{"id":27389,"date":"2017-03-16T11:48:22","date_gmt":"2017-03-16T11:48:22","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/?p=27389"},"modified":"2017-03-16T11:48:22","modified_gmt":"2017-03-16T11:48:22","slug":"adav-aveiro-nao-podemos-ignorar-atentados-contra-a-dignidade-da-vida-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/adav-aveiro-nao-podemos-ignorar-atentados-contra-a-dignidade-da-vida-humana\/","title":{"rendered":"ADAV-Aveiro: &#8220;N\u00e3o podemos ignorar atentados contra a dignidade da vida humana&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>A Associa\u00e7\u00e3o de Defesa e Apoio da Vida \u2013 Aveiro alerta contra mo\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias que poder\u00e1 levar \u00e0 legaliza\u00e7\u00e3o a eutan\u00e1sia e a prostitui\u00e7\u00e3o. Num comunicado publicado no seu s\u00edtio eletr\u00f3nico e enviado \u00e0s reda\u00e7\u00f5es, a ADAV afirma: \u201cN\u00e3o podemos ignorar atentados contra a dignidade da vida humana\u201d.<br \/>\nO comunicado surge ap\u00f3s a reuni\u00e3o da Comiss\u00e3o Nacional do PS, no Porto, no dia 4 de mar\u00e7o, que aprovou as mo\u00e7\u00f5es \u201cEutan\u00e1sia\u201d e \u201cRegulamentar a prostitui\u00e7\u00e3o\u201d.<br \/>\nA associa\u00e7\u00e3o aveirense, nascida na sequ\u00eancia do primeiro referendo do aborto (1998), lembra que tem denunciado que \u201clegalizar a eutan\u00e1sia \u00e9 um erro\u201d porque \u201cdesvirtua o princ\u00edpio da prote\u00e7\u00e3o da vida fr\u00e1gil e viola a confian\u00e7a que todos temos no sistema de sa\u00fade\u201d. \u201cA partir do momento em que a eutan\u00e1sia esteja legalizada, todos ficaremos vulner\u00e1veis \u00e0s decis\u00f5es de acabar com a vida, a pretexto de legitimidade que a burocracia se encarregar\u00e1 de garantir. Como afirmam alguns, \u00aba eutan\u00e1sia legalizada matar-nos-\u00e1 a todos\u00bb\u201d, refere a ADAV, salientando que a defesa da vida deve estar acima da oposi\u00e7\u00e3o direita\/esquerda. \u201cEsta \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o divide direita e esquerda, crentes e n\u00e3o crentes, como recordou Norberto Bobbio, um reconhecido e reputado membro do partido socialista italiano, para quem era claro que n\u00e3o se podia deixar a alguns o monop\u00f3lio da defesa da dignidade da vida humana. Crentes e n\u00e3o crentes, membros dos partidos de direita e de esquerda est\u00e3o, por isso, unidos nesta mat\u00e9ria, pois ela divide, sim, a sociedade entre os que consideram a dignidade humana inviol\u00e1vel e os que a t\u00eam como suscet\u00edvel de viola\u00e7\u00e3o, desde que legitimada por motivos que a lei defina\u201d, l\u00ea-se no comunicado da ADAV.<br \/>\nQuanto \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o, recorde-se que a proposta, subscrita pelo deputado Jo\u00e3o Torres, que a apresentou quando era l\u00edder da Juventude Socialista, defende que o trabalho sexual deve ser regulado de modo a estar sujeito aos direitos e deveres de outras profiss\u00f5es, tais como o direito \u00e0 reforma ou o dever de pagar impostos, como adiantou a revista \u201cS\u00e1bado\u201d. A vota\u00e7\u00e3o foi \u201crenhida\u201d, tendo vencido os votos a favor. Ant\u00f3nio Costa votou contra.<br \/>\nPerante o panorama da legaliza\u00e7\u00e3o da prostitui\u00e7\u00e3o, a ADAV nota a incoer\u00eancia o Estado legalizar sobre algo que est\u00e1 contra a dignidade humana: \u201cSe a prostitui\u00e7\u00e3o atenta contra a dignidade de algu\u00e9m, o Estado n\u00e3o a pode considerar legal, a pretexto da mera aceita\u00e7\u00e3o entre os envolvidos. Assim n\u00e3o atua em rela\u00e7\u00e3o a outras mat\u00e9rias\u201d. E lan\u00e7a algumas \u201cquest\u00f5es leg\u00edtimas\u201d perante a eventual legaliza\u00e7\u00e3o: \u201cSe a prostitui\u00e7\u00e3o for legal, entrar\u00e1 na lista de profiss\u00f5es a disponibilizar pelos servi\u00e7os de emprego? Se algu\u00e9m recusar, sofrer\u00e1 san\u00e7\u00e3o? E se n\u00e3o, a que pretexto? Ser\u00e3o emitidos recibos pelo recurso aos servi\u00e7os prestados por esta \u00abnova profiss\u00e3o\u00bb? E aparecer\u00e1 em que categoria fiscal? Pretende-se, ainda, fazer de Portugal um para\u00edso do turismo sexual? S\u00e3o, ent\u00e3o, motiva\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas que legitimam este \u00abfazer de conta que n\u00e3o temos de respeitar a dignidade da vida humana\u00bb?\u201d<br \/>\nA ADAV termina o seu comunicado desafiando os \u201cdecisores pol\u00edticos a acordarem da vertigem em que estas leis se situam\u201d. \u201cUrge proteger a dignidade da vida humana. Quando atentamos contra ela, como ela \u00e9 uma v\u00edtima silenciosa que n\u00e3o grita nem clama, tendemos a fazer de conta que ela n\u00e3o existe. Mas as consequ\u00eancias demonstrar\u00e3o que err\u00e1mos. Estamos a tempo de n\u00e3o ter motivos para lamentar\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Associa\u00e7\u00e3o de Defesa e Apoio da Vida \u2013 Aveiro alerta contra mo\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias que poder\u00e1 levar \u00e0 legaliza\u00e7\u00e3o a eutan\u00e1sia e a prostitui\u00e7\u00e3o. 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