{"id":2729,"date":"2010-10-20T09:51:00","date_gmt":"2010-10-20T09:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2729"},"modified":"2010-10-20T09:51:00","modified_gmt":"2010-10-20T09:51:00","slug":"premio-para-as-florinhas-do-vouga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/premio-para-as-florinhas-do-vouga\/","title":{"rendered":"Pr\u00e9mio para as Florinhas do Vouga"},"content":{"rendered":"<p>\u201cCeia com Calor\u201d recebe \u201cTrof\u00e9u Portugu\u00eas do Voluntariado 2010\u201d. A iniciativa das Florinhas do Vouga mobiliza 85 volunt\u00e1rios.<\/p>\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Portuguesa do Voluntariado atribuiu ao projecto \u201cCeia com Calor\u201d, das Florinhas do Vouga, o \u201cTrof\u00e9u Portugu\u00eas do Voluntariado 2010\u201d. Aquela organiza\u00e7\u00e3o reconheceu o \u00abm\u00e9rito da sua actua\u00e7\u00e3o\u00bb, nomeadamente, no combate \u00e0 exclus\u00e3o social e \u00e0 pobreza, mas ainda considerou a \u00abcapacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o de volunt\u00e1rios organizados\u00bb, o \u00abesp\u00edrito empreendedor\u00bb e o \u00abenvolvimento da comunidade empresarial e escolar\u00bb no seu trabalho.<\/p>\n<p>\u201cCeia com Calor\u201d nasceu h\u00e1 tr\u00eas anos como resposta aos sem-abrigo da cidade de Aveiro, havendo a preocupa\u00e7\u00e3o de motivar a comunidade aveirense e arredores. Trata-se de um servi\u00e7o complementar de outras val\u00eancias da institui\u00e7\u00e3o fundada em Outubro de 1940 por D. Jo\u00e3o Evangelista de Lima Vidal, primeiro bispo da restaurada Diocese de Aveiro.<\/p>\n<p>Esta iniciativa mobiliza presentemente 85 volunt\u00e1rios, utilizando uma carrinha com espa\u00e7o para atendimento individualizado a prestar pelos t\u00e9cnicos da institui\u00e7\u00e3o, numa linha, fundamental, de contribuir para a inser\u00e7\u00e3o ou reinser\u00e7\u00e3o social de pessoas de algum modo marginalizadas ou automarginalizadas.<\/p>\n<p>\u201cCeia com Calor\u201d surgiu quando se percebeu que os sem-abrigo nem sempre recorriam \u00e0 \u201cCozinha Social\u201d para almo\u00e7ar ou jantar, mas tamb\u00e9m por se reconhecer que esses utentes ficariam sem qualquer alimento entre o jantar e o almo\u00e7o do dia seguinte. \u00abEssas pessoas ficavam muito tempo sem comer mais nada; entendemos que era necess\u00e1rio dar-lhes um refor\u00e7o alimentar durante a noite e assim estamos a fazer, com a colabora\u00e7\u00e3o de volunt\u00e1rios e de outras val\u00eancias das Florinhas do Vouga\u00bb, adiantou-nos o Padre Jo\u00e3o Gon\u00e7alves, presidente da direc\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Todos os dias, entre as 21h30 e as 23 horas, as equipas estacionam em dois s\u00edtios, concretamente no Largo da Esta\u00e7\u00e3o e no Rossio, em Aveiro, esclarece o Padre Jo\u00e3o, que acrescenta: \u00abAs pessoas aparecem, comem e ainda levam um refor\u00e7o alimentar para o pequeno-almo\u00e7o; durante o dia podem almo\u00e7ar e jantar na \u201cCozinha Social\u201d, onde n\u00e3o faltam volunt\u00e1rios que ajudam e colaboram com as funcion\u00e1rias das Florinhas\u00bb. Refere depois que \u00abalguns sem-abrigo t\u00eam a sua auto-estima t\u00e3o em baixo que nem sequer v\u00e3o \u00e0 Cozinha.\u00bb <\/p>\n<p>A \u201cCeia com Calor\u201d n\u00e3o se limita a distribuir alimentos e agasalhos, pois privilegia ainda a promo\u00e7\u00e3o da pessoa, recorrendo, se tal for necess\u00e1rio, a outras institui\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os oficiais. \u00abA nossa ida onde essas pessoas est\u00e3o \u00e9 uma ocasi\u00e3o para se estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o pessoal muito concreta, com vista a ganharmos a sua confian\u00e7a, fazendo com que lentamente entrem num processo de recupera\u00e7\u00e3o e de reinser\u00e7\u00e3o social\u00bb, esclareceu o nosso entrevistado.<\/p>\n<p>Sobre os que se envolvem nesta experi\u00eancia, o presidente das Florinhas sublinhou que as equipas de volunt\u00e1rios s\u00e3o constitu\u00eddas por quatro pessoas, havendo a preocupa\u00e7\u00e3o de as visitas n\u00e3o rarearem, para que a \u00abproximidade e a confian\u00e7a\u00bb com os sem-abrigo se estabele\u00e7am e se desenvolvam, com vista a um trabalho mais prof\u00edcuo.<\/p>\n<p>Partindo do princ\u00edpio, compreens\u00edvel, de que todo o volunt\u00e1rio precisa de forma\u00e7\u00e3o, o Padre Jo\u00e3o Gon\u00e7alves afirmou que os interessados em viver esta experi\u00eancia, em horas livres ou em tempo p\u00f3s-laboral, se inscrevem nas Florinhas do Vouga, onde as t\u00e9cnicas os acolhem. Os volunt\u00e1rios, conforme as suas capacidades e carismas, poder\u00e3o ser encaminhados para trabalhos com sem-abrigo, idosos, \u201cCozinha Social\u201d, pessoas doentes e em solid\u00e3o, e, ainda, para a val\u00eancia \u201cMercearia &#038; Companhia\u201d, que distribui alimentos a fam\u00edlias carenciadas. \u00abEsta val\u00eancia come\u00e7ou com 80 fam\u00edlias e j\u00e1 vai nas 200, todas as semanas, como resultado da grave crise que todos sentimos\u00bb, adiantou-nos.<\/p>\n<p>Os volunt\u00e1rios recebem forma\u00e7\u00e3o ao longo dos anos, obrigat\u00f3ria pelas leis estabelecidas pelo Secretariado Nacional para a Promo\u00e7\u00e3o do Voluntariado. \u00ab\u00c9 um voluntariado a s\u00e9rio; as pessoas t\u00eam o seu cart\u00e3o que as identificam como tal, com todas as suas regalias, direitos e obriga\u00e7\u00f5es; assumem compromissos e n\u00e3o podem vir hoje e faltar amanh\u00e3; \u00e9 um servi\u00e7o gracioso, mas com regras\u00bb, esclareceu o nosso entrevistado.<\/p>\n<p>\u00ab\u201cCeia com Calor\u201d n\u00e3o alimenta a marginalidade \u2014 sublinhou o Padre Jo\u00e3o \u2014 porque \u00e9 nossa obriga\u00e7\u00e3o \u201cdar de comer a quem tem fome\u201d; s\u00e3o casos de fome p\u00fablica.\u00bb E explicou: \u00abEste projecto \u00e9 totalmente volunt\u00e1rio: s\u00e3o volunt\u00e1rias as pessoas que colaboram, os bens que distribu\u00edmos que s\u00e3o oferecidos pelas padarias, pastelarias e outras empresas, mas ainda pelos particulares; apenas vamos levantar o que nos oferecem com as nossas carrinhas\u00bb. Curioso \u00e9 o facto de os pr\u00f3prios volunt\u00e1rios, de vez em quando e quando podem, confeccionarem alguns pratos, como \u00absopa forte e at\u00e9 roj\u00f5es\u00bb.<\/p>\n<p>Os volunt\u00e1rios e as ofertas n\u00e3o s\u00e3o apenas de Aveiro. H\u00e1 pessoas da regi\u00e3o e at\u00e9 de mais longe, como S. Jo\u00e3o da Madeira, Oliveira do Bairro e at\u00e9 da Figueira da Foz. Aderiram porque tiveram conhecimento do projecto atrav\u00e9s da comunica\u00e7\u00e3o social. S\u00e3o jovens e menos jovens, estudantes ou trabalhadores, universit\u00e1rios e professores de diversos n\u00edveis, padres e m\u00e9dicos, enfermeiros e empres\u00e1rios. E ainda h\u00e1 trabalhadores das Florinhas que fazem parte do grupo de volunt\u00e1rios da institui\u00e7\u00e3o, frisou o Padre Jo\u00e3o Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>Fernando Martins<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cCeia com Calor\u201d recebe \u201cTrof\u00e9u Portugu\u00eas do Voluntariado 2010\u201d. A iniciativa das Florinhas do Vouga mobiliza 85 volunt\u00e1rios. A Confedera\u00e7\u00e3o Portuguesa do Voluntariado atribuiu ao projecto \u201cCeia com Calor\u201d, das Florinhas do Vouga, o \u201cTrof\u00e9u Portugu\u00eas do Voluntariado 2010\u201d. Aquela organiza\u00e7\u00e3o reconheceu o \u00abm\u00e9rito da sua actua\u00e7\u00e3o\u00bb, nomeadamente, no combate \u00e0 exclus\u00e3o social e \u00e0 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-2729","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2729","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2729"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2729\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2729"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2729"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2729"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}