{"id":26928,"date":"2016-08-05T09:50:18","date_gmt":"2016-08-05T09:50:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=26928"},"modified":"2016-08-05T09:50:18","modified_gmt":"2016-08-05T09:50:18","slug":"a-crispacao-foi-de-ferias-voltemos-as-realidades-quotidianas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-crispacao-foi-de-ferias-voltemos-as-realidades-quotidianas\/","title":{"rendered":"A crispa\u00e7\u00e3o foi de f\u00e9rias; voltemos \u00e0s realidades quotidianas"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_24931\" aria-describedby=\"caption-attachment-24931\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Flausino.jpg\" rel=\"attachment wp-att-24931\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-24931\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Flausino.jpg\" alt=\"FLAUSINO SILVA Empres\u00e1rio\" width=\"150\" height=\"152\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24931\" class=\"wp-caption-text\">FLAUSINO SILVA<br \/> Empres\u00e1rio<\/figcaption><\/figure>\n<p>Vamos procurar usufruir este per\u00edodo de f\u00e9rias pol\u00edticas e governativas perscrutando o pa\u00eds com olhar l\u00edmpido, sem a polui\u00e7\u00e3o das causas fraturantes que tanta celeuma trouxeram ao nosso quotidiano, perturbando a vida simples do nosso povo, criado e educado com princ\u00edpios e valores, que agora se pretende defenestrar, extirpando-os do cora\u00e7\u00e3o dos portugueses.<br \/>\nEm vez de nos proporem discutir e legislar sobre eutan\u00e1sia, barrigas de aluguer, coado\u00e7\u00e3o, elimina\u00e7\u00e3o do ensino privado, nacionaliza\u00e7\u00f5es e outros temas com que se entretiveram durante a \u201csaison\u201d pol\u00edtica, levemos antes, para f\u00e9rias, como temas de reflex\u00e3o, as causas opostas e de verdadeiro interesse nacional: aumento da natalidade, iniciativas de cuidados a ministrar aos idosos, incremento dos n\u00edveis de educa\u00e7\u00e3o e literacia, gest\u00e3o e poupan\u00e7a familiar, cria\u00e7\u00e3o de emprego, integra\u00e7\u00e3o dos jovens na vida ativa.<br \/>\nPeguemos em dois ou tr\u00eas destes temas e reflitamos sem peias ideol\u00f3gicas.<br \/>\nComecemos pelo tema da natalidade. Todos sabem que hoje nascem muito poucas crian\u00e7as. Os n\u00fameros indicam que, cada mulher em idade f\u00e9rtil tem, em m\u00e9dia 1,2 filhos, quando o \u00edndice de substitui\u00e7\u00e3o de gera\u00e7\u00f5es \u00e9 de 2,1 (cada mulher da fam\u00edlia deveria gerar pelo menos 2 filhos para substituir os pais que morrem, mas como nascem mais rapazes do que raparigas, este \u00edndice \u00e9 de 2,1).<br \/>\nO significado puro e simples desta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 o de que, com os anos, os nascimentos s\u00e3o insuficientes para repor os falecimentos e a pir\u00e2mide et\u00e1ria tende a inverter-se, com muitos mais idosos do que jovens.<br \/>\nAs estat\u00edsticas dizem-nos que em 1961 havia 27 idosos por cada 100 jovens e hoje j\u00e1 s\u00e3o 144 idosos para os mesmos 100 jovens, isto \u00e9, a nossa sociedade j\u00e1 comporta um n\u00famero de idosos maior do que o de jovens.<br \/>\nAs consequ\u00eancias s\u00e3o inimagin\u00e1veis: h\u00e1 fam\u00edlias que v\u00e3o desaparecer por falta de descend\u00eancia, h\u00e1 escolas que v\u00e3o fechar por falta de alunos (este ano encerrar\u00e3o dezenas de turmas), h\u00e1 povoa\u00e7\u00f5es que v\u00e3o ficar desertas, h\u00e1 igrejas que ficar\u00e3o sem fi\u00e9is, creches que ser\u00e3o encerradas por falta de crian\u00e7as, empresas que n\u00e3o ter\u00e3o m\u00e3o de obra para poderem funcionar.<br \/>\nMas h\u00e1 outras consequ\u00eancias: os trabalhadores ativos que descontam para sustentar a seguran\u00e7a social s\u00e3o hoje cerca de 50% da popula\u00e7\u00e3o jovem e idosa, mas daqui a 25 anos ser\u00e3o 33% os ativos para suportar os custos da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o ativa. E de duas uma: ou se reduzem as pens\u00f5es para n\u00edveis compat\u00edveis com as contribui\u00e7\u00f5es ou se aumentam gravemente os impostos.<br \/>\nAs consequ\u00eancias do envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o previs\u00edveis: aumento das necessidades em cuidados de sa\u00fade (j\u00e1 hoje n\u00e3o temos servi\u00e7os que bastem, quanto mais quando forem muito mais numerosos os idosos), aumento do volume de pens\u00f5es e forte incremento das necessidades de presta\u00e7\u00e3o de apoio em centros de dia, lares e domic\u00edlio.<br \/>\nPerante este quadro realista, claro e previs\u00edvel, que medidas foram tomadas pelo Governo, pela Assembleia da Rep\u00fablica, pelo Senhor Presidente da Rep\u00fablica, pelos poderes p\u00fablicos e pelos partidos, para ajudar a resolver, na g\u00e9nese, o problema futuro e evitar a cat\u00e1strofe social projetada no nosso horizonte?<br \/>\nUns e outros entretiveram a discuss\u00e3o, nomeadamente, \u00e0 volta das barrigas de aluguer (v\u00e3o resolver o problema da natalidade?), da coado\u00e7\u00e3o e da eutan\u00e1sia (eliminar idosos resolve o problema?).<br \/>\nQue medidas foram propostas e discutidas, chamando \u00e0 raz\u00e3o e \u00e0 participa\u00e7\u00e3o os cidad\u00e3os, de quem depende a solu\u00e7\u00e3o, a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o, que \u00e9 aumentar o n\u00famero de filhos por mulher, por casal, por fam\u00edlia?<br \/>\nA cegueira dos que hoje governam e influenciam a governa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o querem perceber que o problema reside na fam\u00edlia, nos casais, nas condi\u00e7\u00f5es que proporcionem emprego, habita\u00e7\u00e3o, estabilidade, educa\u00e7\u00e3o, princ\u00edpios e valores, conduzir-nos-\u00e1 ao abismo.<br \/>\nTemos, pois, de pensar, organizar-nos e reagir contra este estado de coisas. Temos de rejeitar os que nos est\u00e3o a conduzir ao precip\u00edcio, com palavras mel\u00edfluas e sedutoras de falsas miragens libert\u00e1rias das estruturas retr\u00f3gradas, como a fam\u00edlia tradicional, que consideram hoje desajustada e aberrante, numa sociedade pretensamente progressista.<br \/>\nH\u00e1 uma institui\u00e7\u00e3o fundamental da sociedade portuguesa, tamb\u00e9m considerada caduca e decr\u00e9pita, pelo mesmo grupo de progressistas avan\u00e7ados, que est\u00e1 h\u00e1 muito tempo, incompreensivelmente, em sil\u00eancio, como que paralisada e acomodada a esta onda de choque de frentismo pol\u00edtico e social, que \u00e9 a Igreja Cat\u00f3lica, melhor dizendo, as Igrejas Crist\u00e3s, que tem em comum os princ\u00edpios civilizacionais que fundam nas fam\u00edlias tradicionais a evolu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, a sua educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o para os valores comuns da sociedade e da na\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOnde est\u00e1 a voz e a a\u00e7\u00e3o das Igrejas e dos seus fi\u00e9is, cujo peso no contexto das comunidades locais e da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds \u00e9 percentualmente elevado, em defesa da fam\u00edlia e promo\u00e7\u00e3o de iniciativas inovadoras e criativas que levem os jovens e os adultos a p\u00f4r as m\u00e3os na massa e dar a volta ao problema cr\u00edtico da procria\u00e7\u00e3o e da vida, para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade nova e renovada, n\u00e3o apenas com as ideias fr\u00edvolas e virtuais dos progressistas, mas com crian\u00e7as lindas e pujantes, nascidas de casais amorosos, que os querem e criam para a felicidade?<br \/>\nOnde est\u00e1 a voz mobilizadora da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, dos Bispos das nossas Dioceses e dos Sacerdotes, apelando para uma sociedade nova, de gente nova e bem formada, esclarecendo, formando e informando, nas suas homilias e comunica\u00e7\u00f5es?<br \/>\nOu ser\u00e1 que s\u00f3 se houve e sobressai a voz do Papa Francisco, escrevendo, falando, doutrinando, criticando e apelando para uma sociedade nova?<br \/>\nSeremos n\u00f3s, j\u00e1 hoje, uma Igreja de terceira idade, sem esp\u00edrito nem chama, que se vai apagando com os ventos desse progressismo falsamente libertador, incapaz de reagir?<br \/>\nOu, pior do que isso, estaremos a ficar manietados por depend\u00eancias comprometedoras, como as que vemos nas nossas terras, em que o religioso tem a m\u00e3o estendida ao civil, sempre \u00e0 espera do donativo para sobreviver?<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 verdade. N\u00f3s temos vida e muita vida, que nos vem de Jesus e do Evangelho e, por isso vamos lutar para que as nossas fam\u00edlias e as nossas comunidades rejuvenes\u00e7am com novos rebentos nascidos de casais que querem contribuir para uma sociedade e um pa\u00eds precisa da juventude para crescer!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vamos procurar usufruir este per\u00edodo de f\u00e9rias pol\u00edticas e governativas perscrutando o pa\u00eds com olhar l\u00edmpido, sem a polui\u00e7\u00e3o das causas fraturantes que tanta celeuma trouxeram ao nosso quotidiano, perturbando a vida simples do nosso povo, criado e educado com princ\u00edpios e valores, que agora se pretende defenestrar, extirpando-os do cora\u00e7\u00e3o dos portugueses. 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