{"id":27397,"date":"2017-03-16T12:01:06","date_gmt":"2017-03-16T12:01:06","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/?p=27397"},"modified":"2017-03-16T12:01:47","modified_gmt":"2017-03-16T12:01:47","slug":"campanhas-peditorios-e-donativos-dao-40-por-cento-do-dinheiro-com-que-a-caritas-diocesana-de-aveiro-trabalha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/campanhas-peditorios-e-donativos-dao-40-por-cento-do-dinheiro-com-que-a-caritas-diocesana-de-aveiro-trabalha\/","title":{"rendered":"Campanhas, pedit\u00f3rios e donativos d\u00e3o 40 por cento do dinheiro com que a C\u00e1ritas Diocesana de Aveiro trabalha"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_27398\" aria-describedby=\"caption-attachment-27398\" style=\"width: 3024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/03-jos\u00e9-alves.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-27398\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/03-jos\u00e9-alves.jpg\" alt=\"\" width=\"3024\" height=\"2016\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/03-jos\u00e9-alves.jpg 3024w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/03-jos\u00e9-alves-300x200.jpg 300w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/03-jos\u00e9-alves-768x512.jpg 768w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/03-jos\u00e9-alves-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 3024px) 100vw, 3024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-27398\" class=\"wp-caption-text\">Di\u00e1cono Jos\u00e9 Alves, presidente da dire\u00e7\u00e3o\u00a0da C\u00e1ritas Diocesana de Aveiro<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>De 12 a 19 de mar\u00e7o decorre a Semana Nacional C\u00e1ritas, que inclui um pedit\u00f3rio de rua. O Correio do Vouga foi ao encontro do di\u00e1cono permanente Jos\u00e9 Ferreira Alves, presidente da C\u00e1ritas Diocesana de Aveiro. A entrevista realizou-se j\u00e1 depois da not\u00edcia que refere que o Minist\u00e9rio P\u00fablico abriu um inqu\u00e9rito \u00e0 C\u00e1ritas Diocesana de Lisboa \u2013 assunto que naturalmente foi abordado \u2013, mas tinha sido marcada anteriormente para falar da C\u00e1ritas de Aveiro, que, como todas as C\u00e1ritas diocesanas, \u00e9 aut\u00f3noma. Entrevista conduzida por Jorge Pires Ferreira<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CORREIO DO VOUGA &#8211; Vamos ter esta semana o pedit\u00f3rio da C\u00e1ritas. Quantas pessoas v\u00e3o estar na rua com as latas da C\u00e1ritas?<\/strong><br \/>\n<strong>JOS\u00c9 ALVES<\/strong> &#8211; Entre grupos paroquiais da C\u00e1ritas e volunt\u00e1rios, estimamos para cima de 60 pessoas. Estamos no terreno para recolher d\u00e1divas, mas tamb\u00e9m para informar as pessoas e divulgar a mensagem desta semana: \u201cFam\u00edlia, construtora da paz\u201d.<\/p>\n<p><strong>Qual a aplica\u00e7\u00e3o que vai ser dada ao dinheiro que se vai recolher?<\/strong><br \/>\nAs verbas destinam-se na totalidade ao apoio a pessoas necessitadas. 65 por centro do dinheiro recolhido fica na Diocese de Aveiro; 35 por cento vai para a C\u00e1ritas Portuguesa. Da verba que fica em Aveiro, metade fica na C\u00e1ritas Diocesana (ou seja, 32,5 por cento do total), que abrange toda a diocese, e outra metade \u00e9 distribu\u00edda pelos diversos grupos paroquiais da C\u00e1ritas.<br \/>\nNo ano passado, o pedit\u00f3rio da Semana Nacional quanto recolheu na diocese?<br \/>\n8620 euros e 37 c\u00eantimos.<\/p>\n<p><strong>Nestes \u00faltimos meses, a C\u00e1ritas Diocesana de Aveiro esteve muito dedicada a revolver as emerg\u00eancias dos fogos de ver\u00e3o. Pode fazer-nos um ponto da situa\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nSim, \u00e9 oportuno fazer um ponto de situa\u00e7\u00e3o. Como \u00e9 sabido, a regi\u00e3o de Aveiro sofreu algumas situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas. A C\u00e1ritas assumiu a responsabilidade de apoiar tr\u00eas situa\u00e7\u00f5es concretas. Primeira: uma firma de A-dos-Ferreiros, com 22 empregados, que ardeu completamente, mas n\u00e3o despediu ningu\u00e9m e est\u00e1 a trabalhar provisoriamente em instala\u00e7\u00f5es cedidas pela C\u00e2mara Municipal de \u00c1gueda. O apoio da C\u00e1ritas para equipamentos de necessidade imediata para funcionamento da empresa foi de 46.181,82 euros. O processo est\u00e1 encerrado. A segunda situa\u00e7\u00e3o tem a ver com uma fam\u00edlia do Pr\u00e9stimo (\u00c1gueda) que viu destru\u00eddos os seus anexos e m\u00e1quinas agr\u00edcolas. A C\u00e1ritas apoia com 20.215 euros. Neste momento falta pagar 3304,61. Penso que ainda esta semana o processo fica encerrado. A terceira situa\u00e7\u00e3o \u00e9 a da constru\u00e7\u00e3o de raiz de uma casa em Vila Nova de Monsarros (Anadia). Prev\u00ea-se que a casa esteja conclu\u00edda em abril. O apoio \u00e9 de cerca de 63 mil euros. Fizemos o primeiro pagamento, de 24 mil euros, e faltam dois. Para esta fam\u00edlia h\u00e1 ainda uma verba extra de tr\u00eas mil euros para mob\u00edlias e eletrodom\u00e9sticos. Por \u00faltimo, mas j\u00e1 fora da Campanha dos Inc\u00eandios Florestais 2016, a C\u00e1ritas est\u00e1 a ajudar a reconstru\u00e7\u00e3o de uma habita\u00e7\u00e3o destru\u00edda pelo fogo em Sangalhos. A C\u00e1ritas paga com cinco mil euros o recheio da habita\u00e7\u00e3o. H\u00e1 ainda apoios locais de pequena monta que s\u00e3o est\u00e3o referidos nestes n\u00fameros, mas que entrar\u00e3o no relat\u00f3rio final.<\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m de responder a emerg\u00eancias, como foi o caso dos inc\u00eandios, a C\u00e1ritas tem respostas sociais permanentes\u2026<\/strong><br \/>\nSim, podemos agrup\u00e1-las em tr\u00eas \u00e1reas. A primeira \u00e9 a da inf\u00e2ncia, com o Centro de Acolhimento Tempor\u00e1rio, que acolhe crian\u00e7as em situa\u00e7\u00f5es de perigo. Temos capacidade para 18 e temos neste momento 17 crian\u00e7as. No mesmo edif\u00edcio, em Esgueira, funciona o pr\u00e9-escolar, contratualizado com a Seguran\u00e7a Social. Devo dizer que estamos numa zona de consider\u00e1veis problemas sociais, pelo que praticamos mensalidades que s\u00e3o claramente uma resposta de car\u00e1cter social.<br \/>\nTemos depois o atendimento e acompanhamento social de emerg\u00eancia, a funcionar na sede de C\u00e1ritas Diocesana de Aveiro (Rua do Carmo, n.\u00ba 42, Aveiro), que inclui um abrigo tempor\u00e1rio com capacidade para 10 homens.<br \/>\nE temos, por fim, o atendimento de casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica.<\/p>\n<p><strong>Pode adiantar-nos dados sobre o atendimento social?<\/strong><br \/>\nMant\u00e9m-se est\u00e1vel o n\u00famero de atendimentos e de pessoas apoiadas. Em 2014, houve 2670 atendimentos (554 pessoas); em 2015, 2458 atendimentos (554 pessoas) e em 2016, 2479 atendimentos (529 pessoas).<\/p>\n<p><strong>E quanto \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica?<\/strong><br \/>\nAqui verificou-se um aumento significativo de 2015 para 2016, de 116 situa\u00e7\u00f5es para 130.<\/p>\n<p><strong>O aumento n\u00e3o se dever\u00e1 a uma maior consci\u00eancia do problema? A um menor medo de o denunciar?<\/strong><br \/>\nJulgo que a consciencializa\u00e7\u00e3o est\u00e1 feita. Temo mesmo que seja um agravar das situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Com a pol\u00e9mica sobre o dinheiro da C\u00e1ritas, temos de lhe perguntar: Como \u00e9 que C\u00e1ritas se financia?<\/strong><br \/>\nA C\u00e1ritas \u00e9 financiada gra\u00e7as \u00e0 contratualiza\u00e7\u00e3o das respostas sociais com a Seguran\u00e7a Social e o Minist\u00e9rio da Administra\u00e7\u00e3o Interna e pelos donativos de pessoas e empresas, benem\u00e9ritos, benfeitores.<\/p>\n<p><strong>O financiamento de particulares, pessoas e empresas, corresponde a quanto?<\/strong><br \/>\nO financiamento p\u00fablico andar\u00e1 pelos 60 por cento. O que \u00e9 angariado pela C\u00e1ritas, (campanhas, pedit\u00f3rios, donativos): 40 por cento.<\/p>\n<p><strong>Quantos funcion\u00e1rios tem a C\u00e1ritas Diocesana, sabendo-se que \u00e9 dirigida por uma equipa de volunt\u00e1rios (constitu\u00edda por sete elementos mais o assistente eclesi\u00e1stico) que n\u00e3o recebe nada pelo seu trabalho?<\/strong><br \/>\nTemos 48 funcion\u00e1rios, sendo tr\u00eas a tempo parcial.<\/p>\n<p><strong>Por m\u00eas, de quanto \u00e9 que a C\u00e1ritas precisa para pagar sal\u00e1rios?<\/strong><br \/>\nCerca de 30 mil euros, mais encargos\u2026<\/p>\n<p><strong>Como interpreta a not\u00edcia de que a C\u00e1ritas Diocesana de Lisboa tem 2,4 milh\u00f5es de euros no banco?<\/strong><br \/>\nGostaria de me pronunciar apenas pela C\u00e1ritas Diocesana de Aveiro. As C\u00e1ritas Diocesanas s\u00e3o aut\u00f3nomas, cada uma responde por si. Mas a situa\u00e7\u00e3o de Lisboa n\u00e3o me escandaliza, \u00e9 normal que haja alguma reserva para fazer face a situa\u00e7\u00f5es inopinadas. Acontece que por vezes bem queremos ter alguma reserva e n\u00e3o conseguimos.<\/p>\n<p><strong>A C\u00e1ritas de Aveiro tem alguma reserva no banco?<\/strong><br \/>\nNeste momento temos uma pequena reserva. Estamos a procurar angariar alguma verba com donativos espec\u00edficos porque temos necessidade absoluta de fazer obras na sede, que alberga tr\u00eas respostas sociais: acolhimento de sem-abrigo, atendimento social e apoio na viol\u00eancia dom\u00e9stica. Temos 10 homens a dormir numa camarata que n\u00e3o tem as melhores condi\u00e7\u00f5es. J\u00e1 temos o projeto de arquitetura aprovado na C\u00e2mara e esperamos em breve lan\u00e7ar concurso para as obras.<\/p>\n<p><strong>Podemos saber de quanto \u00e9 essa reserva?<\/strong><br \/>\nDuzentos e pouco mil euros. N\u00e3o chega nem de perto nem de longe para as obras que temos de fazer.<\/p>\n<p><strong>As contas da C\u00e1ritas de Aveiro s\u00e3o conhecidas?<\/strong><br \/>\nPrestamos contas todos os anos. S\u00e3o publicadas no \u201csite\u201d da C\u00e1ritas Diocesana de Aveiro. Qualquer cidad\u00e3o tem acesso a elas, sem qualquer intermedia\u00e7\u00e3o, al\u00e9m que que s\u00e3o transmitidas \u00e0 Seguran\u00e7a Social. Por outro lado, passamos recibo de todas as ofertas, mesmo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s an\u00f3nimas. N\u00e3o h\u00e1 qualquer movimento de dinheiro que n\u00e3o seja documentado.<\/p>\n<p><strong>Teme que estas not\u00edcias tenham mau efeito na semana e no pedit\u00f3rio que est\u00e1 a decorrer?<\/strong><br \/>\nInflu\u00eancia, acredito que tenham. Quando estas coisas acontecem, muitos cidad\u00e3os ficam na d\u00favida. E se h\u00e1 pessoas que j\u00e1 t\u00eam d\u00favidas, ficam agora com mais retic\u00eancias. Espero que as pessoas saibam distinguir as situa\u00e7\u00f5es e vejam a realidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 12 a 19 de mar\u00e7o decorre a Semana Nacional C\u00e1ritas, que inclui um pedit\u00f3rio de rua. O Correio do Vouga foi ao encontro do di\u00e1cono permanente Jos\u00e9 Ferreira Alves, presidente da C\u00e1ritas Diocesana de Aveiro. 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