{"id":2767,"date":"2010-10-27T09:30:00","date_gmt":"2010-10-27T09:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2767"},"modified":"2010-10-27T09:30:00","modified_gmt":"2010-10-27T09:30:00","slug":"nao-temos-cumprido-a-missao-de-evangelizar-como-jesus-nos-mandou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/nao-temos-cumprido-a-missao-de-evangelizar-como-jesus-nos-mandou\/","title":{"rendered":"&#8220;N\u00e3o temos cumprido a miss\u00e3o de evangelizar como Jesus nos mandou&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>D. Ant\u00f3nio Couto, presidente da Comiss\u00e3o Episcopal para as Miss\u00f5es e Bispo Auxiliar de Braga, estar\u00e1 no dia 3 de Novembro em Aveiro para dar uma confer\u00eancia sobre \u201cQue futuro para este mundo?\u201d (no Centro Universit\u00e1rio F\u00e9 e Cultura, \u00e0s 21h). Na entrevista que deu recentemente \u00e0 Ag\u00eancia Ecclesia e que o Correio do Vouga publica na sua maior parte, D. Ant\u00f3nio Couto real\u00e7a que a evangeliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o existe em vers\u00f5es requentadas. Reconhece o fracasso da \u201cNova Evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d, mas espera que Pontif\u00edcio Conselho para a Promo\u00e7\u00e3o da Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o, recentemente criado, \u201caponte verdadeiramente ao essencial\u201d.<\/p>\n<p>CORREIO DO VOUGA &#8211; Num contexto de progressiva seculariza\u00e7\u00e3o, recentemente recordada pela Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa (CEP) e pelo pr\u00f3prio Papa, agudiza-se a necessidade de uma \u201cprimeira evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d em Portugal?<\/p>\n<p>D. ANT\u00d3NIO COUTO &#8211; A evangeliza\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre \u201cprimeira\u201d. E s\u00f3 sendo \u201cprimeira\u201d, \u00e9 verdadeira. E \u201cprimeira\u201d significa aquela que Jesus mandou fazer aos seus Ap\u00f3stolos e disc\u00edpulos, ao estilo de Jesus Bom Pastor, pobre e humilde, sem ouro, nem prata, nem cobre, nem duas t\u00fanicas, totalmente devotado ao Pai e \u00e0s suas ovelhas, todas suas, quer as que est\u00e3o perto quer as que est\u00e3o longe ou andam perdidas, sem olhar \u00e0s etiquetas do mundo de ent\u00e3o. \u00c9 esta Evangeliza\u00e7\u00e3o que a Igreja tem sido sempre chamada a fazer, ao estilo de Jesus, e n\u00e3o pode deixar de fazer, sob pena de se desdizer, perdendo a sua identidade. Disse-o bem o Papa Paulo VI na Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica \u201cEvangelii Nuntiandi\u201d (n.\u00ba 14): \u00abAnunciar o Evangelho constitui, de facto, a gra\u00e7a e a voca\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria da Igreja, a sua identidade mais profunda. A Igreja existe para Evangelizar\u00bb. A recente Carta Pastoral da CEP leva o t\u00edtulo significativo de \u00abComo Eu vos fiz, fazei v\u00f3s tamb\u00e9m\u00bb. Aquele como inicial \u00e9 determinante para nos agrafar, n\u00e3o s\u00f3 ao fazer de Jesus, mas ao modo como Ele faz. \u00c9 claro. J\u00e1 n\u00e3o basta converter ou reconverter estruturas pastorais. \u00c9 mesmo necess\u00e1rio e preliminar que comecemos por nos convertermos n\u00f3s ao estilo de Jesus, ao como fazer de Jesus. Portanto, para um crist\u00e3o e para a Igreja, a evangeliza\u00e7\u00e3o tem de ser sempre \u201cprimeira\u201d em qualquer tempo e em qualquer lugar. Nada a pode substituir e nenhuma outra tarefa se lhe pode antepor. Ela \u00e9 a nossa gra\u00e7a, a nossa maneira de ser.<\/p>\n<p>Ser crist\u00e3o implica ser mission\u00e1rio, principalmente nos tempos actuais?<\/p>\n<p>A forma como a pergunta est\u00e1 formulada pode deixar supor que h\u00e1 outras maneiras de se ser crist\u00e3o e de viver em Igreja. E que s\u00f3 agora, nesta \u00abnoite do mundo\u00bb, em que vemos o ch\u00e3o a fugir-nos debaixo dos p\u00e9s em Portugal e em toda a Europa, \u00e9 que se torna necess\u00e1rio lan\u00e7ar m\u00e3os da \u201cprimeira evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d. Esta suposi\u00e7\u00e3o pode levar a pensar que a referida \u201cprimeira evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 uma coisa excepcional a usar s\u00f3 em situa\u00e7\u00f5es excepcionais. Racioc\u00ednio viciado. A \u201cprimeira evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d ou a \u201cevangeliza\u00e7\u00e3o primeira\u201d ou \u201cprimeiro\u201d \u00e9 a normal, quotidiana maneira de ser da Igreja e do disc\u00edpulo de Jesus. O tempo em que vamos requer lucidez e determina\u00e7\u00e3o. Reconhecer que n\u00e3o temos cumprido a nossa miss\u00e3o de evangelizar como Jesus nos mandou \u00e9 um dado que se nos imp\u00f5e. Bater com a m\u00e3o no peito por nos termos acomodado e afastado do estilo de Jesus \u00e9 decisivo. Pusemos, entretanto, muitas coisas entre n\u00f3s e Jesus. Mas uma s\u00f3 coisa \u00e9 necess\u00e1ria! E n\u00e3o h\u00e1 \u201cevangeliza\u00e7\u00e3o requentada\u201d!<\/p>\n<p>Como conciliar os novos campos de miss\u00e3o com a tradicional din\u00e2mica de partida rumo a outros pa\u00edses, para anunciar o Evangelho a quem nunca o escutou?<\/p>\n<p>Se o mandato de evangelizar todas as pessoas constitui a miss\u00e3o essencial de toda a Igreja, ent\u00e3o a miss\u00e3o tem de ser o horizonte permanente e o paradigma por excel\u00eancia de toda a din\u00e2mica e empenhamento pastoral, enervando os nossos programas pastorais. E o partir em miss\u00e3o, numa Igreja local que se assume como sujeito primeiro da miss\u00e3o, permanece como paradigma do compromisso mission\u00e1rio da Igreja, que assim vive e manifesta a sua solicitude por todas as Igrejas. Ao contr\u00e1rio daquilo que os pressupostos que parecem presidir \u00e0 pergunta possam dar a entender, a miss\u00e3o \u00abad gentes\u00bb n\u00e3o empobrece a Igreja local, mas \u00abrenova-a, revigora a sua f\u00e9 e identidade, d\u00e1-lhe novo entusiasmo e novas motiva\u00e7\u00f5es. A f\u00e9 fortalece-se, dando-a\u00bb, de acordo com as palavras luminosas de Jo\u00e3o Paulo II (\u201cRedemptoris Missio\u201d, n.\u00ba 2.). \u00c9 outra vez o estilo que \u00e9 decisivo. A miss\u00e3o \u00abad gentes\u00bb n\u00e3o \u00e9 tanto uma maneira de demarcar espa\u00e7os a que haja que levar o primeiro an\u00fancio do Evangelho, mas \u00e9 mais o modo feliz, ousado, pobre, despojado e dedicado de o crist\u00e3o sair de si para levar Cristo ao cora\u00e7\u00e3o de cada ser humano, seja quem for, seja onde for. \u00c9 este estilo, esta maneira de ser, que deve informar cada crist\u00e3o e todas as comunidades crist\u00e3s.<\/p>\n<p>A miss\u00e3o \u00abad gentes\u00bb tem por isso, consequ\u00eancias para as comunidades que enviam mission\u00e1rios\u2026<\/p>\n<p>As consequ\u00eancias pr\u00e1ticas para a vida eclesial e paroquial s\u00e3o profundas e intensas, requerendo uma nova sensibilidade evangelizadora obrigat\u00f3ria e n\u00e3o arbitr\u00e1ria. Antecipando-se a previs\u00edveis dificuldades e reservas, alertou bem o Papa Jo\u00e3o Paulo II que nenhuma Igreja particular, de antiga ou de recente tradi\u00e7\u00e3o, \u00abse deve fechar em si pr\u00f3pria\u00bb, adiantando logo que \u00aba tend\u00eancia para se fechar em si pr\u00f3prio pode ser forte\u00bb. E, no que se refere \u00e0s Igrejas antigas, advertiu que, \u00abpreocupadas com a nova evangeliza\u00e7\u00e3o, podem ser levadas a pensar que agora devem realizar a miss\u00e3o em casa, correndo assim o risco de refrear o \u00edmpeto para o mundo n\u00e3o crist\u00e3o, sendo pouca a vontade de dar voca\u00e7\u00f5es aos Institutos Mission\u00e1rios\u00bb. A estas Igrejas, o Papa lembra que \u00ab\u00e9 dando generosamente que se recebe\u00bb (\u201cRedemptoris Missio\u201d, n.\u00ba 85). E a Congrega\u00e7\u00e3o para o Clero, na sua \u201cInstru\u00e7\u00e3o Postquam Apostoli\u201d (25 de Mar\u00e7o de 1980), n.\u00ba 14, j\u00e1 tinha advertido que \u00aba Igreja particular n\u00e3o pode fechar-se em si mesma, mas, como parte viva da Igreja Universal, deve abrir-se \u00e0s necessidades das outras Igrejas. Portanto, a sua participa\u00e7\u00e3o na miss\u00e3o evangelizadora universal n\u00e3o \u00e9 deixada ao seu arb\u00edtrio, ainda que generoso, mas deve considerar-se como uma lei fundamental de vida; diminuiria, de facto, a sua energia vital se, concentrando-se unicamente sobre os pr\u00f3prios problemas, se fechasse \u00e0s necessidades das outras Igrejas\u00bb. E o Papa Bento XVI acaba de nos advertir, na Homilia da Santa Missa celebrada na Pra\u00e7a dos Aliados (Porto), em 14 de Maio de 2010, que \u00abnada nos dispensa de ir ao encontro dos outros\u00bb, pelo que \u00abtemos de vencer a tenta\u00e7\u00e3o de nos limitarmos ao que ainda temos, ou julgamos ter, de nosso e seguro\u00bb, lembrando-nos ainda que isso \u00abseria morrer a prazo, enquanto presen\u00e7a da Igreja no mundo, que, ali\u00e1s, s\u00f3 pode ser mission\u00e1ria\u00bb.<\/p>\n<p>Portanto, nenhuma dificuldade de concilia\u00e7\u00e3o. Antes, a miss\u00e3o \u201cad gentes\u201d potencia e renova a Igreja inteira em todos os aspectos.<\/p>\n<p>Quais s\u00e3o os \u00e2mbitos e os protagonistas da \u201cNova Evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d?<\/p>\n<p>O assunto \u00e9 de fundo. Evangelizar n\u00e3o pode ser um luxo de alguns. Tem de ser normalidade para todos. \u00c9 preciso tomar consci\u00eancia de que \u00e9 toda a Igreja que \u00e9 mission\u00e1ria, e que, portanto, ser crist\u00e3o implica necessariamente ser mission\u00e1rio. Que o crist\u00e3o n\u00e3o necessita de outra voca\u00e7\u00e3o para ser mission\u00e1rio: basta a voca\u00e7\u00e3o que tem. Que \u00abcrist\u00e3o\u00bb e \u00abmission\u00e1rio\u00bb n\u00e3o identificam duas figuras distintas nem duas voca\u00e7\u00f5es distintas, mas s\u00e3o qualifica\u00e7\u00f5es incind\u00edveis do disc\u00edpulo de Jesus. Que ningu\u00e9m pode pensar que se pode ser, em primeiro lugar, crist\u00e3o, e depois, se se sentir chamado e se quiser, vir tamb\u00e9m a ser mission\u00e1rio. Para o crist\u00e3o, ser mission\u00e1rio \u00e9 a sua maneira de ser, a sua identidade, a sua gra\u00e7a, \u00e9 uma necessidade, \u00e9 de fundo e n\u00e3o um adere\u00e7o facultativo. A sua refer\u00eancia permanente \u00e9 Jesus Cristo, e o seu horizonte s\u00e3o todos os cora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Se \u00e9 assim, ent\u00e3o, como j\u00e1 acima referi, j\u00e1 n\u00e3o basta converter ou reconverter as estruturas pastorais de que dispomos. \u00c9 mesmo necess\u00e1rio e preliminar que comecemos por nos convertermos n\u00f3s ao estilo de Jesus, ao como de Jesus. Se n\u00e3o voltarmos a ser pobres, simples, humildes, despojados e felizes como Jesus e os seus Ap\u00f3stolos e disc\u00edpulos directos, n\u00e3o seremos cred\u00edveis. \u00c9 neste ponto preciso que tem fracassado a chamada \u201cNova Evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d, de que j\u00e1 se vem falando h\u00e1 mais de 25 anos.<\/p>\n<p>Como se pode superar esse fracasso?<\/p>\n<p>O Papa Bento XVI, posto perante a crescente descristianiza\u00e7\u00e3o de muitas das Igrejas de antiga tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, anunciou na Homilia das I V\u00e9speras da Solenidade dos Santos Ap\u00f3stolos Pedro e Paulo, Celebradas na Bas\u00edlica de S\u00e3o Paulo Fora de Muros, na tarde de 28 de Junho de 2010, a cria\u00e7\u00e3o do Pontif\u00edcio Conselho para a Promo\u00e7\u00e3o da Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o, e, em 30 de Junho de 2010, confiou a sua Presid\u00eancia ao Senhor Arcebispo Salvatore Fisichella. Na Homilia acima referida, Bento XVI apontou como tarefa fundamental do Novo Conselho Pontif\u00edcio \u00abPromover uma renovada evangeliza\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses onde j\u00e1 foi feito o primeiro an\u00fancio da f\u00e9 e est\u00e3o presentes Igrejas de antiga funda\u00e7\u00e3o, mas que est\u00e3o a viver uma progressiva seculariza\u00e7\u00e3o da sociedade e uma esp\u00e9cie de \u201ceclipse do sentido de Deus\u201d, que constitui um desafio a encontrar meios adequados para repropor a verdade perene do Evangelho de Cristo\u00bb. Todos esperamos que esta iniciativa seja uma oportunidade ganha. Pessoalmente espero que n\u00e3o enveredemos apenas por reformas t\u00e9cnicas e iniciativas exteriores, mas que se aponte verdadeiramente ao essencial. E o essencial \u00e9 a convers\u00e3o pessoal, uma vida pobre, desprendida, simples e feliz, com Jesus, como Jesus, ao estilo de Jesus e dos seus Ap\u00f3stolos e Disc\u00edpulos directos. O modo contar\u00e1 mais do que a t\u00e9cnica e o conte\u00fado. E \u00e9 evidente, imp\u00f5e-se, dadas as circunst\u00e2ncias, que se crie uma verdadeira rede de evangelizadores evangelizados, que envolva a Igreja inteira: Bispos, padres e fi\u00e9is leigos. E estes \u00faltimos ter\u00e3o certamente um papel determinante neste belo trabalho de amor.<\/p>\n<p>Como devem ser lidas as novas modalidades de miss\u00e3o, como o voluntariado mission\u00e1rio, mais limitadas no tempo?<\/p>\n<p>Eu leio-as como verdadeiros dons de Deus \u00e0 sua Igreja. J\u00e1 se sabe que esta rede de juventude que estar\u00e1 em contacto com mundos e modos novos de viver a vida e a f\u00e9, n\u00e3o ir\u00e1, em primeiro lugar, ensinar ou fazer muita coisa, dada a escassez de tempo, ainda que seja muita a vontade. Ir\u00e1 sobretudo ser afectada por situa\u00e7\u00f5es de pobreza e de mis\u00e9ria impens\u00e1veis. Mas tamb\u00e9m de simplicidade, f\u00e9 verdadeira, e de alegria que vem n\u00e3o se sabe de onde. Ir\u00e3o contactar com o milagre! Ir\u00e3o ser contactados por Deus! \u00c9 aqui que pode come\u00e7ar uma maravilha que ainda n\u00e3o tinham descoberto, talvez a p\u00e9rola escondida e encontrada do Evangelho, que tem marcado a vida de muitos e que continuar\u00e1 seguramente a marcar a vida de muitos outros! A vida de muitos destes jovens nunca mais ser\u00e1 como dantes. Demos gra\u00e7as a Deus por estas oportunidades de gra\u00e7a que concede \u00e0 sua Igreja.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. Ant\u00f3nio Couto, presidente da Comiss\u00e3o Episcopal para as Miss\u00f5es e Bispo Auxiliar de Braga, estar\u00e1 no dia 3 de Novembro em Aveiro para dar uma confer\u00eancia sobre \u201cQue futuro para este mundo?\u201d (no Centro Universit\u00e1rio F\u00e9 e Cultura, \u00e0s 21h). 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