{"id":27646,"date":"2017-07-07T08:43:45","date_gmt":"2017-07-07T08:43:45","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/?p=27646"},"modified":"2017-07-07T08:43:45","modified_gmt":"2017-07-07T08:43:45","slug":"especialistas-alertam-para-cuidado-do-patrimonio-religioso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/especialistas-alertam-para-cuidado-do-patrimonio-religioso\/","title":{"rendered":"Especialistas alertam para cuidado do patrim\u00f3nio religioso"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_27647\" aria-describedby=\"caption-attachment-27647\" style=\"width: 3024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/DSCF2545.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-27647\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/DSCF2545.jpg\" alt=\"\" width=\"3024\" height=\"2016\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/DSCF2545.jpg 3024w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/DSCF2545-300x200.jpg 300w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/DSCF2545-768x512.jpg 768w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/DSCF2545-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 3024px) 100vw, 3024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-27647\" class=\"wp-caption-text\">P.e Gustavo Fernandes, que tem trabalhado na \u00e1rea do patrim\u00f3nio religioso da Diocese de Aveiro, V\u00edtor Serr\u00e3o, Hugo C\u00e1l\u00e3o (historiador e conservador que moderou o encontro) e Sandra da Costa Saldanha<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>H\u00e1 muitas amea\u00e7as sobre o patrim\u00f3nio religioso. As comunidades crist\u00e3s t\u00eam de as conhecer. E \u00e9 preciso aprender a ler a arte sacra.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 dif\u00edcil fazer chegar a mensagem \u00e0s comunidades\u201d, afirmou Sandra da Costa Saldanha, na tert\u00falia sobre cuidar do patrim\u00f3nio religioso, que decorreu no dia 28 de junho, no Centro Universit\u00e1rio F\u00e9 e Cultura (CUFC), promovida pela Comiss\u00e3o Diocesana de Cultura. A diretora do Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja, organismo dependente dos bispos portugueses, elencou diversos perigos que pairam sobre o patrim\u00f3nio religioso, que consiste em grande parte nos templos de culto e no que est\u00e1 no seu interior. Mas primeiro congratulou-se pela evolu\u00e7\u00e3o qualitativa do trabalho realizado neste campo nos \u00faltimos anos.<br \/>\nQuanto aos perigos, sem pretender fazer da tert\u00falia um ateli\u00ea sobre conserva\u00e7\u00e3o, Sandra da Costa Saldanha elencou-os porque \u00e9 necess\u00e1rio \u201cvigiar, proteger, cuidar\u201d e porque \u201ch\u00e1 sempre forma\u00e7\u00e3o a fazer, reformular, refrescar\u201d. Eis alguns, muitos deles relacionados com a \u201cornamenta\u00e7\u00e3o ostensiva dos espa\u00e7os\u201d: \u201cter cuidado com as flores nos altares, porque podem transmitir fungos e bact\u00e9rias\u201d \u00e0s pe\u00e7as e imagens, principalmente se foram de madeira; ter cuidado com a exposi\u00e7\u00e3o solar sobre esculturas, pinturas e altares; ter cuidado com as velas, por raz\u00f5es de seguran\u00e7a e porque a cera pode estragar objetos e o fumo escurece telas; ter cuidado com os circuitos el\u00e9tricos por raz\u00f5es de seguran\u00e7a e de integridade dos espa\u00e7os; tratar dos arrumos, principalmente da sua salubridade.<br \/>\nSandra da Costa Saldanha, que \u00e9 tamb\u00e9m professora universit\u00e1ria na \u00e1rea da arte e do patrim\u00f3nio, alertou que \u201cum mau restauro pode ser pior do que um furto\u201d e afirmou v\u00e1rias vezes que a Diocese de Aveiro tem vindo a fazer um trabalho merit\u00f3rio no que diz respeito \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o da arte sacra.<br \/>\nO historiador de arte V\u00edtor Serr\u00e3o real\u00e7ou que \u201ctoda a obra de arte \u00e9 sacra, sempre \u2013 ou n\u00e3o \u00e9 arte\u201d. Na sua perspetiva, a obra de arte, mesmo profana, encarna e veicula um \u201cdi\u00e1logo espiritual\u201d. O historiador defendeu um rigoroso \u201cregisto inventarial\u201d de todas as obras de arte, mesmo da arte popular como os ex-votos (geralmente pinturas que se ofereciam a um santo como agradecimento da promessa) e lamentou as \u201catitudes iconoclastas, ainda que inconscientes\u201d. A iconoclastia \u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o de imagens ou outras obras de arte como esculturas e templos, praticada por fundamentalistas de modo consciente, mas tamb\u00e9m por cat\u00f3licos, certamente de modo inconsciente, quando deitam abaixo uma igreja para construir outra.<br \/>\nD. Ant\u00f3nio Moiteiro, encerrando a sess\u00e3o, referiu que o \u201cpatrim\u00f3nio crist\u00e3o \u00e9 mais do que obra de arte\u201d, porque \u00e9 algo que \u201cajuda a ler\u201d a mensagem crist\u00e3. \u00c9, segundo as suas palavras, \u201cuma beleza que leva \u00e0 outra beleza, que \u00e9 Deus\u201d. Neste sentido, as recentes obras da capela do Semin\u00e1rio de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o, em Braga, t\u00e3o elogiadas por tantos e tamb\u00e9m por V\u00edtor Serr\u00e3o, podem ser criticadas, pois muitos dos seminaristas e padres que rezaram no templo anterior, noutra organiza\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os e perante outras imagens, n\u00e3o se reveem nas mudan\u00e7as. As anteriores media\u00e7\u00f5es do divino foram destru\u00eddas. Vitor Serr\u00e3o ficou um pouco perplexo ao dar-se conta na tert\u00falia de que em Braga tinha havido iconoclastia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 muitas amea\u00e7as sobre o patrim\u00f3nio religioso. As comunidades crist\u00e3s t\u00eam de as conhecer. 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