{"id":27177,"date":"2017-01-06T11:13:46","date_gmt":"2017-01-06T11:13:46","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/?p=27177"},"modified":"2017-01-06T11:13:46","modified_gmt":"2017-01-06T11:13:46","slug":"um-pais-pintado-a-cor-de-rosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/um-pais-pintado-a-cor-de-rosa\/","title":{"rendered":"Um pa\u00eds pintado a cor de rosa"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_24931\" aria-describedby=\"caption-attachment-24931\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Flausino.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-24931\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Flausino.jpg\" width=\"150\" height=\"152\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24931\" class=\"wp-caption-text\">FLAUSINO SILVA<br \/> Empres\u00e1rio<\/figcaption><\/figure>\n<p>No seu estilo de Presidente dos afetos \u2013 que vai a todas, que comenta tudo, que tira selfies e d\u00e1 muitos beijinhos \u2013 o Professor Marcelo pinta aos portugueses um pa\u00eds cor de rosa, mostrando-nos o lado positivo da situa\u00e7\u00e3o, passando por cima das mazelas profundas e amaciando-as com o seu conhecido g\u00e9nio de comentador.<br \/>\nNa sua primeira mensagem de Ano Novo, pintou exatamente o quadro que descrevemos: iniciamos o ano de 2016 em sobressalto, com expetativas negativas muito altas, mas que foi atravessado com aparente sucesso, em aparente calmaria, sem convuls\u00f5es graves, com o Presidente, qual chairman governativo, a gerir o equil\u00edbrio pol\u00edtico inst\u00e1vel resultante da geringon\u00e7a: houve recupera\u00e7\u00e3o de rendimentos, aprova\u00e7\u00e3o de Bruxelas \u00e0s propostas para o sistema financeiro e para o or\u00e7amento de 2017.<br \/>\nClaro que muitos portugueses continuaram a ter de ir \u00e0s cinco horas da manh\u00e3 para ganhar vez nas consultas dos centros de sa\u00fade congestionados e sem m\u00e9dicos (o senhor Presidente apelou para que acorressem primeiro aos centros de sa\u00fade e n\u00e3o aos hospitais), espera-se meses pela justi\u00e7a, h\u00e1 escolas sem seguran\u00e7a e sem pessoal, etc. etc. mas s\u00e3o minud\u00eancias que n\u00e3o chegam para toldar a beleza da decora\u00e7\u00e3o governativa.<br \/>\nO barco aguentou-se na viagem, em aparente calmaria, metendo, contudo, cada vez mais \u00e1gua. Na pr\u00e1tica, afundando o pa\u00eds sem darmos por isso. Sen\u00e3o vejamos: o investimento baixou 25%, as exporta\u00e7\u00f5es diminu\u00edram, o endividamento mant\u00e9m-se elevad\u00edssimo (a d\u00edvida emitida pelo IGCP tinha, no final de outubro de 2016, o valor de 236.774.835.815\u20ac, cerca de 129% do PIB-Produto Interno Bruto), acarretando juros de mais de oito mil milh\u00f5es de euros em 2017 e o PIB cresceu abaixo do previsto e menos do que em 2015, quando a Troika se foi embora.<br \/>\nMas o senhor Presidente da Rep\u00fablica advertiu o governo, na sua mensagem, de que para 2017 \u00e9 preciso fazer uma gest\u00e3o, n\u00e3o do imediato, como em 2016, mas a prazo (\u2026 2016 foi o ano da gest\u00e3o do imediato, da estabiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e da preocupa\u00e7\u00e3o com o rigor financeiro. 2017 tem de ser o ano da gest\u00e3o a prazo, e da defini\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o de uma estrat\u00e9gia de crescimento econ\u00f3mico sustentado\u2026).<br \/>\nMas o ano de 2017 j\u00e1 est\u00e1 programado &#8211; o senhor Presidente promulgou o Or\u00e7amento de Estado, que define o plano, as estrat\u00e9gias e as pol\u00edticas e nele o crescimento previsto \u00e9 de 1,5%, id\u00eantico ao de 2015 e muito pouco acima de 2016. Como \u00e9 que, com este crescimento, pode haver melhoria sustentada da vida dos portugueses, com o endividamento a manter-se e os juros da d\u00edvida a aumentarem?<br \/>\nSe os juros da d\u00edvida aumentam, o que os credores pensam do pa\u00eds \u00e9 que o risco \u00e9 muito elevado e que a confian\u00e7a \u00e9 reduzida, ao contr\u00e1rio do que o senhor Presidente diz na sua mensagem.<br \/>\nN\u00f3s gostamos muito de ter um Presidente que esteja pr\u00f3ximo dos portugueses, mas queremos que a sua proximidade n\u00e3o signifique apenas afetividade, mas que nos defenda das m\u00e1s pr\u00e1ticas governativas, que exija o cumprimento das promessas de crescimento econ\u00f3mico, da redu\u00e7\u00e3o dos impostos, que se mant\u00e9m praticamente ao mesmo n\u00edvel de 2016 \u2013 34,1% do PIB.<br \/>\nAfinal, o que o governo diz restituir em rendimentos aos cidad\u00e3os, retira-lho atrav\u00e9s dos impostos, sobretudo dos impostos indiretos.<br \/>\nSenhor Presidente, os portugueses elegeram-no para ser o Supremo Magistrado da Na\u00e7\u00e3o, velando pela equidade e justi\u00e7a da governa\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u00c9 isso que todos queremos e esperamos no Novo Ano que ora come\u00e7a!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No seu estilo de Presidente dos afetos \u2013 que vai a todas, que comenta tudo, que tira selfies e d\u00e1 muitos beijinhos \u2013 o Professor Marcelo pinta aos portugueses um pa\u00eds cor de rosa, mostrando-nos o lado positivo da situa\u00e7\u00e3o, passando por cima das mazelas profundas e amaciando-as com o seu conhecido g\u00e9nio de comentador. 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