, na atual crise dos refugiados, entraram cerca de 1 milh\u00e3o de pessoas na UE mas s\u00f3 foram recebidas e integradas 160 000, o que corresponde a 0,03 por cento da popula\u00e7\u00e3o. Na express\u00e3o da professora, \u201c\u00e9 rid\u00edculo\u201d pensar que o n\u00famero representa alguma dificuldade. Pelo contr\u00e1rio, significa que \u201cpoliticamente a UE n\u00e3o tem trabalhado para o acolhimento\u201d.<br \/>\nRefira-se que, no in\u00edcio deste encontro organizado pela Orbis-Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento e pela Comiss\u00e3o Diocesana Justi\u00e7a e Paz, Cl\u00e1udia Ventura observou que emigrantes e refugiados s\u00e3o conceitos diferentes. O refugiado, segundo a defini\u00e7\u00e3o da ONU em 1951, tem por detr\u00e1s viol\u00eancia e persegui\u00e7\u00e3o por motivo de ra\u00e7a, religi\u00e3o, nacionalidade ou outro.<br \/>\nPedro Neto, diretor executivo da Amnistia Internacional (AI &#8211; Portugal), referiu que h\u00e1 65 milh\u00f5es de refugiados no mundo, mas que, ao contr\u00e1rio da ideia comum, est\u00e3o principalmente em pa\u00edses em vias de desenvolvimento. 88 por cento dos refugiados est\u00e3o em pa\u00edses pobres. A Europa pode queixar-se dos refugiados da S\u00edria e \u201cpagar \u00e0 Turquia para ficar com o problema\u201d, mas a realidade, apontou, \u00e9 que os refugiados s\u00edrios est\u00e3o principalmente no L\u00edbano, na Jord\u00e2nia e na Turquia. Real\u00e7ou, por outro lado, que h\u00e1 quem d\u00ea as boas-vindas aos refugiados, quem ponha faixas em campos de futebol com mensagem positivas, quem estenda literalmente o tapete para os receber, quem divulgue imagens positivas nas redes sociais. Neste sentido, referiu um inqu\u00e9rito da AI que adiantava que \u201c81 por cento da popula\u00e7\u00e3o quer acolher refugiados\u201d. Miguel Oliveira, da Plataforma de Apoio aos Refugiados, falou da sua experi\u00eancia de volunt\u00e1rio, destacando-se a sua presen\u00e7a na ilha grega de Lesbos, em abril passado, precisamente quando o Papa Francisco visitou a ilha. Alertou para a dificuldade do processo burocr\u00e1tico de acolhimento, com sucessivos telefonemas e encontros, ao longo de meses, quando \u00e9 dif\u00edcil para um refugiado estar contact\u00e1vel, para al\u00e9m da quest\u00e3o da l\u00edngua. Notou, no entanto, quem \u201ctem havido progressos na recoloca\u00e7\u00e3o de refugiados e na reunifica\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias\u201d e que os \u201cverdadeiros campos de concentra\u00e7\u00e3o ou de dep\u00f3sitos de pessoas\u201d t\u00eam sofrido melhorias.<br \/>\nO encontro terminou com os tr\u00eas convidados a responderem \u00e0 pergunta \u201co que podemos fazer?\u201d e uma nota positiva. Podemos fazer algo, de facto. Podemos contrariar os preconceitos. Podemos estar informados. Podemos desmontar \u201cos mitos\u201d de que \u201cs\u00e3o perigosos\u201d, ou \u201croubam o emprego\u201d, quando querem \u00e9 pacatez e s\u00e3o um benef\u00edcio econ\u00f3mico para o pa\u00eds que os acolhe. Podemos \u201ceducar para a integra\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><strong>Fam\u00edlia s\u00edria em Oi\u00e3<\/strong><br \/>\nA nota mais positiva veio do p\u00fablico. O vice-presidente do Centro Social de Oi\u00e3 (CSO), Joaquim Fresco, partilhou sobre o acolhimento de uma fam\u00edlia s\u00edria, desde fins de maio, na institui\u00e7\u00e3o. A fam\u00edlia \u00e9 constitu\u00edda por um casal, um primo e o beb\u00e9 do casal; o beb\u00e9, j\u00e1 nascido num campo de refugiados da Gr\u00e9cia, completou um ano em Oi\u00e3. De origem urbana, a fam\u00edlia est\u00e1 a adaptar-se bem. Sabem ingl\u00eas e est\u00e3o a aprender portugu\u00eas. A fam\u00edlia j\u00e1 cultiva uma horta e tem um can\u00e1rio. Telefonou logo ao respons\u00e1vel do CSO para dar os parab\u00e9ns pela conquista portuguesa do Euro. \u201cS\u00e3o nossos familiares. Apenas vieram de longe\u201d, resume Joaquim Fresco. A hist\u00f3ria valeu uma salva de palmas das quase cem pessoas presentes na sess\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>J.P.F.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tert\u00falia sobre refugiados criticou pol\u00edticas europeias de acolhimento, desfez mitos associados aos refugiados e foi espa\u00e7o de partilha sobre acolhimento de fam\u00edlia s\u00edria em Oi\u00e3. &nbsp; Com a atual pol\u00edtica europeia relativa aos refugiados, \u201cestamos a fazer muito mal a toda a gente e estamos a fazer muito mal a n\u00f3s pr\u00f3prios\u201d, disse a professora [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":26059,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70],"tags":[],"class_list":["post-26899","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-diocese"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26899","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26899"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26899\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26901,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26899\/revisions\/26901"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26059"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26899"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26899"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26899"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}