{"id":27554,"date":"2017-05-25T14:33:08","date_gmt":"2017-05-25T14:33:08","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/?p=27554"},"modified":"2017-05-25T14:33:08","modified_gmt":"2017-05-25T14:33:08","slug":"fracassos-da-corte-sucesso-no-palco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/fracassos-da-corte-sucesso-no-palco\/","title":{"rendered":"&#8220;Fracassos da corte&#8221;, sucesso no palco"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_27555\" aria-describedby=\"caption-attachment-27555\" style=\"width: 3024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/joana.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-27555\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/joana.jpg\" alt=\"\" width=\"3024\" height=\"2016\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/joana.jpg 3024w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/joana-300x200.jpg 300w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/joana-768x512.jpg 768w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/joana-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 3024px) 100vw, 3024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-27555\" class=\"wp-caption-text\">O papel de Joana, em baixo, \u00e0 direita, coube a jovem de origem ucraniana<\/figcaption><\/figure>\n<p>Foi sem d\u00favida um grande espet\u00e1culo, aquele a que mais de quatrocentas pessoas assistiram nas noites de 19 de 20 de maio, no audit\u00f3rio do Semin\u00e1rio de Aveiro. Em cena, \u201cFracassos da Corte\u201d, uma pe\u00e7a escrita por um frade dominicano no final do s\u00e9culo XVII, em Veneza (It\u00e1lia), e pela primeira vez, tanto quanto se sabe, traduzida e representada em Portugal. Traduziu-a o P.e J\u00falio Franclim e representou-a a Oficina de teatro Capit\u00e3o Grancho, com uma dezena de excelentes atores amadores e encena\u00e7\u00e3o da professora Teresa Grancho, numa a\u00e7\u00e3o organizada pela Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura.<br \/>\n\u201cFracassos da Corte\u201d, com a jovem de origem ucraniana D\u00e1rya Plotnyska no papel de Joana de Portugal, retrata a op\u00e7\u00e3o de \u201csanta\u201d Joana, que prefere \u201cos sil\u00eancios do claustro\u201d aos prazeres da corte, perante as sedu\u00e7\u00f5es de Henrique de Fran\u00e7a e a oposi\u00e7\u00e3o inicial do pai, D. Afonso V, e do irm\u00e3o, futuro D. Jo\u00e3o II.<br \/>\nEmbora uma ou outra vez seja dif\u00edcil acompanhar totalmente os di\u00e1logos da pe\u00e7a, dada a linguagem barroca original, a representa\u00e7\u00e3o, que durou mais de uma hora, foi muito viva, muito profissional, com jogos de luzes, sons e imagens que lhe deram grande modernidade. \u00c9 de lamentar se a pe\u00e7a n\u00e3o tiver mais representa\u00e7\u00f5es.<br \/>\nPor outro lado, o texto, publicado em livro pela Editora Tempo Novo, poder\u00e1 renovar a linguagem com que habitualmente \u00e9 contada a hist\u00f3ria de santa Joana, aproximando-a de um tipo que religiosidade que era o da sua \u00e9poca, baseada no sacrif\u00edcio pessoal e na \u201cfuga do mundo\u201d. Como exemplo, fiquemos com a \u00faltima frase da pe\u00e7a (que tinha come\u00e7ado com Joana com um manto de ouro \u2013 realeza \u2013 num bra\u00e7o e um chicote de autoflagela\u00e7\u00e3o \u2013 vida religiosa \u2013 na outra m\u00e3o): \u201cEu, para viver dias de ouro, considero uma grande fortuna gozar dias de ferro. Assim deve viver quem, morrendo bem, deseja gozar eternamente\u201d.<\/p>\n<p><strong>J.P.F.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi sem d\u00favida um grande espet\u00e1culo, aquele a que mais de quatrocentas pessoas assistiram nas noites de 19 de 20 de maio, no audit\u00f3rio do Semin\u00e1rio de Aveiro. 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