{"id":27774,"date":"2018-02-28T15:00:45","date_gmt":"2018-02-28T15:00:45","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/?p=27774"},"modified":"2018-02-28T15:00:45","modified_gmt":"2018-02-28T15:00:45","slug":"eucaristia-o-amor-faz-se-servico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/eucaristia-o-amor-faz-se-servico\/","title":{"rendered":"Eucaristia, o amor faz-se servi\u00e7o"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_26460\" aria-describedby=\"caption-attachment-26460\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/georgino.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-26460\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/georgino.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"195\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/georgino.jpg 400w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/georgino-231x300.jpg 231w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-26460\" class=\"wp-caption-text\">GEORGINO ROCHA Padre<\/figcaption><\/figure>\n<p>A eucaristia \u00e9 a celebra\u00e7\u00e3o da ceia do Senhor, ceia que Jesus realiza com os disc\u00edpulos a quem deixa este mandato: \u201cFazei isto em mem\u00f3ria de mim\u201d. \u00c9 a ceia do lava-p\u00e9s, da entrega livre por amor que vem a ser consumado no sacrif\u00edcio da cruz. \u00c9 a ceia do avental de servi\u00e7o mantido como distintivo do Mestre que quer ver perpetuado em gestos de humaniza\u00e7\u00e3o progressiva e qualificada: \u201cFelizes sereis se o puserdes em pr\u00e1tica\u201d.<br \/>\nA Igreja assume esta miss\u00e3o e v\u00ea na eucaristia o centro e o v\u00e9rtice da sua a\u00e7\u00e3o pastoral. Como centro, sup\u00f5e um percurso que une os lados, as \u201cperiferias\u201d, e encaminha para esse n\u00facleo. Em linguagem consagrada \u00e9 a inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3. O centro ergue-se at\u00e9 ao cimo, em figura de pir\u00e2mide ou poliedro. S\u00e3o as subidas \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o da vida \u00e9tica e moral pela constru\u00e7\u00e3o do \u201chomem interior\u201d e as descidas para o quotidiano do viver crist\u00e3o marcado pelas bem-aventuran\u00e7as e pelos sacramentos de servi\u00e7o.<br \/>\nEsta s\u00edntese pode ajudar a configurar a pastoral em torno \u00e0 eucaristia, e que o programa diocesano se prop\u00f5e assumir este ano. Sem as virtudes teologais e morais, quer dizer, sem f\u00e9-esperan\u00e7a-caridade; sem prud\u00eancia-justi\u00e7a-fortaleza-temperan\u00e7a, o humano crist\u00e3o n\u00e3o tem alicerces seguros nem o exerc\u00edcio da cidadania tem qualquer marca diferenciadora da novidade que brilha nas bem-aventuran\u00e7as. Sem os dons do Esp\u00edrito Santo desabrocharem em frutos vis\u00edveis de comportamentos \u00e9ticos adequados, a maturidade espiritual fica longe, muito longe.<br \/>\nA celebra\u00e7\u00e3o da eucaristia visualiza em gestos sacramentais o rosto de Jesus que, por cada pessoa e por toda a humanidade, serve por amor. \u00c9 uma maravilha o que nos oferece! \u00c9 uma oportunidade grande poder participar e redimensionar a dignidade que nos vem de sermos amados, sem condi\u00e7\u00f5es. E chamados \u00e0 liberdade para amar ao jeito de Jesus. S\u00f3 no horizonte da liberdade se compreende a entrega de Jesus, agora em forma sacramental, em atitudes de vida e escala de valores priorit\u00e1rios.<br \/>\nA abertura da celebra\u00e7\u00e3o faz-se em nome do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo, a Sant\u00edssima Trindade que nos re\u00fane no amor de Cristo. \u00c9 o primeiro grande servi\u00e7o: da dispers\u00e3o \u00e0 uni\u00e3o, e do anonimato a pessoas em rela\u00e7\u00e3o de amor qualificado. Manifesta, de forma apelativa, uma nova dimens\u00e3o do que somos: Somos assembleia convocada. N\u00e3o indiv\u00edduos entregues a si mesmos, ensimesmados, a cumprir deveres religiosos\u2026 Tem sido grande a renova\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia de perten\u00e7a, mas quanto n\u00e3o falta fazer!<br \/>\nAssembleia de pessoas que experimentam no dia-a-dia a fragilidade humana, com energias debilitadas e feridas consentidas. E vem o rito penitencial como servi\u00e7o \u00e0 nossa humanidade e ao reconhecimento de que somos pecadores perdoados, de que o amor de reconcilia\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre maior. Pecado pessoal que se repercute e cria mentalidades e estruturas. De que havemos de ser libertos pela gra\u00e7a de Deus e esfor\u00e7o humano. Com esta certeza, podemos erguer o cora\u00e7\u00e3o para, como Maria de Nazar\u00e9, cantar a gl\u00f3ria de Deus e louvar a sua infinita miseric\u00f3rdia.<br \/>\nE assim pacificados interiormente, cresce a nossa capacidade de escuta. \u00c9 proclamada a Palavra de Deus que \u00e9 salva\u00e7\u00e3o, luz para o nosso viver quotidiano, o nosso peregrinar na hist\u00f3ria e seus caminhos. Uma certeza nos assiste como recordou, h\u00e1 dias, o Papa Francisco: Um pecador pode ser santo; um corrupto, n\u00e3o. Ajudar a avivar a consci\u00eancia do que podemos ser e as suas exig\u00eancias \u00e9ticas \u00e9 um servi\u00e7o apreci\u00e1vel ao cora\u00e7\u00e3o humano e \u00e0 sua aspira\u00e7\u00e3o fundamental \u00e0 felicidade. A palavra faz desabrochar a f\u00e9 cat\u00f3lica e a prece universal, atitudes singulares da resson\u00e2ncia vivida e da comunh\u00e3o avivada.<br \/>\nEsta resson\u00e2ncia converte-se em oferta de dons, frutos da terra e do trabalho humano. S\u00e3o o p\u00e3o e o vinho que, por for\u00e7a do Esp\u00edrito Santo, se convertem em corpo e sangue de Jesus, o p\u00e3o da vida e o vinho da salva\u00e7\u00e3o. Nesta oferta faz-se presente a cria\u00e7\u00e3o e as criaturas, o cuidado da natureza e dos seus bens, o trabalho humano e sua dignidade, o ser humano e o cosmos. Que maravilha! Todo o universo se apresenta ao seu Senhor!<br \/>\nO amor faz-se servi\u00e7o, de modo especial, na an\u00e1fora de consagra\u00e7\u00e3o. Na primeira parte, acontece a transforma\u00e7\u00e3o dos dons em corpo entregue e sangue derramado \u201cpor v\u00f3s e por toda a humanidade\u201d; na segunda, \u00e9 a gra\u00e7a de \u201csermos um s\u00f3 corpo\u201d, de a Igreja viver em caridade, de a comunh\u00e3o abranger todos os que est\u00e3o ao servi\u00e7o do povo santo de Deus, disperso pelos quatro cantos da terra. Gra\u00e7a que envolve a liberdade humana educada para a verdade do ser crist\u00e3o, disc\u00edpulo mission\u00e1rio de Jesus Cristo por quem a Igreja d\u00e1 louvores a Deus Pai na unidade do Esp\u00edrito Santo.<br \/>\nOs participantes na celebra\u00e7\u00e3o s\u00e3o convidados a aceitar o convite da refei\u00e7\u00e3o sagrada, a experienciar a felicidade de tomar parte na ceia do Senhor. Renovam a sua f\u00e9 no amor de Deus Pai, reconhecem que s\u00e3o indignos de t\u00e3o grande merc\u00ea, (como outrora o centuri\u00e3o de Cafarnaum), avan\u00e7am confiantes na efic\u00e1cia da Palavra, e, com humildade agradecida, recebem a comunh\u00e3o. E Jesus, em forma de sacramento, faz-se nosso alimento, humaniza-se connosco para nos divinizar com ele. \u00c9 o servi\u00e7o consumado, sempre em renova\u00e7\u00e3o, at\u00e9 que Cristo seja tudo em todos. \u00c9 o servi\u00e7o a realizar-se em gestos e atitudes de doa\u00e7\u00e3o generosa em benef\u00edcio dos preferidos do Evangelho, os pobres de Deus. \u00c9 o servi\u00e7o \u00e0 alegria do Evangelho que brilha na dignidade humana e seus reflexos culturais, na verdade e seus clar\u00f5es \u00e9ticos, na liberdade de comunh\u00e3o e seus la\u00e7os solid\u00e1rios.<br \/>\nEucaristia, o amor faz-se servi\u00e7o. Vale a pena refor\u00e7ar o alcance social das nossas celebra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A eucaristia \u00e9 a celebra\u00e7\u00e3o da ceia do Senhor, ceia que Jesus realiza com os disc\u00edpulos a quem deixa este mandato: \u201cFazei isto em mem\u00f3ria de mim\u201d. \u00c9 a ceia do lava-p\u00e9s, da entrega livre por amor que vem a ser consumado no sacrif\u00edcio da cruz. \u00c9 a ceia do avental de servi\u00e7o mantido como [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-27774","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27774","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27774"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27774\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27775,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27774\/revisions\/27775"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27774"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27774"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27774"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}