{"id":26999,"date":"2016-09-29T09:08:20","date_gmt":"2016-09-29T09:08:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/?p=26999"},"modified":"2016-09-29T09:08:20","modified_gmt":"2016-09-29T09:08:20","slug":"insensibilidade-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/insensibilidade-social\/","title":{"rendered":"Insensibilidade social"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_24492\" aria-describedby=\"caption-attachment-24492\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/catarino.jpg\" rel=\"attachment wp-att-24492\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-24492\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/catarino.jpg\" alt=\"Ac\u00e1cio F. Catarino Soci\u00f3logo, Consultor Social \" width=\"150\" height=\"186\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24492\" class=\"wp-caption-text\">Ac\u00e1cio F. Catarino<br \/> Soci\u00f3logo, Consultor Social<\/figcaption><\/figure>\n<p>No in\u00edcio do agravamento do rigor financeiro, conhecido por austeridade, foi adotado um \u00abprograma de emerg\u00eancia social\u00bb (PES), para atenua\u00e7\u00e3o dos seus efeitos nas pessoas e fam\u00edlias mais vulner\u00e1veis. A respeito do programa, foi publicada aqui uma pequena s\u00e9rie de artigos, afirmando-se logo no primeiro (CV de 31.08.11): \u00c9 deveras positiva a exist\u00eancia do PES; positiva \u00e9 tamb\u00e9m a diversidade de problemas contemplados e a n\u00e3o cria\u00e7\u00e3o de novos organismos (&#8230;)&#8230;Mas tamb\u00e9m se observam s\u00e9rios motivos de preocupa\u00e7\u00e3o: as medidas formam um conjunto de pol\u00edticas sociais, e n\u00e3o tanto um programa de emerg\u00eania. Nessa conformidade, o PES abrange determinadas situa\u00e7\u00f5es-tipo, com o risco de excluir outras porventura mais graves. Tamb\u00e9m nessa conformidade, est\u00e1 concebido, segundo a tradi\u00e7\u00e3o, de cima para baixo, n\u00e3o assumindo, como b\u00e1sico e universal, o dinamismo das pessoas necessitadas nem da entreajuda nem do voluntariado social de proximidade (&#8230;). Pode acontecer, por tudo isto, que os 400 milh\u00f5es de Euros destinados ao Programa sejam insuficientes para as situa\u00e7\u00f5es tipificadas, e pouco ou nada reste para as n\u00e3o previstas. Acresce que n\u00e3o se revela nele, por enquanto, interesse pol\u00edtico no tratamento dos dados estat\u00edsticos provenientes do atendimento social (&#8230;) nem na respectiva difus\u00e3o.<\/p>\n<p>O Governo atual revela a mesma insensibilidade do anterior perante a a\u00e7\u00e3o social desenvolvida na base do tecido social, atrav\u00e9s da ajuda m\u00fatua, do voluntariado social de proximidade e de in\u00fameras iniciativas comunit\u00e1rias ditas espont\u00e2neas. Parece que os governos, bem como as outras for\u00e7as pol\u00edticas, menosprezam sistematicamente a a\u00e7\u00e3o social b\u00e1sica e a assumem como residual. D\u00e3o a entender que, na sociedade perfeita, ela ser\u00e1 desnecess\u00e1ria e, por isso, votam-na ao abandono sobranceiro, com not\u00f3rio preju\u00edzo para as situa\u00e7\u00f5es de car\u00eancia acompanhadas por ela; trata-se de um verdadeiro desumanismo sistem\u00e1tico, sob a capa de progressimo vanguardista (cf. Deus Caritas Est, de Bento XVI, N\u00ba. 31-b). <em>(Continua)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No in\u00edcio do agravamento do rigor financeiro, conhecido por austeridade, foi adotado um \u00abprograma de emerg\u00eancia social\u00bb (PES), para atenua\u00e7\u00e3o dos seus efeitos nas pessoas e fam\u00edlias mais vulner\u00e1veis. 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