{"id":27124,"date":"2016-12-09T16:02:10","date_gmt":"2016-12-09T16:02:10","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/?p=27124"},"modified":"2016-12-09T16:05:50","modified_gmt":"2016-12-09T16:05:50","slug":"documento-muito-belo-sobre-a-familia-com-exigencias-realistas-e-progressivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/documento-muito-belo-sobre-a-familia-com-exigencias-realistas-e-progressivas\/","title":{"rendered":"Documento muito belo sobre a fam\u00edlia, com exig\u00eancias &#8220;realistas e progressivas&#8221;"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_27125\" aria-describedby=\"caption-attachment-27125\" style=\"width: 740px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/doca.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-27125\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/doca.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"555\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/doca.jpg 740w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/doca-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-27125\" class=\"wp-caption-text\">O Bispo de Aveiro partilhou que tamb\u00e9m os bispos est\u00e3o \u00e0 procura de novos caminhos na pastoral familiar<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>\u201cA alegria do amor\u201d, exorta\u00e7\u00e3o do Papa Francisco sobre o amor e a fam\u00edlia, apresentada pelo P.e Manuel Moruj\u00e3o e pelo Bispo de Aveiro numa iniciativa dos padres de \u00cdlhavo.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cTamb\u00e9m para n\u00f3s, bispos, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Estamos a estudar o documento porque temos o dever de orientar. Parece-nos certo, contudo, que para integrar os casais [em segundas n\u00fapcias] na comunidade crist\u00e3, o ponto de partida \u00e9 que a pessoa tenha f\u00e9\u201d, disse D. Ant\u00f3nio Moiteiro na noite em que se falou da exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica \u201cA Alegria do Amor\u201d (\u201cAmoris Laetitia\u201d), a 25 de novembro, no sal\u00e3o do Santu\u00e1rio de Schoenstatt, numa iniciativa do arciprestado e \u00cdlhavo. O documento do Papa Francisco, escrito na sequ\u00eancia dos dois \u00faltimos s\u00ednodos dos bispos, em 2014 e 2015, fala do amor familiar e aborda as chamadas \u201csitua\u00e7\u00f5es dif\u00edceis\u201d, isto \u00e9, quando os casados se divorciam e voltam a casar, n\u00e3o podendo, segundo as normas, voltar a comungar. Ora, a exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica vem afirmar que h\u00e1 v\u00e1rios n\u00edveis de comunh\u00e3o eclesial e convida ao discernimento em cada caso com os olhos sempre postos na miseric\u00f3rdia.<br \/>\nO documento foi apresentado pelo padre Manuel Moruj\u00e3o, que real\u00e7ou que tem \u201cum tom muito positivo e pastoral\u201d, referindo cerca de 30 vezes a palavra \u201calegria\u201d. Sendo uma exorta\u00e7\u00e3o \u201csobre o amor, n\u00e3o sobre a doutrina do matrim\u00f3nio\u201d, o documento \u201cmant\u00e9m sempre aberta a porta da esperan\u00e7a\u201d, disse, porque \u201ccaridade n\u00e3o \u00e9 a aprova\u00e7\u00e3o do mal; \u00e9 a compreens\u00e3o do mal para que o bem seja feito\u201d. Afirmou o jesu\u00edta, durante v\u00e1rios anos porta-voz dos bispos portugueses, que a \u201cpastoral familiar \u00e9 tarefa artesanal e n\u00e3o um pronto-a-vestir\u201d. No breve debate que se segui, o assunto mereceu um lamento da parte da assembleia por a pastoral familiar ser uma das \u00e1reas mais fr\u00e1geis nas par\u00f3quias, nos arciprestados e na diocese.<br \/>\nManuel Moruj\u00e3o sublinhou que as exig\u00eancias do documento s\u00e3o \u201crealistas e progressivas\u201d. \u201cA fam\u00edlia n\u00e3o \u00e9 composta de anjos. H\u00e1 um processo din\u00e2mico e o matrim\u00f3nio deve ser encarado como um caminho\u201d, disse, observando que o amor de dois jovens que se casam tem de ser renovado ao longo da vida, pois as pessoas mudam, surgem os filhos, novas situa\u00e7\u00f5es, todo um mundo de diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o ao momento em que se d\u00e1 o \u201csim\u201d.<br \/>\nRetomando a quest\u00e3o da integra\u00e7\u00e3o eclesial dos divorciados recasados, o sacerdote afirmou que a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 em \u201cdizer que est\u00e1 \u00abtudo bem\u00bb e que \u00abtanto faz\u00bb, mas em apreciar o que \u00e9 aproveit\u00e1vel\u201d. A quest\u00e3o voltou a surgir no debate (\u201co sacerdote deve recusar a comunh\u00e3o ou a absolvi\u00e7\u00e3o a quem se sabe que \u00e9 recasado?\u201d) e o Bispo de Aveiro voltou a intervir para afirmar que \u201co acolhimento \u00e9 fundamental\u201d e que o dever \u00e9 \u201cajudar na aproxima\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cS\u00e3o situa\u00e7\u00f5es dolorosas e \u00e0s vezes n\u00e3o sabemos como lidar\u201d, disse. Alertou, no entanto, que h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es muito diferentes. Uma ser\u00e1, por exemplo, a daquele\/a que se recasou por ter sido abandonado\/a com os filhos, outra, por exemplo, ser\u00e1 a do\/a que abandonou a casa e os filhos. \u201cTemos que mostrar que s\u00e3o queridos por Deus. Deus est\u00e1 interessado nas suas alegrias\u201d, disse D. Ant\u00f3nio Moiteiro, refor\u00e7ando que os bispos est\u00e3o a elaborar crit\u00e9rios \u201cpara ajudar a discernir\u201d.<\/p>\n<p><strong>J.P.F.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/bispo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-27127\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/bispo.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"313\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/bispo.jpg 300w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/bispo-288x300.jpg 288w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u201cO Papa convida a ver sempre nas dificuldades os elementos positivos. Na uni\u00e3o de facto, no casamento civil, nas segundas n\u00fapcias\u2026 h\u00e1 sempre bem, h\u00e1 sempre algum amor. E n\u00f3s temos de ajudar a que cres\u00e7a\u201d.<br \/>\n<strong>D. Ant\u00f3nio Moiteiro<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/morujao.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-27128\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/morujao.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"279\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cAs dificuldades n\u00e3o s\u00e3o raz\u00e3o para separa\u00e7\u00e3o. H\u00e1 crises que se costumam verificar em todos os matrim\u00f3nios. Mas h\u00e1 solu\u00e7\u00f5es. H\u00e1 caminhos de amadurecimento\u201d.<br \/>\n<strong>P.e Manuel Moruj\u00e3o<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA alegria do amor\u201d, exorta\u00e7\u00e3o do Papa Francisco sobre o amor e a fam\u00edlia, apresentada pelo P.e Manuel Moruj\u00e3o e pelo Bispo de Aveiro numa iniciativa dos padres de \u00cdlhavo. &nbsp; \u201cTamb\u00e9m para n\u00f3s, bispos, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Estamos a estudar o documento porque temos o dever de orientar. 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