{"id":27671,"date":"2017-09-28T14:01:45","date_gmt":"2017-09-28T14:01:45","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/?p=27671"},"modified":"2017-09-28T14:01:45","modified_gmt":"2017-09-28T14:01:45","slug":"votar-e-um-direito-pessoal-e-um-dever-civico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/votar-e-um-direito-pessoal-e-um-dever-civico\/","title":{"rendered":"Votar \u00e9 um direito pessoal e um dever c\u00edvico"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_24931\" aria-describedby=\"caption-attachment-24931\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Flausino.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-24931\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Flausino.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"152\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24931\" class=\"wp-caption-text\">FLAUSINO SILVA<br \/> Empres\u00e1rio<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Voto \u00e9 a forma encontrada pelos regimes democr\u00e1ticos para os cidad\u00e3os exprimirem as suas escolhas.<br \/>\nFoi conferido a todos os portugueses, maiores de 18 anos, no pleno uso das suas faculdades, com a aprova\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, ap\u00f3s a revolu\u00e7\u00e3o do 25 de Abril.<br \/>\nDesde 2008 que o recenseamento \u00e9 autom\u00e1tico, pelo que todos os que tem a idade est\u00e3o naturalmente recenseados.<br \/>\nSendo um direito pessoal, se o seu titular n\u00e3o o exercer, estiola e perde todo o seu valor, dir-se-ia que \u00e9 um direito adormecido, que perde toda a sua import\u00e2ncia.<br \/>\nE qual \u00e9 a import\u00e2ncia que adv\u00e9m do exerc\u00edcio do direito de voto? Em primeiro lugar dignifica quem dele faz uso, torna-o cidad\u00e3o de corpo inteiro \u2013 um cidad\u00e3o que n\u00e3o exercita os seus direitos perde valor, desvaloriza-se c\u00edvica e socialmente.<br \/>\nVotando, a pessoa participa, toma posi\u00e7\u00e3o face aos grupos e partidos, face \u00e0s quest\u00f5es que est\u00e3o em jogo, toma a sua op\u00e7\u00e3o perante o que est\u00e1 em jogo na consulta que se lhe faz.<br \/>\nMas votar \u00e9 tamb\u00e9m um dever c\u00edvico: como membro de um povo, de uma sociedade concreta, de uma comunidade de pessoas, \u00e9 exigido a cada um que d\u00ea o seu contributo para a busca das melhores solu\u00e7\u00f5es, \u00e9 imperativo que n\u00e3o volte as costas, mas que participe na defini\u00e7\u00e3o das op\u00e7\u00f5es, dos caminhos que se considerem melhores para o futuro do grupo, comunidade ou Na\u00e7\u00e3o.<br \/>\nDever que se imp\u00f5e \u00e0 consci\u00eancia de cada cidad\u00e3o e de cada crist\u00e3o, porque o crist\u00e3o acumula a obriga\u00e7\u00e3o c\u00edvica com a obriga\u00e7\u00e3o moral e religiosa.<br \/>\nQuem n\u00e3o vota vira as costas aos concidad\u00e3os, \u00e0 sua comunidade, ao seu pa\u00eds, assume uma posi\u00e7\u00e3o de n\u00e3o participa\u00e7\u00e3o, que corresponde a colocar-se de fora de qualquer decis\u00e3o, revelando a aus\u00eancia de sentido coletivo e solid\u00e1rio, acobardando-se no seu individualismo.<br \/>\nIsolando-se dos outros, do todo, al\u00e9m de ser mau exemplo c\u00edvico, perde todo o direito \u00e0 cr\u00edtica e a qualquer reivindica\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica.<br \/>\nN\u00e3o votar reduz o cidad\u00e3o \u00e0 sua express\u00e3o mais simples de passageiro de uma carruagem cujo destino n\u00e3o escolheu, viajando para onde o levarem aqueles que decidiram, pela sua participa\u00e7\u00e3o, a escolha de um rumo.<br \/>\nO crist\u00e3o, por s\u00ea-lo, tem ainda o dever maior de participar nas decis\u00f5es que determinam as escolhas para o futuro das comunidades, em termos pol\u00edticos e governativos.<br \/>\nN\u00e3o falta quem pregue que o crist\u00e3o n\u00e3o se deve envolver na pol\u00edtica, nem nas lutas pelas melhores escolhas governativas, como se o crist\u00e3o, por ser membro da comunidade eclesial, se deva confinar, com a Igreja, \u00e0s atividades puramente religiosas e, de prefer\u00eancia, apenas dentro dos Templos.<br \/>\nFicar alheio aos destinos temporais dos pa\u00edses, das pessoas e das sociedades \u00e9 pecado de absten\u00e7\u00e3o e contribuiu, pela passividade e cobardia, para a implanta\u00e7\u00e3o de regimes autorit\u00e1rios e perseguidores das liberdades e garantias dos cidad\u00e3os, incluindo a liberdade religiosa, como acontece frequentemente nos nossos dias, com persegui\u00e7\u00f5es aos crist\u00e3os e \u00e0s igrejas cat\u00f3licas em v\u00e1rios pa\u00edses.<br \/>\nVem tudo isto a prop\u00f3sito das pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es aut\u00e1rquicas, que se realizam no nosso pa\u00eds, no pr\u00f3ximo domingo, dia 1 de outubro, para a escolha dos membros das C\u00e2maras Municipais, Juntas de Freguesia e respetivas Assembleias.<br \/>\nOs escolhidos ir\u00e3o dirigir estas Autarquias que, hoje em dia e cada vez mais, com a descentraliza\u00e7\u00e3o dos poderes do Governo Central, v\u00e3o ter uma influ\u00eancia preponderante na qualidade de vida das pessoas e das comunidades locais.<br \/>\n\u00c9 pois imperativo de consci\u00eancia VOTAR e faz\u00ea-lo em consci\u00eancia, escolhendo os que nos pare\u00e7am os melhores, os mais honestos e competentes, devotados ao bem comum e n\u00e3o \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o de ego\u00edsmos pessoais de poder.<br \/>\nDOMINGO, DIA 1 DE OUTUBRO, VAMOS VOTAR! \u00c9 DEVER C\u00cdVICO E CRIST\u00c3O!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Voto \u00e9 a forma encontrada pelos regimes democr\u00e1ticos para os cidad\u00e3os exprimirem as suas escolhas. 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