{"id":27407,"date":"2017-03-30T09:11:24","date_gmt":"2017-03-30T09:11:24","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/?p=27407"},"modified":"2017-03-30T09:11:24","modified_gmt":"2017-03-30T09:11:24","slug":"a-felicidade-como-produzi-la","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-felicidade-como-produzi-la\/","title":{"rendered":"A felicidade. Como produzi-la"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/livro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-27408\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/livro.jpg\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"429\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/livro.jpg 275w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/livro-192x300.jpg 192w\" sizes=\"auto, (max-width: 275px) 100vw, 275px\" \/><\/a><\/p>\n<p>PROJETAR A FELICIDADE<br \/>\nPaul Dolan<br \/>\n<em>Pergaminho<\/em><br \/>\n348 p\u00e1ginas<br \/>\n<strong>17,70 euros<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vivemos num tempo de ditadura de felicidade. Temos a obriga\u00e7\u00e3o de nos sentirmos felizes, de tudo fazer para alcan\u00e7ar a felicidade para n\u00f3s pr\u00f3prios e para os que est\u00e3o sob nossa depend\u00eancia. E tudo promete felicidade: o carro novo, o perfume, o telem\u00f3vel, o brinquedo, as f\u00e9rias. Antes, a felicidade era quase uma utopia. S\u00f3 se poderia esperar depois deste \u201cvale de l\u00e1grimas\u201d. Mas a sociedade moderna secularizou a felicidade. Industrializou-a e distribui-a \u00e0s massas. A ter em conta a publicidade \u2013 e um cidad\u00e3o, em m\u00e9dia, consome centenas de an\u00fancios por dias \u2013 a felicidade est\u00e1 ao alcance de todos. Na televis\u00e3o, em m\u00e9dia vemos 100 an\u00fancios por dia. O que d\u00e1 2 000 000 (dois milh\u00f5es) ao fim de 60 anos. Nenhum an\u00fancio promete infelicidade. Gastando, consumindo, desfutando, a felicidade acabar\u00e1 por chegar. \u00c9 um engano a que estamos sempre a dar novas oportunidades.<br \/>\nEste livro de Paul Dolan, professor da London School of Economics, \u00e9 considerado inovador na abordagem da felicidade e do modo de como a conquistar, pondo de lado as abordagens que relacionam felicidade com satisfa\u00e7\u00e3o. Por uma ou outra vez, quando fala de voluntariado ou da dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia, por exemplo, aproxima-se da vis\u00e3o crist\u00e3 de felicidade, que afirma claramente que n\u00e3o h\u00e1 felicidade verdadeira sem entrega aos outros\u2026 e sem cruz. Mas o seu posicionamento continua a ser o de uma esp\u00e9cie de \u201cengenharia da felicidade\u201d. A felicidade \u00e9 o resultado de uma produ\u00e7\u00e3o eficiente, de uma gest\u00e3o criteriosa de recursos. S\u00f3 n\u00e3o \u00e9 feliz quem n\u00e3o quer. S\u00f3 n\u00e3o \u00e9 feliz quem n\u00e3o sabe como ser feliz. E ser feliz \u00e9 uma quest\u00e3o de t\u00e9cnica. Afirma o autor: \u201cA sua felicidade \u00e9 determinada pela forma como dirige a sua aten\u00e7\u00e3o. Aquilo a que presta aten\u00e7\u00e3o conduz o seu comportamento e determina a sua felicidade. A aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a cola que d\u00e1 consist\u00eancia \u00e0 sua vida. (\u2026) Os seus recursos de aten\u00e7\u00e3o s\u00e3o por vezes dirigidos para atividades em que est\u00e1 envolvido, mas outras vezes estar\u00e1 a pensar em todo o tipo de coisas, como o que comer ao jantar, ou at\u00e9 simplesmente a sonhar acordado. (\u2026) A escassez de recursos de aten\u00e7\u00e3o implica que deve ponderar como tomar melhores decis\u00f5es sobre aquilo a que deve prestar aten\u00e7\u00e3o e de que modo o deve fazer\u201d. Mas quando se trata de saber \u201caquilo a que devemos prestar aten\u00e7\u00e3o\u201d, ficamos nos t\u00edpicos assuntos da \u201csatisfa\u00e7\u00e3o\u201d: mais dinheiro, novas experi\u00eancias, mais tempo com os filhos, novo(a) parceiro(a)\u2026<br \/>\nO livro \u00e9 muito \u00fatil em certos momentos. Tem boas dicas para os procrastinadores (os que est\u00e3o sempre a adiar) e para os muito hesitantes. A felicidade tem certamente a ver com o agir. \u00c9 um caminho, um projeto, n\u00e3o uma paragem.<br \/>\nQuando parece que chegamos ao ponto em que se toca na proposta crist\u00e3, a ideia \u00e9 descartada como sendo resultado da evolu\u00e7\u00e3o, como se os mais generosos fossem, no fundo, no fundo, os mais ego\u00edstas (argumento usado pelos mesquinhos: \u201cele s\u00f3 \u00e9 generoso porque se sente bem ao s\u00ea-lo\u201d): \u201cN\u00e3o tenho grande desejo de aprofundar as motiva\u00e7\u00f5es subjacentes que geralmente levam as pessoas a cuidarem umas das outras, uma vez que isto se faz em todo o lado at\u00e9 \u00e0 morte. Ser\u00e1 aqui suficiente dizer que geralmente joga a favor da nossa vantagem evolutiva ajudar outras pessoas a favor na presun\u00e7\u00e3o de que, se os pap\u00e9is fossem invertidos, elas tamb\u00e9m nos ajudariam\u201d (p\u00e1g. 285). Ora precisamente este assunto \u2013 o estudo por um economista e n\u00e3o por algu\u00e9m religioso sobre como a d\u00e1diva, o amor, a solidariedade fazem a felicidade \u2013 \u00e9 que seria revelador.<br \/>\n<strong>J.P.F.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PROJETAR A FELICIDADE Paul Dolan Pergaminho 348 p\u00e1ginas 17,70 euros &nbsp; &nbsp; Vivemos num tempo de ditadura de felicidade. Temos a obriga\u00e7\u00e3o de nos sentirmos felizes, de tudo fazer para alcan\u00e7ar a felicidade para n\u00f3s pr\u00f3prios e para os que est\u00e3o sob nossa depend\u00eancia. 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