{"id":27269,"date":"2017-02-02T11:57:59","date_gmt":"2017-02-02T11:57:59","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/?p=27269"},"modified":"2017-02-02T11:57:59","modified_gmt":"2017-02-02T11:57:59","slug":"magnanimo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/magnanimo\/","title":{"rendered":"Magn\u00e2nimo"},"content":{"rendered":"<p>Quando come\u00e7ou a sua vida p\u00fablica, Jesus apresentou-nos o seu plano de atividades, os seus objetivos e as estrat\u00e9gias da caminhada. Assim acontece tamb\u00e9m connosco no in\u00edcio das atividades anuais das empresas, das escolas e at\u00e9 na vida privada. Pela manh\u00e3, levantamo-nos com muitas coisas delineadas na cabe\u00e7a para fazer. Sabemos o que pretendemos alcan\u00e7ar ao fim do dia, como a roupa lavada, a terra cavada, a tarefa cumprida. Realizar, ou n\u00e3o, depende de n\u00f3s e do nosso empenho em alcan\u00e7ar os objetivos e tamb\u00e9m das circunstancias que nos podem trazer imprevistos. Mas sabemos que o que n\u00e3o se alcan\u00e7ou hoje podemos conseguir amanh\u00e3, se nos empenharmos.<br \/>\nUma coisa \u00e9 bem clara no projeto de Jesus para n\u00f3s. Quer dar ao ser humano a felicidade: Bem-Aventuran\u00e7as.<br \/>\nAs Bem-Aventuran\u00e7as s\u00e3o o seu plano de atividades, o seu projeto com objetivo claro e tarefas claras com um fim imediato em vista &#8211; felizes na terra -, e um fim remoto e definitivo &#8211; felizes no C\u00e9u. Por isso, o texto das Bem-Aventuran\u00e7as \u00e9 a \u201cCarta Magna do Reino dos C\u00e9us\u201d.<br \/>\nMagno quer dizer grande, nobre, grandemente belo, ou seja, magn\u00edfico. Da\u00ed a palavra magn\u00e2nimo, que aparece uma vez ou outra vez em textos da B\u00edblia. Alma Grande, cora\u00e7\u00e3o grande\u2026 \u00e9 nobre e belo, \u00e9 generoso e cheio de amor. \u00c9 a\u00ed que Jesus quer que cheguemos, deixando que Deus transforme o nosso cora\u00e7\u00e3o de pedra em cora\u00e7\u00e3o de carne. O seu contr\u00e1rio \u00e9 o pusil\u00e2nime, que \u00e9 o homem t\u00edbio, covarde, ego\u00edsta, pouco aberto e pouco empreendedor, pregui\u00e7oso, indolente. Isto j\u00e1 S\u00e3o Paulo apresenta como caracter\u00edstica dos que fecham a si mesmos a porta do Reino de Deus.<br \/>\nOs que seguem Jesus devem aspirar a altos voos, que n\u00e3o s\u00e3o os do reconhecimento humano, mas o da realiza\u00e7\u00e3o da tarefa do existir que nos foi dado por Deus e de modo particular confiado a cada um de n\u00f3s, no dia do nosso Batismo.<br \/>\nPor isso, a primeira tarefa \u00e9 buscar a pobreza em esp\u00edrito, a humildade a seguir e as l\u00e1grimas da convers\u00e3o e da compaix\u00e3o humana\u2026 \u201cFelizes os que s\u00e3o pobres, os humildes e os que choram\u201d. Sobe o n\u00edvel do empenho em sermos misericordiosos, o que pode rondar a esfera da metaf\u00edsica\u2026 E para ver a Deus, o que j\u00e1 \u00e9 esfera da f\u00e9, pede-nos um cora\u00e7\u00e3o puro, provado com obras de paz &#8211; os pac\u00edficos. E ent\u00e3o a luta do testemunho pela sede de justi\u00e7a, pela persegui\u00e7\u00e3o e pela alegria de sermos herdeiros de algo novo, construtores da felicidade pr\u00f3pria e alheia, fazendo do mundo um mundo novo.<br \/>\nEste \u00e9 o desejo de Jesus para a humanidade\u2026 com promessas de recompensas que v\u00e3o desde a consola\u00e7\u00e3o de quem se sente abrigado no cora\u00e7\u00e3o de Deus \u00e0 posse da terra de quem se sente seguro em si mesmo porque alicer\u00e7ado Nele, at\u00e9 ao Reino dos C\u00e9us, reservado aos que merecem ser saciados at\u00e9 \u00e0 plenitude, considerados Filhos de Deus, e, mais que senhores da cria\u00e7\u00e3o, herdeiros do Reino dos C\u00e9us.<br \/>\nEntendemos que h\u00e1 muito para desenvolver nesta carta e, para tal, ela \u00e9 colocada no in\u00edcio da prega\u00e7\u00e3o de Jesus. O Novo Testamento \u00e9 o desenvolver de todo este projeto. Para assinar o nosso compromisso com esta carta, fomos batizados, mas, em cada dia, teremos de atualiz\u00e1-la em n\u00f3s com a perseveran\u00e7a do nosso \u201cfiat\u201d, \u201csim\u201d, pelo qual nos assumimos mission\u00e1rios da felicidade e destinados \u00e0 Bem-Aventuran\u00e7a Eterna. Por isso, o crist\u00e3o \u00e9 o maior beato que existe na face da terra. Esta palavra quer dizer \u201cfeliz\u201d. E as pessoas que veem o nosso rosto e suas express\u00f5es, as nossas atitudes em obras e palavras, tanto podem sentir-se movidas e atra\u00eddas pela raz\u00e3o da nossa felicidade, como podem, ao nos sentirem incoerentes, chamar-nos beatos falsos. \u00c9 por isso que esta palavra adquiriu nos nossos dias um sentido pejorativo. Pois, apesar de sermos chamados a ser beatos e nos esperar a vis\u00e3o beat\u00edfica, que significa uma felicidade sem fim, porque somos pusil\u00e2nimes, damos ao mundo a triste figura de gente que reza, mas que n\u00e3o \u00e9 feliz, pois vive na falta de autenticidade. Somos apelidados e justamente assim conhecidos, beatos falsos, no julgamento popular. \u00c9 caso para pensar na magnanimidade da nossa miss\u00e3o e na pusilanimidade do nosso cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Vitor Espadilha<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando come\u00e7ou a sua vida p\u00fablica, Jesus apresentou-nos o seu plano de atividades, os seus objetivos e as estrat\u00e9gias da caminhada. Assim acontece tamb\u00e9m connosco no in\u00edcio das atividades anuais das empresas, das escolas e at\u00e9 na vida privada. Pela manh\u00e3, levantamo-nos com muitas coisas delineadas na cabe\u00e7a para fazer. 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