{"id":27703,"date":"2017-10-13T10:48:34","date_gmt":"2017-10-13T10:48:34","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/?p=27703"},"modified":"2017-10-13T10:48:34","modified_gmt":"2017-10-13T10:48:34","slug":"frontalidade-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/frontalidade-2\/","title":{"rendered":"Frontalidade"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_24379\" aria-describedby=\"caption-attachment-24379\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/editorial_Pe-Querubim-Silva.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-24379\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/editorial_Pe-Querubim-Silva.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"209\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/editorial_Pe-Querubim-Silva.jpg 288w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/editorial_Pe-Querubim-Silva-214x300.jpg 214w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24379\" class=\"wp-caption-text\">QUERUBIM SILVA<br \/> Padre. Diretor<\/figcaption><\/figure>\n<p>1 &#8211; O Papa Francisco, falando aos participantes no Congresso Internacional, realizado em Roma nos primeiros dias de outubro, socorreu-se da imagem b\u00edblica do oleiro que trabalha o barro (Jr 18.1-10), para lhes dizer que \u201ca forma\u00e7\u00e3o sacerdotal depende, em primeiro lugar, da a\u00e7\u00e3o de Deus na nossa vida e n\u00e3o das nossas atividades\u201d.<br \/>\nColocarmo-nos, confiadamente, nas m\u00e3os do Divino Oleiro, sabendo que Ele tem um projeto para nos dar forma. E n\u00e3o regateia sequer, com a ternura de Pai, se a obra n\u00e3o estiver a correr bem, amassar de novo e reiniciar o seu trabalho.<br \/>\nSer\u00e3o, pois, barro nas m\u00e3os do Oleiro, para se deixarem moldar por Ele. Sem deixarem de ser, ungidos para o minist\u00e9rio, colaboradores do Oleiro, para servir aqueles aos quais s\u00e3o enviados. \u201cO Padre forma-se fugindo quer de uma espiritualidade desencarnada e, vice versa, de um compromisso humano sem Deus.\u201d<br \/>\nA pergunta que deve ecoar bem fundo, quando descemos \u00e0 oficina do Oleiro dever\u00e1 ser esta: \u201cQuero ser um \u00abpadre de sala de estar\u00bb, tranquilo e acomodado, ou um disc\u00edpulo mission\u00e1rio dentro do qual arde o cora\u00e7\u00e3o pelo Mestre e pelo Povo de Deus? Um padre que se acomoda em seu bem-estar ou um disc\u00edpulo em caminho? Um padre morno, que prefere a vida tranquila, ou um profeta que desperta no cora\u00e7\u00e3o do homem o desejo de Deus?\u201d. Estamos no m\u00eas de outubro, o m\u00eas mission\u00e1rio. E vem a\u00ed a Semana dos Semin\u00e1rios. Bons pretextos para fazermos um exame de consci\u00eancia com as palavras do Papa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2 &#8211; A frontalidade anda arredada dos nossos ambientes, na sociedade civil e na pr\u00f3pria comunidade eclesial. O \u201cpoliticamente correto\u201d tornou-se uma panaceia. E, face a um elevado grau de analfabetismo cultural e religioso, os \u201cpanos quentes\u201d tornam-se um grave pecado de omiss\u00e3o.<br \/>\n\u201cA caridade na verdade, que Jesus Cristo testemunhou com a sua vida terrena e sobretudo com a sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o, \u00e9 a for\u00e7a propulsora principal para o verdadeiro desenvolvimento de cada pessoa e da humanidade inteira. O amor &#8211; \u00abcaritas\u00bb &#8211; \u00e9 uma for\u00e7a extraordin\u00e1ria, que impele as pessoas a comprometerem-se, com coragem e generosidade, no campo da justi\u00e7a e da paz.\u201d &#8211; palavras da Carta de Bento XVI, que t\u00eam plena atualidade.<br \/>\nAcab\u00e1mos de viver um ato eleitoral, em cuja campanha imperou o populismo cego e mentiroso. E fomos consentindo as aliena\u00e7\u00f5es, as meias verdades, as cal\u00fanias\u2026 E, vergonhosamente, \u00e0s vezes, dando a \u00abb\u00ean\u00e7\u00e3o\u00bb a toda esta forma de diatribes pol\u00edticas, talvez para agradecer ou merecer benesses.<br \/>\n\u201cEstou ciente dos desvios e esvaziamento de sentido que a caridade n\u00e3o cessa de enfrentar com o risco, da\u00ed resultante, de ser mal entendida, de exclu\u00ed-la da vida \u00e9tica e, em todo o caso, de impedir a sua correta valoriza\u00e7\u00e3o. Nos \u00e2mbitos social, jur\u00eddico, cultural, pol\u00edtico e econ\u00f3mico, ou seja, nos contextos mais expostos a tal perigo, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil ouvir declarar a sua irrelev\u00e2ncia para interpretar e orientar as responsabilidades morais. Daqui a necessidade de conjugar a caridade com a verdade, n\u00e3o s\u00f3 na dire\u00e7\u00e3o assinalada por S. Paulo da \u00abveritas in caritate\u00bb (Ef.4,15), mas tamb\u00e9m na dire\u00e7\u00e3o inversa e complementar da \u00abcaritas in veritate\u00bb\u201d &#8211; continua o Bispo em\u00e9rito de Roma. A aut\u00eantica caridade faz-se na verdade!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1 &#8211; O Papa Francisco, falando aos participantes no Congresso Internacional, realizado em Roma nos primeiros dias de outubro, socorreu-se da imagem b\u00edblica do oleiro que trabalha o barro (Jr 18.1-10), para lhes dizer que \u201ca forma\u00e7\u00e3o sacerdotal depende, em primeiro lugar, da a\u00e7\u00e3o de Deus na nossa vida e n\u00e3o das nossas atividades\u201d. 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