{"id":2765,"date":"2010-10-27T09:26:00","date_gmt":"2010-10-27T09:26:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2765"},"modified":"2010-10-27T09:26:00","modified_gmt":"2010-10-27T09:26:00","slug":"orcamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/orcamento\/","title":{"rendered":"Or\u00e7amento"},"content":{"rendered":"<p>O Pa\u00eds, os sacrificados cidad\u00e3os merecem melhor! Estamos cansados de sermos meros espectadores de um drama (s\u00f3?) nacional, que a todos nos envolve, que a todos nos castiga, n\u00e3o sabemos se a todos nos arrasta para um beco sem sa\u00edda.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes, n\u00e3o h\u00e1 melhor forma de reconstruir a casa sen\u00e3o deitando a baixo os destro\u00e7os que restam e come\u00e7ando tudo de novo: alicerces e travejamento de raiz! No caso: novos princ\u00edpios pol\u00edtico-sociais, novas pessoas, novos sistemas\u2026<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que um pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o de pedras; \u00e9 uma cumplicidade de pessoas! As revolu\u00e7\u00f5es tratam as pessoas como pedras; as transi\u00e7\u00f5es procuram trat\u00e1-las como seres capazes de mudan\u00e7a, de melhoria, de convers\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas tarda esta mudan\u00e7a. At\u00e9 porque, princ\u00edpio b\u00e1sico para mudar \u00e9 reconhecer que os caminhos trilhados ou que se est\u00e3o a trilhar n\u00e3o s\u00e3o correctos. E, como dizia h\u00e1 dias um comentador da nossa pra\u00e7a, a grave situa\u00e7\u00e3o que vivemos resulta, antes de mais, de se n\u00e3o ter querido admitir, h\u00e1 muito tempo, que est\u00e1vamos a percorrer caminhos errados.<\/p>\n<p>Agora, n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel esconder os crassos erros de estrat\u00e9gias e projectos, de programas e propagandas!&#8230; Muito tarde! E perguntamo-nos se os maiores autores dos erros est\u00e3o decididos a pagar a fatia que lhes cabe na busca de solu\u00e7\u00f5es. Melhor, temos a certeza de que n\u00e3o haver\u00e1 contri\u00e7\u00e3o, nem equidade na justi\u00e7a. Pagar\u00e3o os de sempre, com priva\u00e7\u00f5es e sobressaltos.<\/p>\n<p>Estamos em crer que tamb\u00e9m os mais pequenos, em muitas circunst\u00e2ncias, ter\u00e3o de mudar de h\u00e1bitos: desenvolver a cultura do trabalho, espevitar a criatividade e o empreendedorismo, viver a solidariedade, criar ritmos de austeridade e de poupan\u00e7a. E muita coisa se resolver\u00e1, longe e \u00e0 margem das medi\u00e1ticas negocia\u00e7\u00f5es, no sil\u00eancio das casas simples, nas paisagens buc\u00f3licas de campos e florestas, nos recantos dos quintais e hortas, nas \u201cempresas\u201d familiares.<\/p>\n<p>Com uma esperan\u00e7a activa do povo simples, mesmo sabendo que os \u201can\u00f3nimos donos da humanidade\u201d tudo far\u00e3o para aproveitar a fraqueza dos mais pobres, a subsist\u00eancia pode ser um alicerce firme para desencadear graduais empreendimentos que recomponham a economia nacional.<\/p>\n<p>Os planos deveriam sacrificar em propor\u00e7\u00e3o com os rendimentos, portanto, a cortar de forma bem expressiva nos maiores! N\u00e3o nos deviam p\u00f4r \u00e0 margem, da situa\u00e7\u00e3o e da busca de solu\u00e7\u00f5es! Deveria ser claro para todos qual \u00e9 o verdadeiro interesse nacional, que n\u00e3o \u00e9 a salva\u00e7\u00e3o do Estado, mas o bem comum. E comum \u00e9 de todos! As oligarquias n\u00e3o s\u00e3o pr\u00f3prias de uma sociedade que se diz democr\u00e1tica! Os favores para os correligion\u00e1rios s\u00e3o a vergonha de um estado que se diz democr\u00e1tico! O or\u00e7amento n\u00e3o \u00e9 do Estado! O or\u00e7amento \u00e9 o das fam\u00edlias, dos grupos, da sociedade portuguesa, de que o Estado simplesmente dever\u00e1 ser o sustent\u00e1culo e guardi\u00e3o!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Pa\u00eds, os sacrificados cidad\u00e3os merecem melhor! 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