{"id":27810,"date":"2018-04-13T16:33:00","date_gmt":"2018-04-13T16:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/?p=27810"},"modified":"2018-04-13T16:33:00","modified_gmt":"2018-04-13T16:33:00","slug":"exposicao-os-bispos-de-aveiro-e-santa-joana-inaugurada-no-museu-de-aveiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/exposicao-os-bispos-de-aveiro-e-santa-joana-inaugurada-no-museu-de-aveiro\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Os Bispos de Aveiro e Santa Joana&#8221; inaugurada no Museu de Aveiro"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/01_capa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-27807\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/01_capa.jpg\" alt=\"\" width=\"4500\" height=\"3000\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/01_capa.jpg 4500w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/01_capa-300x200.jpg 300w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/01_capa-768x512.jpg 768w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/01_capa-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 4500px) 100vw, 4500px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas salas para ver: duas sobre os Bispos de Aveiro e o \u201csantu\u00e1rio\u201d onde Joana de Portugal morreu. <\/strong><br \/>\n<strong>Objetos episcopais mostram diferentes ideias sobre o que \u00e9 ser Igreja.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o sobre \u201cos bispos de Aveiro e Santa Joana\u201d pretende \u201cser um di\u00e1logo entre a diocese e a sociedade\u201d, disse D. Ant\u00f3nio Moiteiro, na inaugura\u00e7\u00e3o, que decorreu na tarde de s\u00e1bado, 7 de abril.<br \/>\nO Bispo de Aveiro apontou dois grandes objetivos para a realiza\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o que assinala os 325 anos de beatifica\u00e7\u00e3o da princesa que escolheu Aveiro para seguir a vida religiosa: por um lado, contribuir para a causa da canoniza\u00e7\u00e3o; por outro, mostrar pe\u00e7as que n\u00e3o s\u00e3o conhecidas da maioria das pessoas e que revelam que a f\u00e9 vai fazendo cultura.<br \/>\nD. Ant\u00f3nio Moiteiro esclareceu que a beatifica\u00e7\u00e3o permite o culto de \u201cSanta\u201d Joana na diocese de Aveiro e na fam\u00edlia religiosa dos dominicanos, mas n\u00e3o em todo o lado. No entanto, estando convicto da dimens\u00e3o universal de Joana de Avis \u2013 \u201c\u00e9 assim que \u00e9 referida no processo em Roma\u201d, observou \u2013 considera que ela pode ser apresentada a toda a Igreja como estadista, monja dominicana ou membro de uma fam\u00edlia real que viveu com hero\u00edsmo a f\u00e9 crist\u00e3. Da\u00ed que a Diocese tenha decidido em junho passado avan\u00e7ar com o processo de canoniza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nQuanto ao aspeto cultural, os v\u00e1rios objetos dos bispos de Aveiro s\u00e3o uma concretiza\u00e7\u00e3o do relacionamento da f\u00e9 com a cultura, revelando cada um deles uma mensagem teol\u00f3gica. Nesta linha, foi deveras interessante ouvir na visita guiada as explica\u00e7\u00f5es, quer do diretor do Museu, quer do pr\u00f3prio Bispo de Aveiro. Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Rebocho Cristo mostrou alguns objetos e documentos dos Bispos da primeira fase da Diocese de Aveiro (s\u00e9c. XVIII e XX), incluindo o cub\u00edculo do coche do primeiro bispo, e notou, na sala dos bispos p\u00f3s-restaura\u00e7\u00e3o, como o material e a decora\u00e7\u00e3o das ins\u00edgnias episcopais mudaram com o II Conc\u00edlio do Vaticano (1963-1965), de um estilo mais rebuscado, com mais dourados e pedras preciosas, para um estilo de metais mais pobres, sem joias, de tra\u00e7os mais simples. Chegando ao bispo atual, o diretor do Museu passou-lhe a palavra \u2013 algo que n\u00e3o estava combinado \u2013 e D. Ant\u00f3nio Moiteiro p\u00f4de dar uma breve li\u00e7\u00e3o de teologia (ou uma catequese?) sobre os seus pr\u00f3prios s\u00edmbolos. Disse ele que, tendo escolhido como lema \u201c\u00c9 preciso que Jesus reine\u201d, quis que a mitra tivesse as letras gregas A (Alpha) e \u2126 (\u00d3mega), primeira e \u00faltima do alfabeto, para afirmar que Jesus \u00e9 que importa em todo o momento. As letras aparecem envolvidas nuns riscos que se assemelham a raios de sol, numa refer\u00eancia a Nossa Senhora. O b\u00e1culo, disse D. Ant\u00f3nio provocando alguns sorridos, tem uma ovelha na extremidade, \u201ce n\u00e3o uma serpente\u201d, e n\u00e3o est\u00e1 fechado sobre si pr\u00f3prio, como quase todos, mas aberto. Porqu\u00ea? Inspira-se no cajado dos pastores da Serra da Estrela, que o usam para puxar as ovelhas na altura de as ordenhar. A extremidade aberta n\u00e3o magoa as ovelhas.<br \/>\nAinda antes da visita guiada, D. Ant\u00f3nio Moiteiro real\u00e7ou que \u201ca f\u00e9 que n\u00e3o produz cultura \u00e9 uma f\u00e9 intimista, individualista, que n\u00e3o dialoga com a sociedade\u201d. \u201cN\u00e3o se entende a hist\u00f3ria do pa\u00eds, a hist\u00f3ria da Europa, sem a cultura crist\u00e3, sem a f\u00e9 que produz cultura\u201d, sendo a cultura \u201co que melhor define o que temos e somos\u201d.<br \/>\nA inaugura\u00e7\u00e3o contou com a presen\u00e7a de cerca de uma centena de pessoas e incluiu dois momentos musicais. O presidente da C\u00e2mara Municipal foi o primeiro a usar da palavra, para real\u00e7ar o Museu de Aveiro como \u201ccasa de toda a gente, casa de Santa Joana e dos bispos e que gosta de honrar a sua hist\u00f3ria\u201d. Ribau Esteves disse esperar que a exposi\u00e7\u00e3o seja valorizada por crentes e mesmo por \u201cn\u00e3o crentes que apreciam os valores da paz, da solidariedade, da confian\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p><strong>J.P.F.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div><strong>\u201cUso anel porque estou casado convosco\u201d<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Explicando que uma das salas da exposi\u00e7\u00e3o tem as ins\u00edgnias dos bispos p\u00f3s-restaura\u00e7\u00e3o (1938), a par com fotografias da prociss\u00e3o de Santa Joana e trajes da Irmandade, D. Ant\u00f3nio Moiteiro disse que a mitra \u2013 \u201cque \u00e9 desconfort\u00e1vel, pelo menos para mim\u201d, \u2013 simboliza a miss\u00e3o de ensinar dos bispos, enquanto o anel significa a alian\u00e7a com a comunidade diocesana que serve como pastor. \u201cH\u00e1 dias, na visita pastoral em Cacia, uma crian\u00e7a perguntou-me porque \u00e9 que uso anel\u201d, contou o Bispo de Aveiro. \u201c\u00c9 porque estou casado convosco\u201d, disse, para admira\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as. E explicou que tal como os casados usam a alian\u00e7a em sinal de uni\u00e3o e fidelidade, o Bispo usa um anel por causa da \u201calian\u00e7a com a Igreja da qual \u00e9 pastor\u201d.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tr\u00eas salas para ver: duas sobre os Bispos de Aveiro e o \u201csantu\u00e1rio\u201d onde Joana de Portugal morreu. 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