{"id":27154,"date":"2016-12-23T09:48:10","date_gmt":"2016-12-23T09:48:10","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/?p=27154"},"modified":"2016-12-23T09:48:10","modified_gmt":"2016-12-23T09:48:10","slug":"sete-livros-para-o-dialogo-da-fe-com-a-cultura-e-a-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/sete-livros-para-o-dialogo-da-fe-com-a-cultura-e-a-politica\/","title":{"rendered":"Sete livros para o di\u00e1logo da f\u00e9 com a cultura e a pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p><strong>Poderiam ser mais. Poderiam ser outros. Mas estes est\u00e3o acess\u00edveis. S\u00e3o livros que fazem pensar, que motivam di\u00e1logos, que ajudam responder a qualquer pessoa que nos questione sobre as raz\u00f5es da nossa esperan\u00e7a, como pedia S. Pedro (1 Pe 3,15). Textos de Lu\u00eds Silva, presidente da Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/deus.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-27155\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/deus.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"321\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/deus.jpg 200w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/deus-187x300.jpg 187w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Deus <del>n\u00e3o<\/del> existe: como o mais c\u00e9lebre fil\u00f3sofo ateu mudou<br \/>\nde convic\u00e7\u00e3o<br \/>\nAntony Flew<br \/>\n<em>Al\u00eatheia<\/em><br \/>\n187 p\u00e1ginas<\/p>\n<p>A relev\u00e2ncia deste livro s\u00f3 se capta se, em primeiro lugar, se tiver em conta quem \u00e9 o seu autor. Antony Flew foi, durante cinquenta anos, um dos mais relevantes defensores do ate\u00edsmo, no contexto brit\u00e2nico. Ate\u00edsmo que se sustentava na presun\u00e7\u00e3o de que a ci\u00eancia tinha a \u00faltima palavra sobre a verdade e o conhecimento, reduzindo a inverdade todas as outras linguagens, e especialmente o discurso religioso. A tarefa cient\u00edfica \u2013 defendia Flew \u2013 parecia exigir a inexist\u00eancia de Deus.<br \/>\nAt\u00e9 que Flew se d\u00e1 conta de que esse pressuposto \u00e9, n\u00e3o s\u00f3 imposs\u00edvel de provar, como est\u00e1, na realidade, errado. Fazer ci\u00eancia \u00e9, afinal, pressupor \u2013 conclui Antony Flew a partir de 2004, e repercute isso neste livro \u2013 que Deus tenha de existir.<br \/>\nA tese que ele defende \u00e9 simples e clara.<br \/>\nFazer ci\u00eancia \u00e9 pressupor exist\u00eancia de inteligibilidade no universo. Ali\u00e1s, pressupor o contr\u00e1rio era impossibilitar a realiza\u00e7\u00e3o da tarefa do cientista que \u00e9, afinal, identificar regularidades e formular hip\u00f3teses de leis que as experi\u00eancias se encarregar\u00e3o de falsificabilizar at\u00e9 que nova teoria supere a vigente. De qualquer modo, a base \u00e9 sempre a mesma: h\u00e1 possibilidade de compreender o universo, de o ler com intelig\u00eancia, porque nele h\u00e1 inteligibilidade.<br \/>\nOra, esta inteligibilidade s\u00f3 pode dever-se a duas ordens de motivos. Ou se chegou \u00e0 inteligibilidade por via de bili\u00f5es de acasos ou teremos de pressupor que, por causa da sua origem se encontrar em Algo ou Algu\u00e9m Inteligente que confere pot\u00eancia de inteligibilidade \u00e0 sua obra, a mesma obra criada revela as marcas dessa origem.<br \/>\nFace a estas duas possibilidades, Flew defende que deve aplicar-se o crit\u00e9rio epistemol\u00f3gico designado como \u00abnavalha de Ockham\u00bb, segundo o qual quando se tem uma explica\u00e7\u00e3o mais simples para uma hip\u00f3tese, ent\u00e3o essa deve ser a escolhida. Diz Flew que pressupor bili\u00f5es de acasos, todos eles concatenados como se fossem portadores de sentido \u00e9 uma tese altamente complexa e improv\u00e1vel, sendo, assim, de se escolher a outra, que pressup\u00f5e que a intelig\u00eancia que o Universo apresenta \u00e9, afinal, um p\u00e1lido reflexo da sua origem.<br \/>\nA esta luz, pressupor a exist\u00eancia de Deus \u00e9, para Flew, muito mais do que um ato de f\u00e9: \u00e9 uma esp\u00e9cie de axioma necess\u00e1rio para admitir que se possa fazer ci\u00eancia.<br \/>\nDe 2004 at\u00e9 \u00e0 sua morte, em 2010, Flew dedicou a sua obra \u00e0 revis\u00e3o dos pressupostos de tudo o que dissera at\u00e9 ent\u00e3o, para concluir que \u00ab\u00e9 simplesmente inconceb\u00edvel que uma matriz material possa gerar agentes que pensam e agem\u00bb (p. 155).<br \/>\nEsta \u00e9 uma obra de que deveriam resultar debates capazes de refazer pontes que o tempo foi abalando. O pensamento de Flew deveria suscitar maior humildade, quer entre os crentes que pretendem defender que a concilia\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia e f\u00e9 se faz na base de um concordismo em que se procura que cada afirma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica confirma afirma\u00e7\u00f5es retiradas dos livros sagrados (desrespeitando a natureza dos pr\u00f3prios textos sagrados), quer entre os que ainda, \u00e0 maneira do positivismo do s\u00e9culo XIX, pretendem esgotar a verdade do conhecimento no princ\u00edpio da verifica\u00e7\u00e3o, como se s\u00f3 a verdade das ci\u00eancias exatas e experimentais pudesse ser cred\u00edvel. O que h\u00e1 de mais importante para o humano \u00e9 insuscet\u00edvel de verifica\u00e7\u00f5es dessa ordem. A essa humildade obriga este livro de Antony Flew.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/cubo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-27156\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/cubo.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/cubo.jpg 200w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/cubo-176x300.jpg 176w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O cubo e a catedral: a Europa<br \/>\ne a Am\u00e9rica e a pol\u00edtica sem Deus<br \/>\nGeorge WEIGEL<br \/>\n<em>Al\u00eatheia<\/em><br \/>\n151 p\u00e1ginas<\/p>\n<p>O t\u00edtulo do livro explica o seu conte\u00fado e desvela a sua tese. George Weigel, um reconhecido autor norte-americano, parte de um evento hist\u00f3rico conhecido. Na d\u00e9cada de 80, quando se avizinhavam as comemora\u00e7\u00f5es dos 200 anos da revolu\u00e7\u00e3o francesa, o ent\u00e3o presidente Mitterrand sustentou que era inaceit\u00e1vel que a capital da Fran\u00e7a, s\u00edmbolo da laicidade, muitas vezes matizada com tra\u00e7os de laicismo, pudesse ter como mais alto edif\u00edcio a grande Catedral de Notre Dame. Para fazer face a tal \u00abincoer\u00eancia, prop\u00f4s a constru\u00e7\u00e3o de um grande Cubo, na zona de La D\u00e9fense, capaz de ultrapassar a dimens\u00e3o e grandiosidade da catedral. A este facto se deve o t\u00edtulo da obra que aqui se apresenta. A tese, por seu turno, repercute o pensamento de Alexis Tocqueville que, j\u00e1 no s\u00e9culo XIX, se dava conta de que a forma de viver a laicidade era distinta dos dois lados do Atl\u00e2ntico. Os franceses, muito marcados pela vis\u00e3o jacobina que exerceu forte influ\u00eancia na defini\u00e7\u00e3o do rumo da revolu\u00e7\u00e3o francesa, sempre tenderam a entender a laicidade como uma atitude de indiferen\u00e7a e, em alguns casos, oposi\u00e7\u00e3o do Estado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 religi\u00e3o e \u00e0 Igreja. Nunca foi esse o entendimento do outro lado do Atl\u00e2ntico. \u00c9 bom, ali\u00e1s, perceber que n\u00e3o poderia ser de outro modo, dado que a Am\u00e9rica se fez por for\u00e7a da determina\u00e7\u00e3o dos homens que, no s\u00e9culo XVII, partiram da Irlanda e com eles levaram toda a sua cultura e vis\u00e3o religiosa da vida. A laicidade americana, como bem j\u00e1 vira o autor franc\u00eas de \u00abDa democracia na Am\u00e9rica\u00bb, consistia na defesa da independ\u00eancia entre a religi\u00e3o e o Estado, n\u00e3o no registo de indiferen\u00e7a, mas de s\u00e3o conv\u00edvio e mesmo intera\u00e7\u00e3o. A laicidade americana \u00e9 a que defende a liberdade religiosa que se manifesta na diversidade e no respeito por essa mesma diversidade. Uma laicidade que n\u00e3o anula as op\u00e7\u00f5es religiosas dos cidad\u00e3os mas que as integra na pr\u00f3pria gest\u00e3o da coisa p\u00fablica. De tal modo que o n\u00e3o silenciamento das op\u00e7\u00f5es religiosas permitiu, como analisa G. Weigel, neste livro, que a atitude perante a vida e perante a fecundidade da vida n\u00e3o se perdesse, o que veio a acontecer no contexto europeu. Weigel atribui ao silenciamento de Deus, no contexto europeu, uma das mais decisivas causas para a diminui\u00e7\u00e3o da natalidade, pois a vida e a vida gerada deixou de ser entendida como dom e bem para passar a ser percebida num registo de liberdade pressuposta como autodetermina\u00e7\u00e3o absoluta.<br \/>\nEste \u00e9 um livro que vai aos alicerces da modernidade e que interpela a perceber de que liberdade dever\u00e1 falar-se quando se defende que a modernidade \u00e9 a afirma\u00e7\u00e3o da autonomia humana. De que autonomia importa falar? De uma autonomia que redundar\u00e1 no suic\u00eddio da humanidade? Ou de uma autonomia que pressup\u00f5e que o homem n\u00e3o existe sem os outros e sem o Outro? Que laicidade dever\u00e1 defender-se: a que silencia a voz da espiritualidade humana ou a que a integra no \u00e2mbito da coisa p\u00fablica como catalisador da a\u00e7\u00e3o humana, individual e coletiva?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/ocidental.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-27157\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/ocidental.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"339\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/ocidental.jpg 200w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/ocidental-177x300.jpg 177w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O que a civiliza\u00e7\u00e3o ocidental<br \/>\ndeve \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica<br \/>\nThomas E. Woods JR.<br \/>\n<em>Al\u00eatheia<\/em><br \/>\n273 p\u00e1ginas<\/p>\n<p>H\u00e1 tempos, ao apresentar este livro a um grupo de amigos, ocorreu-me que n\u00e3o seria de estranhar se algum livreiro o inserisse na sec\u00e7\u00e3o de finan\u00e7as, ainda que ele nada tenha a ver com economia ou mat\u00e9rias fiscais. Na verdade, do que aqui se trata \u00e9 de uma d\u00edvida. Uma d\u00edvida de gratid\u00e3o para com a Igreja Cat\u00f3lica. Uma d\u00edvida nunca saldada e que a Igreja nunca reivindicou, mas que lhe \u00e9 devida. Na realidade, este livro o que faz \u00e9 desvendar, de forma descritiva e de modo factual, os in\u00fameros contributos da Igreja Cat\u00f3lica para a constru\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental. O t\u00edtulo portugu\u00eas \u00e9 \u00abo que a civiliza\u00e7\u00e3o ocidental deve \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica\u00bb perdendo a for\u00e7a do original que \u00e9 \u00abcomo a Igreja Cat\u00f3lica fez a civiliza\u00e7\u00e3o ocidental\u00bb. Com efeito, o contributo cat\u00f3lico para a constru\u00e7\u00e3o da nossa civiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o se esgota num conjunto de factos que poderemos enumerar, pois atinge o c\u00f3digo gen\u00e9tico da nossa cultura, entendida aqui como todo o quadro mental que condiciona cada pequeno rumo art\u00edstico, o modo de pensar o mundo, o modo, ali\u00e1s, de ser mundo. N\u00e3o se pense, contudo, que este \u00e9 um livro de apologia como tantos outros, edificado sobre lamentos e desejos inconfessados de restaura\u00e7\u00e3o da influ\u00eancia crist\u00e3 na sociedade. Antes, \u00e9 um livro de justi\u00e7a. O que faz \u00e9 evidenciar que, sem a Igreja Cat\u00f3lica, a civiliza\u00e7\u00e3o ocidental simplesmente n\u00e3o era. Muitos pensar\u00e3o que tal se dever\u00e1 ao seu contributo nas \u00e1reas sempre referidas, habitualmente: a arte, as catedrais, os museus, a literatura e as humanidades, em geral, como se tal j\u00e1 n\u00e3o fosse bastante. Contudo, o autor demonstra que o contributo do cristianismo para a cria\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de liberdade no espa\u00e7o acad\u00e9mico (como o vivido nas universidades que nasceram sob a \u00e9gide da Igreja), para a edifica\u00e7\u00e3o do direito internacional, para a cria\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia que, afinal, surge no Ocidente, e tantos outros \u00e2mbitos nevr\u00e1lgicos daquilo que definimos como a modernidade t\u00eam o seu c\u00f3digo gen\u00e9tico nas condi\u00e7\u00f5es que o Cristianismo permitiu assegurar para que eles emergissem. Esta enuncia\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es fundantes da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental \u00e9 feita em permanente articula\u00e7\u00e3o com uma escrita enxuta, que vai ilustrando o que vai sendo dito com factos que permitem confirmar a verdade do referido. \u00c9 assim que somos levados a reconhecer que 35 crateras da Luz t\u00eam nomes de cientistas e matem\u00e1ticos jesu\u00edtas, ou que a primeira pessoa a medir o ritmo de acelera\u00e7\u00e3o de um corpo em queda livre foi um sacerdote, o P.e Giambattista Riccioli, ou, ainda, que o pai da egiptologia foi o padre Athanasius Kircher, ou que o pai de Geologia \u00e9 o padre Nicholas Steno, o pai do direito internacional \u00e9 Francisco Vit\u00f3ria, sacerdote espanhol do s\u00e9culo XVI, defensor dos nativos do Novo Mundo, face \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o castelhana.Um livro que, como ocorreu na diocese de Aveiro, por ocasi\u00e3o da primeira semana da cultura e identidade crist\u00e3s, promovida pelo ISCRA, deveria ser ocasi\u00e3o para redescobrir as efetivas ra\u00edzes crist\u00e3s da cultura ocidental e para repor a devida justi\u00e7a, reconhecendo o lugar \u00edmpar do Cristianismo na constru\u00e7\u00e3o de uma civiliza\u00e7\u00e3o que, n\u00e3o s\u00f3 superou os riscos que os movimentos b\u00e1rbaros tinham colocado, mas que tamb\u00e9m transcendeu as j\u00e1 significativas conquistas que as civiliza\u00e7\u00f5es grega e romana tinham protagonizado, conferindo a esta a humanidade que lhes faltava. A quem se dever\u00e1, ali\u00e1s, reconhecer ter-se cunhado a ideia de dignidade humana aplic\u00e1vel a todos sem distin\u00e7\u00e3o sen\u00e3o ao Cristianismo?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/cristianismo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-27158\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/cristianismo.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"313\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/cristianismo.jpg 200w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/cristianismo-192x300.jpg 192w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a><br \/>\nCristianismo e evolucionismo:<br \/>\nem 101 perguntas e respostas<br \/>\nJohn Haught<br \/>\n<em>Gradiva<\/em><br \/>\n239 p\u00e1ginas<\/p>\n<p>Muitos continuam a acreditar na tese de que o Cristianismo, em geral, e a Igreja Cat\u00f3lica, em particular, est\u00e3o ou estiveram de costas voltadas para a ci\u00eancia. A for\u00e7a de uma hist\u00f3ria recontada at\u00e9 \u00e0 exaust\u00e3o, reinvocando o terr\u00edvel epis\u00f3dio de Galileu ou a suposta discuss\u00e3o com Darwin (tal s\u00f3 ocorreu no contexto anglicano), favoreceu o mito de um antagonismo que nunca existiu. Este livro serve a causa da reconcilia\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria ap\u00f3s um suposto conflito que nunca deveria ter sido defendido nem nunca deveria ter-se invocado, em nome da religi\u00e3o. Na verdade, de um modo claro, simples, escorreito, Haught, um te\u00f3logo reconhecido pela sua mestria na capacidade de evidenciar que, afinal, como afirma Jo\u00e3o Paulo II, na enc\u00edclica \u00abF\u00e9 e Raz\u00e3o\u00bb, ci\u00eancia e f\u00e9 s\u00e3o as duas asas sem as quais n\u00e3o se pode voar, consegue tornar simples o que para muitos continua dif\u00edcil. E a sua tese \u00e9 clara. Por um lado, recupera o pressuposto de que o ser humano tem mais interroga\u00e7\u00f5es do que aquelas a que a ci\u00eancia tem capacidade de responder: a ci\u00eancia respondem \u00e0s que respeitam ao \u00e2mbito dos processos, ao \u00e2mbito do \u00abcomo \u00e9 que as coisas ocorrem\u00bb, mas escapam-lhe as que s\u00e3o do \u00e2mbito do sentido da exist\u00eancia e das coisas; por outro, vislumbra na for\u00e7a do pensamento de Teilhard de Chardin a capacidade de demonstrar que o que teologia sempre dissera \u2013 que tudo se haveria de consumar em Jesus Cristo como Omega da Cria\u00e7\u00e3o \u2013 se pode compaginar com uma leitura evolucionista da exist\u00eancia, pois a for\u00e7a que se vislumbra na natureza denuncia uma potencialidade de \u2018menos para mais\u2019 que permite encontrar ecos no que a linguagem teol\u00f3gica tantas vezes refere: a tens\u00e3o entre o j\u00e1 e o ainda n\u00e3o. Tal n\u00e3o lhe retira, por\u00e9m, a legitimidade para criticar uma certa leitura da evolu\u00e7\u00e3o que pretende tudo reduzir \u00e0 mat\u00e9ria, esquecendo que a mat\u00e9ria, por si, n\u00e3o conseguiria fazer emergir o pensamento. E, tamb\u00e9m, para reconhecer que muito do suposto conflito entre ci\u00eancia e f\u00e9 crist\u00e3, em mat\u00e9rias que dizem respeito \u00e0s origens, se criou a partir de uma errada hermen\u00eautica do texto b\u00edblico, que Haught recupera, de forma clara.<br \/>\nEste \u00e9 um livro necess\u00e1rio para que, nestes tempos de escombros, em que muitos parecem querer explorar uma suposta virtualidade art\u00edstica daqueles, se recomecem a edificar as boas rela\u00e7\u00f5es entre ci\u00eancia e f\u00e9 que epis\u00f3dios como o de Galileu n\u00e3o podem nem devem apagar ou ofuscar. Como reconhecia A. Einstein, a \u00abci\u00eancia sem a religi\u00e3o \u00e9 coxa, a religi\u00e3o sem a ci\u00eancia \u00e9 cega\u00bb.<br \/>\nHaught, com uma linguagem simples, objetiva e pedag\u00f3gica, assegura as condi\u00e7\u00f5es para um encontro que sempre teve no cristianismo, como religi\u00e3o protetora da raz\u00e3o e da racionalidade, o seu arauto e defensor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/democracia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-27159\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/democracia.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"317\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/democracia.jpg 200w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/democracia-189x300.jpg 189w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A crucifica\u00e7\u00e3o e a democracia<br \/>\nGustavo Zagrebelsky<br \/>\n<em>Tenacitas<\/em><br \/>\n142 p\u00e1ginas<\/p>\n<p>Se a James Watson e a Francis Crick se deve o m\u00e9rito da descoberta da dupla h\u00e9lice do ADN da vida, poder\u00edamos reconhecer a este livro o m\u00e9rito de explicitar como deveremos interpretar o ADN das democracias.<br \/>\nPara tal explicita\u00e7\u00e3o, Zagrebelsky faz a sua an\u00e1lise partindo da interpreta\u00e7\u00e3o do que ocorreu no processo de crucifica\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo para concluir que as democracias se tipificam em torno de tr\u00eas perfis: as democracias dogm\u00e1ticas, que acreditam possuir a verdade toda e indiscut\u00edvel; as democracias c\u00e9ticas, para quem tudo \u00e9 suscet\u00edvel de d\u00favida e discuss\u00e3o e, por fim, as democracias cr\u00edticas, que se sabem portadoras de limite e, por isso, consideram que nem tudo se pode discutir e que o poder n\u00e3o pode absolutizar-se, nem sequer o da maioria. Para estas \u00faltimas, h\u00e1 limites que n\u00e3o devem ser transpostos. As duas primeiras tipologias, por oposi\u00e7\u00e3o, favorecem circunst\u00e2ncias em que elas mesmas, enquanto democracias, s\u00e3o postas em causa, gerando ruturas nos seus pr\u00f3prios alicerces. De algum modo, \u00e9 o que verificamos, hoje, face a processos de absolutiza\u00e7\u00e3o da democracia, entendida como express\u00e3o da vontade da maioria a quem se reconhece o poder de tudo determinar, inclusive o de estabelecer uma ditadura, num paradoxo pr\u00f3ximo do absurdo.<br \/>\nEste \u00e9 um livro em que os m\u00e9ritos v\u00e3o da qualidade do seu conte\u00fado, \u2013 de que se fez, acima, uma breve s\u00edntese, mas a que poder\u00edamos, ainda, acrescentar a pertin\u00eancia de propostas como a da constru\u00e7\u00e3o de uma \u00e9tica das decis\u00f5es revers\u00edveis, em que todas as determina\u00e7\u00f5es recaem sobre atos que podem ser revertidos, por oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00e9ticas que defendem a legitimidade de atos como o aborto, a eutan\u00e1sia, o suic\u00eddio, que s\u00e3o, por defini\u00e7\u00e3o, atos irrevers\u00edveis \u2013 \u00e0 qualidade e reconhecimento do seu autor, que foi Presidente do Tribunal Constitucional de It\u00e1lia, at\u00e9 \u00e0 elevada estatura do prefaciador, Ant\u00f3nio Barbosa de Melo que foi, entre 1991 e 1995, presidente da Assembleia da Rep\u00fablica Portuguesa (falecido a 7 de setembro de 2016).<br \/>\nTrata-se de um livro que vai \u00e0 raiz, ao ADN da a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, antecipando os riscos que se v\u00e3o constatando nesta Europa \u00e0 deriva, em que a absolutiza\u00e7\u00e3o de democracias que, ora c\u00e9ticas, ora dogm\u00e1ticas, v\u00e3o encaminhando as na\u00e7\u00f5es para becos sem sa\u00edda. At\u00e9 chegar a hora em que o povo, sob a batuta de novos Caif\u00e1s e Sin\u00e9drio, preconizadores de democracias dogm\u00e1ticas, e credor de agentes pol\u00edticos, para quem tudo \u00e9 igual, enquanto defensores de democracias c\u00e9ticas, aclamar\u00e1 os salteadores e crucificar\u00e1, de novo, j\u00e1 n\u00e3o s\u00f3 o justo, mas a pr\u00f3pria justi\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/jerusalem.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-27160\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/jerusalem.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"315\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/jerusalem.jpg 200w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/jerusalem-190x300.jpg 190w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Jerusal\u00e9m: a biografia<br \/>\nSimon Sebag Montefiore<br \/>\n<em>Al\u00eatheia<\/em><br \/>\n657 p\u00e1ginas<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel fazer a biografia de uma cidade?<br \/>\nSim, se essa cidade for um organismo vivo. E essa cidade \u00e9 Jerusal\u00e9m. Cidade amada, desejada. T\u00e3o amada e t\u00e3o desejada quanto espoliada e devassada.<br \/>\nEste poderia ser o pref\u00e1cio deste livro. Um livro magn\u00edfico. T\u00e3o longo nas suas p\u00e1ginas \u2013 mais de 650 \u2013 como sedutor no desenrolar do fio da narrativa. Quem o l\u00ea sente-se a percorrer as ruas da hist\u00f3ria que as ruas de pedra desvelam. Montefiore, tamb\u00e9m ele membro de uma fam\u00edlia de que fala, quando chega ao s\u00e9culo XIX, revela-se, neste livro, um ub\u00edquo, algu\u00e9m para quem n\u00e3o h\u00e1 limites de espa\u00e7o, nem de tempo. Fala de cada era como se l\u00e1 tivesse estado. Assim se entende que recorde pormenores como o que acompanhou o encontro entre Saladino e o cruzado Guy de Lusignan, em 1187. Sabemos, porque Montefiore no-lo conta, que Saladino estendeu ao rei Guy \u00abuma ta\u00e7a de sorvete, gelado com a neve do Monte Hermon\u00bb. Do mesmo modo, muitos s\u00e9culos volvidos, descobrimos que a confer\u00eancia de Ialta, que dividiu os despojos de Guerra entre os vencedores da II Guerra Mundial esteve programada para ser em Jerusal\u00e9m. Hoje, a foto em que aparecem Estaline, Roosevelt e Churchill teria, como pano de fundo, a cidade sagrada. Estes e outros pormenores s\u00e3o descritos ao correr da pena que se revela s\u00e1bia e sedutora nesta obra que me prendeu a alma ao longo de pouco mais de dez dias de um ver\u00e3o. A capacidade de prender quem o l\u00ea faz de Montefiore um autor \u00edmpar, capaz de levar pela m\u00e3o o an\u00f3nimo leitor que se sente privilegiado por se convencer de que a hist\u00f3ria lhe \u00e9 contada ao ouvido, de t\u00e3o pormenorizada ser. Um livro imprescind\u00edvel para compreender como a cidade que tem a \u00abPaz\u00bb no seu nome continua, hoje, como, afinal, sempre parece ter sido, a edificar-se sobre os escombros de si mesma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/europa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-27161\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/europa.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"302\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/europa.jpg 200w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/europa-199x300.jpg 199w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a><br \/>\nUma Europa sem Deus?<br \/>\nA Uni\u00e3o Europeia e o di\u00e1logo com religi\u00f5es, Igrejas e comunidades confessionais<br \/>\nMichael Weninger<br \/>\n<em>Edi\u00e7\u00f5es 70<\/em><br \/>\n510 p\u00e1ginas<\/p>\n<p>Quando li este livro, em agosto de 2009, fui tomado por um enorme sentimento de dever de partilha do que tinha descoberto. Acabava de ler um livro que me permitia compreender um assunto que preenchia, na altura, as manchetes de muita imprensa religiosa, mas que teimava em ser silenciado na grande imprensa: o problema da inclus\u00e3o da refer\u00eancia a Deus na Constitui\u00e7\u00e3o Europeia que se esbo\u00e7ava, \u00e0s m\u00e3os de um ex-presidente da Rep\u00fablica Francesa, Giscard d\u2019Estaing.<br \/>\nWeninger coligia, de forma clara, os passos dados e recuados de uma decis\u00e3o sobre aceitar ou recusar referir na Constitui\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia a matriz crist\u00e3 e religiosa como uma das que tinham permitido forjar a identidade continental. Sabemos que nem o documento veio a ter o estatuto de constitui\u00e7\u00e3o, nem a refer\u00eancia veio a ser feita, no documento que veio a suceder-lhe. E os motivos s\u00e3o descritos com clareza neste livro. Press\u00f5es de organismos ditos humanistas, mas que preconizavam uma laicidade negativa (tamb\u00e9m designada como laicismo), conduziram ao silenciamento e \u00e0 recusa de poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es que permitissem compaginar as diversas sensibilidades em jogo. Um dos grandes m\u00e9ritos desta obra est\u00e1 em, n\u00e3o s\u00f3 descrever os dados em discuss\u00e3o e as consequ\u00eancias de se ter optado por fazer de conta que a Europa n\u00e3o tem uma hist\u00f3ria crist\u00e3, mas tamb\u00e9m em apresentar poss\u00edveis cen\u00e1rios de resposta. E entre estes recolho, como ilustra\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito desta obra, a solu\u00e7\u00e3o que foi encontrada para a Constitui\u00e7\u00e3o da Pol\u00f3nia que diz que \u00abtamb\u00e9m aqueles que acreditam em Deus como fonte da verdade, da justi\u00e7a, do bem e do belo, como os que n\u00e3o partilham essa cren\u00e7a, mas que respeitam os valores universais, assim como de outras fontes [\u2026]\u00bb.<br \/>\nO livro \u00e9, para al\u00e9m de uma exaustiva descri\u00e7\u00e3o do processo que tem conduzido \u00e0 tentativa de silenciamento do contributo \u00edmpar das religi\u00f5es para a defini\u00e7\u00e3o da identidade europeia, um precioso documento para a problematiza\u00e7\u00e3o do entendimento europeu sobre a laicidade, t\u00e3o devedora de uma leitura restritiva que se estruturou no contexto da revolu\u00e7\u00e3o francesa e que tem conduzido \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma recente hist\u00f3ria da uni\u00e3o europeia ao arrepio do sentir dos povos que dela fazem parte. Uma tal decis\u00e3o acabar\u00e1 por comportar, com o tempo, ou a perda definitiva da identidade ou a emerg\u00eancia de movimentos restauracionistas que acender\u00e3o conflitos que se julgava extintos. O desafio \u00e9 o de respeitar a identidade, em nome do princ\u00edpio da subsidiariedade, tantas vezes invocado neste livro. Princ\u00edpio que impede a imposi\u00e7\u00e3o artificial de solu\u00e7\u00f5es que podem ser preconizadas e encontradas nas pr\u00f3prias comunidades. Um repto que, quanto mais tarde for atendido, maiores custos comportar\u00e1. Os sinais est\u00e3o a\u00ed!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Poderiam ser mais. Poderiam ser outros. Mas estes est\u00e3o acess\u00edveis. S\u00e3o livros que fazem pensar, que motivam di\u00e1logos, que ajudam responder a qualquer pessoa que nos questione sobre as raz\u00f5es da nossa esperan\u00e7a, como pedia S. Pedro (1 Pe 3,15). Textos de Lu\u00eds Silva, presidente da Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura. &nbsp; Deus n\u00e3o existe: como [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[66],"tags":[],"class_list":["post-27154","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27154","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27154"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27154\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27162,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27154\/revisions\/27162"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27154"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27154"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27154"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}