{"id":27572,"date":"2017-06-01T16:34:45","date_gmt":"2017-06-01T16:34:45","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/?p=27572"},"modified":"2017-06-01T16:34:45","modified_gmt":"2017-06-01T16:34:45","slug":"em-portugal-e-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/em-portugal-e-no-mundo\/","title":{"rendered":"Em Portugal e no Mundo"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_24931\" aria-describedby=\"caption-attachment-24931\" style=\"width: 234px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Flausino.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24931\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Flausino.jpg\" alt=\"\" width=\"234\" height=\"237\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24931\" class=\"wp-caption-text\">FLAUSINO SILVA<br \/>Empres\u00e1rio<\/figcaption><\/figure>\n<p>A semana que terminou a 27 de maio foi f\u00e9rtil em acontecimentos que saturam completamente os media.<br \/>\nDentro de portas foram um banquete para o Governo e para os pol\u00edticos as not\u00edcias favor\u00e1veis ao \u201cgaste agora e pague depois\u201d. Os indicadores econ\u00f3micos evolu\u00edram favoravelmente, com o PIB anual a situar-se nos 2,8% e a taxa de crescimento em 1% e a do desemprego em 10,1%. Quer dizer, parece estar tudo a correr \u00e0s mil maravilhas, como interpreta o Governo, passando para a opini\u00e3o p\u00fablica a ideia de que est\u00e1 tudo a correr de fei\u00e7\u00e3o, mas o pa\u00eds continua com o garrote na garganta sob o enorm\u00edssimo peso da d\u00edvida.<br \/>\nLembram-se deste mesmo ambiente vivido nos \u00faltimos governos socialistas (de que fez parte o atual primeiro-ministro) e que levou aos excessos de despesa, com o aumento das remunera\u00e7\u00f5es da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, desmensurados investimentos p\u00fablicos em bet\u00e3o e consumo privado e p\u00fablico, sem vaias?<br \/>\n\u00c9 ineg\u00e1vel que o clima sociopol\u00edtico que o desempenho do Presidente da Rep\u00fablica propiciou, com a sua arte de esvaziar as tens\u00f5es geradas entre o Governo e os partidos e as suas mais estridentes disputas, a ado\u00e7\u00e3o do estilo de \u201csenhor contente\u201d, merc\u00ea da inesgot\u00e1vel capacidade de ser pr\u00f3ximo e popular, indo a todas, expondo-se ao risco repetido de se tornar excessivamente comum e ser levado menos a s\u00e9rio (como j\u00e1 tem acontecido, ali\u00e1s), foi decisivo para propiciar ao atual governo de estilo populista, fazer o m\u00e1ximo por agradar aos muitos descontentes com as pol\u00edticas duras e austeras do governo anterior.<br \/>\nRepor os feriados suspensos, reverter as privatiza\u00e7\u00f5es e as concess\u00f5es de transportes p\u00fablicos, para satisfazer o BE, o PCP e a CGTP, devolver impostos e taxas extraordin\u00e1rias aplicadas sobre as reformas e pens\u00f5es, para tapar os buracos financeiros abertos pela pol\u00edtica despesista e populista dos tempos \u00e1ureos do socratismo, em que participou o Dr. Ant\u00f3nio Costa, tornam-se aos olhos do povo em d\u00e1divas generosas do Primeiro Ministro e satisfazem as reivindica\u00e7\u00f5es da esquerda comunista e bloquista, a demais embaladas e perfumadas pela brisa das selfies e da simpatia feliz irradiadas pelo mais alto Magistrado da Na\u00e7\u00e3o, resultando tudo numa esp\u00e9cie de hino \u00e0 felicidade e a um o\u00e1sis, para dessedentar as miragens dos que querem distribuir depressa e j\u00e1 o que ainda n\u00e3o se alcan\u00e7ou.<br \/>\nEstando \u00e0 beira de um abismo que nos separa da outra margem, \u00e9 perigoso querer saltar, sobretudo sem rede de seguran\u00e7a e de prote\u00e7\u00e3o contra desvarios. Regozijando-se efusivamente (\u00e9 seu feitio) com tudo o que de bom acontece a Portugal e distribuindo distin\u00e7\u00f5es aos \u201cwinners\u201d (ainda n\u00e3o se sabe se o Salvador, da m\u00fasica, tamb\u00e9m ser\u00e1 condecorado), o nosso Presidente declarou que a sa\u00edda de Portugal do Procedimento por D\u00e9fice Excessivo (PDE), anteriormente imposto e agora retirado por Bruxelas, \u00e9 m\u00e9rito dos anteriores e dos atuais governantes e, sobretudo, do Povo Portugu\u00eas (mais uma baforada de perfume de que todos gostam\u2026).<br \/>\nNas muitas visitas que o Governo tem feito, nos \u00faltimos dias a empresas do Norte e Centro (onde est\u00e3o a maioria dos exportadores), o senhor primeiro-ministro reconheceu que o clima de crescimento do emprego e das exporta\u00e7\u00f5es, que tanto est\u00e1 a favorec\u00ea-lo (dizemos n\u00f3s) \u00e9 obra dos empres\u00e1rios portugueses.<br \/>\nE n\u00f3s corroboramos inteiramente essa tese, porquanto as empresas que conhecemos na nossa regi\u00e3o e no pa\u00eds n\u00e3o beneficiaram, em nada, das pol\u00edticas desta governan\u00e7a que at\u00e9 nalguns casos prejudicaram a atividade econ\u00f3mica e industrial \u2013 mais feriados, menos horas de trabalho para a fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica afetando o seu desempenho e repercutindo efeitos diretos na atividade privada, grandes atrasos nos pagamentos do Portugal 2020, graves perturba\u00e7\u00f5es do sistema financeiro \u2013 venda ao desbarato de bancos, ina\u00e7\u00e3o completa da Caixa Geral de Dep\u00f3sitos, agravamento dos custos da energia, etc., etc.<br \/>\nPerd\u00e3o, sejamos justos, pois os sindicatos da CGTP convidados a bordo do paquete do Governo, apenas t\u00eam feito umas grevezinhas de favor, estrategicamente planeadas para manter vivas as palavras de ordem do PCP e do BE e fazer de conta que o governo e o PS n\u00e3o est\u00e3o, afinal, a virar \u00e0 esquerda como parece.<br \/>\nMas de Bruxelas s\u00e3o s\u00f3 vieram boas not\u00edcias: o Senhor Schauble, odiado Ministro das Finan\u00e7as alem\u00e3o, batizou o Dr. Centeno como o Ronaldo do Ecofin (n\u00e3o lhe vi a express\u00e3o, mas \u00e9 de desconfiar\u2026) e o Dr Moedas diz que Portugal ganhou credibilidade para \u201clevantar a voz na Europa\u201d. Pelos vistos s\u00f3 o Dr. Centeno se acha um Ronaldo no meio dos ministros das Finan\u00e7as Europeus, que nem uma s\u00f3 vez enalteceram as suas jogadas (consta at\u00e9, como disse o Dr. Marques Mendes que o Dr. Centeno se anda a autopromover) e nem mesmo os seus colegas de partido o fizeram, e muito menos os da geringon\u00e7a, que voltaram a invetivar o famoso ministro alem\u00e3o.<br \/>\nQuanto ao Dr. Moedas faz um grande esfor\u00e7o para se fazer ouvir, porquanto ser bem-sucedidos no desempenho da economia, n\u00e3o nos permite sequer piar, quanto ma is levantar a voz, para que n\u00e3o nos venham exigir o que lhes devemos.<br \/>\nMas da Europa a semana tamb\u00e9m trouxe coisas muito m\u00e1s, diremos tremendas e horr\u00edveis, como o ataque soez, covarde, demon\u00edaco, que matou crian\u00e7as e adultos em nome de um deus fac\u00ednora, na cidade de Manchester, na Inglaterra.<br \/>\nDeixem-nos perguntar: porque \u00e9 que os l\u00edderes religiosos do Isl\u00e3o, afirmando que os que matam em nome do seu Deus n\u00e3o s\u00e3o verdadeiros fi\u00e9is, se n\u00e3o erguem em universal clamor (e s\u00e3o centenas de milh\u00f5es) manifestando-se clamorosamente contra os infi\u00e9is que matam?<br \/>\nPorque \u00e9 que se acobardam tantas vezes, refugiando-se dentro as suas mesquitas e se limitam a declara\u00e7\u00f5es t\u00edbias, sem eco que se ou\u00e7a, nas suas comunidades de dezenas de milhares de milh\u00f5es de irm\u00e3os seus?<br \/>\nComo dizia uma jornalista inglesa, porque \u00e9 que nos consideram maus quando n\u00e3o queremos receber e aceitar os povos imigrantes que professam os Isl\u00e3o, que pretendem viver nos nossos pa\u00edses sem abdicar das suas prerrogativas religiosas e a n\u00f3s n\u00e3o nos toleram nos deles, perseguindo e matando, como na semana passada aconteceu no Egito, perseguindo e queimando mais de 20 peregrinos crist\u00e3os ooptas entre os quais muitas crian\u00e7as indefesas.<br \/>\nTemos de ser todos tolerantes com a religi\u00e3o de cada um ou s\u00e3o s\u00f3 os crist\u00e3os obrigado a s\u00ea-o principalmente com os mu\u00e7ulmanos?<br \/>\nJ\u00e1 o Senhor Trump, em digress\u00e3o pelo M\u00e9dio Oriente, reafirmou a sua comprovada capacidade de afirmar uma coisa e o seu contr\u00e1rio: na reuni\u00e3o da NATO, que considerou obsoleta e desadequada, demostrou o seu profundo empenhamento nesta organiza\u00e7\u00e3o e no seu futuro. Ter\u00e1 sido para impressionar o seu amigo secreto russo?<br \/>\nEnternecedora foi a vista ao Vaticano e a reuni\u00e3o com o nosso Papa Francisco. A figura impressionante de simplicidade, bondade e santidade do Santo Padre, contrastava claramente com o ar superior, altivo e desenquadrado do Senhor Trump, sobretudo enquanto o Papa cumprimentava carinhosamente a esposa e aben\u00e7oava o objeto religioso que lhe fora oferecido. Talvez tenha dado, quem sabe, um bom contributo para o apaziguamento do casal!<br \/>\nComo dizia hoje num programa de televis\u00e3o um pastor protestante, este encontro do arrogante Senhor Trump com o humilde Senhor Papa, s\u00f3 poder\u00e1 fazer-lhe bem e muito!<br \/>\nPor c\u00e1 n\u00f3s alimentamos, sinceramente, a esperan\u00e7a fundada de que a santidade, humildade e sabedoria do nosso Papa, nos encontros que teve com o nosso primeiro-ministro, quando se encontraram em F\u00e1tima no dia 12 e 13 de maio, n\u00e3o deixar\u00e1 de dar os seus frutos, amaciando-lhe e ado\u00e7ando a arrog\u00e2ncia que exibe sempre que algu\u00e9m discorda das suas pol\u00edticas e op\u00e7\u00f5es.<br \/>\nSeria um grande milagre! Quem dera!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A semana que terminou a 27 de maio foi f\u00e9rtil em acontecimentos que saturam completamente os media. 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