{"id":27224,"date":"2017-01-20T09:32:13","date_gmt":"2017-01-20T09:32:13","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/?p=27224"},"modified":"2017-01-20T09:32:13","modified_gmt":"2017-01-20T09:32:13","slug":"servico-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/servico-publico\/","title":{"rendered":"Servi\u00e7o p\u00fablico"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_24487\" aria-describedby=\"caption-attachment-24487\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Web_M-Oliveira-de-Sousa1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-24487\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Web_M-Oliveira-de-Sousa1.jpg\" width=\"150\" height=\"185\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Web_M-Oliveira-de-Sousa1.jpg 300w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Web_M-Oliveira-de-Sousa1-243x300.jpg 243w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24487\" class=\"wp-caption-text\">M. Oliveira de Sousa<br \/> Professor<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00c9 um dos requisitos \u2013 b\u00e1sico! &#8211; na constitui\u00e7\u00e3o das comunidades onde \u00e9 preferencial a qualidade de vida de todos.<br \/>\nSendo assim, parece oportuno e profundamente interessante trazer a debate este assunto e como \u00e9, no m\u00ednimo, reconhecido institucionalmente. Recorremos a uma s\u00edntese de conversa no s\u00edtio eletr\u00f3nico da Funda\u00e7\u00e3o Francisco Manuel dos Santos.<br \/>\nO Servi\u00e7o p\u00fablico \u00e9 o conjunto de atividades e tarefas destinadas a satisfazer necessidades da popula\u00e7\u00e3o. Esses servi\u00e7os s\u00e3o normalmente prestados por entidades de natureza p\u00fablica, mas tamb\u00e9m podem ser assegurados por entidades de natureza privada ou mista, sob fiscaliza\u00e7\u00e3o do Estado.<br \/>\nA Constitui\u00e7\u00e3o obriga o Estado a assegurar diferentes servi\u00e7os p\u00fablicos, desde aqueles que se referem a \u00e1reas de soberania do Estado (defesa, seguran\u00e7a e justi\u00e7a) \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de cuidados de sa\u00fade, seguran\u00e7a social, disponibiliza\u00e7\u00e3o de escolas, e o pr\u00f3prio servi\u00e7o de r\u00e1dio e televis\u00e3o. A qualidade de vida das pessoas, em especial das mais desfavorecidas, exige ainda que se garanta a presta\u00e7\u00e3o universal de certos servi\u00e7os b\u00e1sicos, como energia, transportes e telecomunica\u00e7\u00f5es, seja a cargo dos pr\u00f3prios poderes p\u00fablicos, seja por empresas privadas que se obrigam a fornec\u00ea\u2011los. Os servi\u00e7os p\u00fablicos constituem um elemento essencial do Estado social e do modelo social europeu.<br \/>\nPara efeitos de prote\u00e7\u00e3o dos mesmos utentes e dos consumidores em geral, a lei define como servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais os fornecimentos de \u00e1gua, de energia el\u00e9trica, de g\u00e1s natural e de gases de petr\u00f3leo liquefeitos canalizados; as comunica\u00e7\u00f5es eletr\u00f3nicas; os servi\u00e7os postais; e a recolha e tratamento de \u00e1guas residuais e a gest\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos urbanos.<br \/>\nOs servi\u00e7os p\u00fablicos e todos os organismos da Administra\u00e7\u00e3o est\u00e3o ao servi\u00e7o do cidad\u00e3o, pelo que devem orientar a sua a\u00e7\u00e3o segundo os princ\u00edpios da boa\u2011f\u00e9, da qualidade, da prote\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a, da comunica\u00e7\u00e3o eficaz e transparente, da simplicidade, da responsabilidade e da gest\u00e3o participativa. Se os atos praticados puderem afetar os direitos dos utentes, as entidades respons\u00e1veis pelos servi\u00e7os p\u00fablicos em causa t\u00eam o dever de explicar e justificar as suas decis\u00f5es.<br \/>\nNa sua organiza\u00e7\u00e3o e estrutura, os servi\u00e7os p\u00fablicos devem ser desburocratizados, pr\u00f3ximos das popula\u00e7\u00f5es (de forma descentralizada e desconcentrada) e envolver os interessados na sua gest\u00e3o. Os utentes t\u00eam direito a ser informados pela Administra\u00e7\u00e3o sobre o andamento dos seus processos e a conhecer as decis\u00f5es definitivas que forem tomadas, bem como a aceder aos arquivos e registos administrativos.<br \/>\nOs servi\u00e7os p\u00fablicos devem respeitar ainda as leis sobre defesa do consumidor, em especial no que respeita \u00e0 qualidade dos bens e servi\u00e7os, bem como sobre a prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, da seguran\u00e7a f\u00edsica e dos interesses econ\u00f3micos dos cidad\u00e3os. Nos servi\u00e7os de interesse econ\u00f3mico geral, existem as chamadas cartas de servi\u00e7o p\u00fablico, que definem princ\u00edpios fundamentais: igualdade, imparcialidade, continuidade e regularidade das presta\u00e7\u00f5es, qualidade e seguran\u00e7a, direito de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o quanto aos servi\u00e7os, efici\u00eancia e efic\u00e1cia, mecanismos de queixa dos utentes, etc.<br \/>\n\u00c9 preciso repensar algumas das coisas que andam por a\u00ed a ser praticadas, n\u00e3o?!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 um dos requisitos \u2013 b\u00e1sico! &#8211; na constitui\u00e7\u00e3o das comunidades onde \u00e9 preferencial a qualidade de vida de todos. Sendo assim, parece oportuno e profundamente interessante trazer a debate este assunto e como \u00e9, no m\u00ednimo, reconhecido institucionalmente. Recorremos a uma s\u00edntese de conversa no s\u00edtio eletr\u00f3nico da Funda\u00e7\u00e3o Francisco Manuel dos Santos. 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