{"id":27267,"date":"2017-02-02T11:56:56","date_gmt":"2017-02-02T11:56:56","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/?p=27267"},"modified":"2017-02-02T11:56:56","modified_gmt":"2017-02-02T11:56:56","slug":"a-espera-do-mana-e-da-terra-prometida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-espera-do-mana-e-da-terra-prometida\/","title":{"rendered":"\u00c0 espera do man\u00e1 e da terra prometida"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_24931\" aria-describedby=\"caption-attachment-24931\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Flausino.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-24931\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Flausino.jpg\" width=\"150\" height=\"152\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24931\" class=\"wp-caption-text\">FLAUSINO SILVA<br \/> Empres\u00e1rio<\/figcaption><\/figure>\n<p>A melhoria da economia j\u00e1 chegou aos mais carenciados? Isabel Jonet, Presidente da Federa\u00e7\u00e3o dos Bancos Alimentares, afirma que n\u00e3o!<br \/>\nQuando \u00e9 que as popula\u00e7\u00f5es de mais baixos rendimentos sentir\u00e3o no seu bolso os benef\u00edcios da prometida terra que \u201cmana leite e mel\u201d, em vez da aridez da propaganda pol\u00edtica?<br \/>\nEsta \u00e9 a pergunta vital, dir\u00edamos fatal, que se deve fazer ao Governo e aos partidos que o suportam!<br \/>\nAs benesses e conquistas \u201crevolucion\u00e1rias\u201d, obtidas como contrapartida do acordo parlamentar que viabilizou este governo prodigalizados pelo Bloco de Esquerda (BE) e pelo Partido Comunista (PCP), apenas chegaram a uma minoria de portugueses, passando ao lado da maior parte do povo, gorando as repetidas promessas do Primeiro Ministro e as sucessivas interpela\u00e7\u00f5es do Presidente da Rep\u00fablica, convertidas em mera ret\u00f3rica, em nome de uma falsa estabilidade, como se esta fosse um fim em si mesma.<br \/>\nOnde est\u00e3o o virar da p\u00e1gina da austeridade e a aurora do crescimento e do progresso?<br \/>\nComo \u00e9 que o Presidente de todos os portugueses, pode privilegiar e elogiar a meta alcan\u00e7ada do d\u00e9fice, quando este \u00e9 conseguido \u00e0 custa do desinvestimento p\u00fablico &#8211; escolas a cair, onde chove e os professores n\u00e3o podem dar aulas, falta de camas e m\u00e9dicos nos hospitais e centros de sa\u00fade, como nunca antes se vira?<br \/>\nComo \u00e9 que o Presidente de todos os portugueses pode aplaudir um Acordo de Concerta\u00e7\u00e3o, que o Primeiro Ministro arrancou aos parceiros sociais, para dar aos partidos da geringon\u00e7a a prometida contrapartida do seu apoio parlamentar &#8211; o aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional, retribuindo as empresas com a promessa incumpr\u00edvel do desagravamento da TSU, atamancando depois o pseudo acordo de concerta\u00e7\u00e3o com a redu\u00e7\u00e3o do Pagamento Especial por Conta (PEC), que abrange, sobretudo as empresas que n\u00e3o pagam impostos e n\u00e3o compensa minimamente a maior parte daquelas que sofrer\u00e3o o impacte do novo sal\u00e1rio m\u00ednimo?<br \/>\nE quem vai pagar esta redu\u00e7\u00e3o do PEC, que tanto agrada \u00e0 CGTP, a que algu\u00e9m chamou PCP em formato sindical e que as associa\u00e7\u00f5es patronais foram induzidas a aceitar para salvar as apar\u00eancias?<br \/>\nO aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo para 557,00\u20ac seria um benef\u00edcio para cerca de 600 mil trabalhadores, se o custo de vida destes nossos concidad\u00e3os n\u00e3o fosse simultaneamente afetado pelo aumento dos impostos sobre o consumo da energia, dos combust\u00edveis, das bebidas, dos transportes e de outros bens essenciais.<br \/>\nMas outros pesados custos pendem sobre as suas e as nossas bolsas, como o da recapitaliza\u00e7\u00e3o da Caixa Geral de Dep\u00f3sitos, das inevit\u00e1veis perdas do Novo Banco, dos elevad\u00edssimos encargos das empresas p\u00fablicas e o dos catastr\u00f3ficos erros da m\u00e1 governa\u00e7\u00e3o .<br \/>\nTodos os dias se levanta mais uma nuvem escura e pesada que vem pairar sobre a nossa cabe\u00e7a &#8211; a amea\u00e7a real do aumento dos juros da d\u00edvida p\u00fablica, que o governo e os credores tem feito crescer e que nos custa muito mais do que aos pa\u00edses em situa\u00e7\u00e3o semelhante, como a Espanha.<br \/>\nEste \u00e9 o pre\u00e7o agravado que nos fazem hoje pagar pela desonra de pol\u00edticos, que hoje est\u00e3o no governo, que ousaram afirmar publicamente diante dos credores: \u201cTemos uma bomba at\u00f3mica para podermos usar na cara dos alem\u00e3es e dos franceses. Essa bomba at\u00f3mica \u00e9 simplesmente n\u00e3o pagamos a d\u00edvida. Ou os senhores se poem finos, ou n\u00e3o pagamos\u201d. Proclama\u00e7\u00e3o, tonitruante, daquele a que j\u00e1 chamaram o \u201c pombo correio\u201d da geringon\u00e7a e que, infelizmente, representa no Parlamento a nossa regi\u00e3o.<br \/>\nS\u00f3 quem n\u00e3o deve \u00e9 que pode dizer que n\u00e3o teme, senhor secret\u00e1rio de Estado dos Assuntos Parlamentares!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A melhoria da economia j\u00e1 chegou aos mais carenciados? Isabel Jonet, Presidente da Federa\u00e7\u00e3o dos Bancos Alimentares, afirma que n\u00e3o! Quando \u00e9 que as popula\u00e7\u00f5es de mais baixos rendimentos sentir\u00e3o no seu bolso os benef\u00edcios da prometida terra que \u201cmana leite e mel\u201d, em vez da aridez da propaganda pol\u00edtica? 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