{"id":2701,"date":"2010-10-13T11:06:00","date_gmt":"2010-10-13T11:06:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2701"},"modified":"2010-10-13T11:06:00","modified_gmt":"2010-10-13T11:06:00","slug":"verdade-e-honestidade-na-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/verdade-e-honestidade-na-politica\/","title":{"rendered":"Verdade e honestidade na pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p>Uma investigadora, professora numa das nossas universidades, diz ter chegado \u00e0 conclus\u00e3o nos seus estudos, de que hoje os partidos pol\u00edticos s\u00e3o empresas. J\u00e1 sab\u00edamos isso em rela\u00e7\u00e3o aos grandes clubes de futebol. Nesta perspectiva, muitas coisas e atitudes se tornam de mais f\u00e1cil compreens\u00e3o. A ser assim ,a subvers\u00e3o do interesse nacional \u00e9 inevit\u00e1vel. E parece que \u00e9 isso mesmo que est\u00e1 a acontecer.<\/p>\n<p>Um das situa\u00e7\u00f5es mais inc\u00f3modas para o cidad\u00e3o que quer viver num pa\u00eds digno, de modo digno e livre, \u00e9 verificar que o mundo da pol\u00edtica partid\u00e1ria, que dizem ser a garantia da democracia, est\u00e1 pejado de gente para a qual a verdade objectiva e o respeito nas rela\u00e7\u00f5es humanas e sociais, bem como a honestidade e a vergonha nos comportamentos, est\u00e3o perdendo todo o sentido. Nem sei como sobrevivem ainda os que, em tal mundo, sentem o dever de lutar para que o pa\u00eds ande para a frente, as pessoas contem mais que os interesses, a verdade n\u00e3o seja submersa por manobras, o bem comum continue a ser a raz\u00e3o e o motor de quem \u00e9 chamado e aceita servir a comunidade, um pa\u00eds de todos e n\u00e3o um feudo s\u00f3 de alguns.<\/p>\n<p>\u00c9 bom n\u00e3o nos deixarmos contaminar e influenciar por coisas que nos chegam todos os dias, mais ou menos an\u00f3nimas, com casos e not\u00edcias chocantes. Basta estar atento, escutar e observar o que se passa, confrontar as decis\u00f5es tomadas e as propostas feitas, ligar o ontem ao hoje, perceber os gritos de dor, gritados e n\u00e3o gritados, para se ver a teia das mentiras, dos desvios programados, dos interesses ocultos, das manobras realizadas, das influ\u00eancias, claras e escondidas, junto dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social, esses mesmos onde se mata e se ressuscita, se insinua e se afirma, se negam e se calam evid\u00eancias, onde n\u00e3o falta gente, presa pela trela, que tanto manqueja, como dan\u00e7a ao sabor de qualquer m\u00fasica. <\/p>\n<p>Tudo isto tem uma influ\u00eancia enorme na anestesia da intelig\u00eancia e da vontade, na responsabilidade e na participa\u00e7\u00e3o, na altera\u00e7\u00e3o da realidade e, por isso mesmo, no pessimismo que alastra, nos comportamentos pessoais e colectivos, nas aspira\u00e7\u00f5es e nos projectos, nas rela\u00e7\u00f5es sociais e nos deveres de uma respons\u00e1vel cidadania. Quando n\u00e3o se acredita em quem decide, se esbarra com o inexplic\u00e1vel e se v\u00eaem compadrios escandalosos, at\u00e9 o que se faz acertado, acaba por deixar d\u00favidas.<\/p>\n<p>Toda a actividade humana exige valores morais e \u00e9ticos de refer\u00eancia. Por isso mesmo e para fugir a um normal constrangimento, alguns dos intervenientes pol\u00edticos negam a necessidade e a universalidade destes valores. Defendem-se mais as atitudes de conveni\u00eancia, sempre f\u00e1ceis e substitu\u00edveis, ou ent\u00e3o fala-se de princ\u00edpios, porque s\u00e3o sempre mais adapt\u00e1veis \u00e0s circunst\u00e2ncias, aos interesses e aos gostos.  <\/p>\n<p>\u00c9 preciso dignificar a ac\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e aqueles que a tomam a s\u00e9rio. Mas este objectivo s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel quando neste campo h\u00e1 gente que preza a sua dignidade, a sua palavra e est\u00e1 mais pronta a aceitar at\u00e9 os erros cometidos, que a desvirtuar a realidade. Gente honesta, capaz de escutar a todos e de se renovar interiormente. Gente que n\u00e3o se rodeia de quem a tudo diz lhe que sim, porque, para ela, agradar ao chefe \u00e9 mais importante e rent\u00e1vel que servir a comunidade. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma investigadora, professora numa das nossas universidades, diz ter chegado \u00e0 conclus\u00e3o nos seus estudos, de que hoje os partidos pol\u00edticos s\u00e3o empresas. J\u00e1 sab\u00edamos isso em rela\u00e7\u00e3o aos grandes clubes de futebol. Nesta perspectiva, muitas coisas e atitudes se tornam de mais f\u00e1cil compreens\u00e3o. A ser assim ,a subvers\u00e3o do interesse nacional \u00e9 inevit\u00e1vel. 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