{"id":27819,"date":"2018-04-13T16:39:49","date_gmt":"2018-04-13T16:39:49","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/?p=27819"},"modified":"2018-04-13T16:39:49","modified_gmt":"2018-04-13T16:39:49","slug":"ressurreicao-ato-de-deus-que-nos-reconstroi-no-servico-e-na-alegria-transformadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ressurreicao-ato-de-deus-que-nos-reconstroi-no-servico-e-na-alegria-transformadora\/","title":{"rendered":"Ressurrei\u00e7\u00e3o: &#8220;Ato de Deus que nos reconstr\u00f3i no servi\u00e7o e na alegria transformadora&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_27820\" aria-describedby=\"caption-attachment-27820\" style=\"width: 2048px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Adora\u00e7\u00e3o-da-Cruz-na-Sexta-feira-Santa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-27820\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Adora\u00e7\u00e3o-da-Cruz-na-Sexta-feira-Santa.jpg\" alt=\"\" width=\"2048\" height=\"1356\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Adora\u00e7\u00e3o-da-Cruz-na-Sexta-feira-Santa.jpg 2048w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Adora\u00e7\u00e3o-da-Cruz-na-Sexta-feira-Santa-300x199.jpg 300w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Adora\u00e7\u00e3o-da-Cruz-na-Sexta-feira-Santa-768x509.jpg 768w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Adora\u00e7\u00e3o-da-Cruz-na-Sexta-feira-Santa-1024x678.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-27820\" class=\"wp-caption-text\">Adora\u00e7\u00e3o da Cruz,<br \/>na Sexta-feira Santa<\/figcaption><\/figure>\n<p>Recolhemos nesta p\u00e1gina algumas das palavras proferidas pelo Bispo de Aveiro na Quinta-feira Santa e na Vig\u00edlia Pascal. Na manh\u00e3 de Quinta-feira, na Missa Crismal, D. Ant\u00f3nio Moiteiro dirigiu-se principalmente ao clero. Lembrou di\u00e1conos, padres e bispos que faleceram e nomeou os que em 2018 comemoram jubileus. Aos presentes ofereceu a obra \u201cEst\u00edmulo de Pastores\u201d, de Frei Bartolomeu dos M\u00e1rtires, livro que \u201cfoi e continua a ser fonte de inspira\u00e7\u00e3o para todos quantos fomos chamados a identificar-nos com Cristo\u201d, disse. \u00c0 noite, D. Ant\u00f3nio Moiteiro centrou-se na presen\u00e7a de Jesus na Eucaristia e na descoberta do verdadeiro significado do gesto eucar\u00edstico da entrega. No S\u00e1bado de Aleluia, convidou os crist\u00e3os a abrirem-se \u00e0 ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, ato de Deus que \u201cnos (re)constr\u00f3i na totalidade, no servi\u00e7o e numa alegria transformadora\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div><strong>O centro da vida <\/strong><strong>dos ordenados<\/strong><br \/>\nCristo \u00e9, de facto, o centro da nossa vida, dos nossos trabalhos e dos nossos projetos: Ele \u00e9 o \u00abAlfa e o \u00d3mega, aquele que \u00e9, que era e que h\u00e1 de vir, o Todo-Poderoso\u00bb. Com Ele, \u201c\u00fanico pastor\u201d, n\u00e3o temos nada a temer. (\u2026)<br \/>\nNesta Quinta-Feira Santa, revemos a nossa identidade, as nossas dificuldades e possibilidades. A vida do padre est\u00e1 sujeita a muitas contradi\u00e7\u00f5es na sociedade em que vivemos, mesmo nas comunidades crist\u00e3s onde exercemos o nosso minist\u00e9rio: somos vistos como pessoas solit\u00e1rias, muitas vezes alheados das preocupa\u00e7\u00f5es do mundo de hoje, ou ent\u00e3o constru\u00edmos um estilo de vida bastante individual e pouco comunit\u00e1rio. Sentimos tamb\u00e9m, no interior de n\u00f3s mesmos, que h\u00e1 um div\u00f3rcio entre a vida e a f\u00e9, que o an\u00fancio do Evangelho, enquanto Boa Nova de salva\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 entendido por muitos que vivem \u00e0 nossa volta. O mesmo aconteceu com os ap\u00f3stolos de Jesus, que experimentaram os sinais de incompreens\u00e3o. Verifica-se uma certa incapacidade dos disc\u00edpulos para compreender e reconhecer os sinais de Jesus \u2013 sinal de que apesar de terem respondido ao seu chamamento, de o seguirem e de serem enviados por Ele, n\u00e3o os tornou disc\u00edpulos exemplares, uma vez que com a sua atitude, eles pr\u00f3prios se colocaram \u00e0 margem do projeto de Jesus; da\u00ed precisarem de ser curados por Ele.<br \/>\nOnde buscar for\u00e7as para sermos sal que d\u00ea sabor e luz que ilumine tantos dos nossos irm\u00e3os que andam afastados do projeto que Deus tem para a humanidade?<br \/>\n(\u2026) A dimens\u00e3o humana deve estar muito presente na nossa vida e na rela\u00e7\u00e3o com os nossos irm\u00e3os. S\u00f3 assim ser\u00e1 poss\u00edvel sermos sacerdotes de trato am\u00e1vel, aut\u00eanticos, leais, interiormente livres, afetivamente est\u00e1veis, capazes de nos dedicarmos aos outros com a alegria de sermos amados por Deus. A segunda dimens\u00e3o \u00e9 a da espiritualidade, a qual nunca se pode dar por adquirida. A consci\u00eancia da nossa identidade presbiteral n\u00e3o se mede por aquilo que fazemos, nem pelo modo como organizamos a vida das nossas par\u00f3quias, mas sim em sermos disc\u00edpulos verdadeiramente enamorados do Senhor, cuja vida e minist\u00e9rio se fundam na \u00edntima rela\u00e7\u00e3o com Deus e na configura\u00e7\u00e3o a Cristo, o Bom Pastor. Na companhia de Jesus, os disc\u00edpulos foram aprendendo algo mais que uns ensinamentos; foram adquirindo um estilo de vida e, a pouco a pouco, foram participando da sua miss\u00e3o. S\u00f3 depois de amadurecida a resposta e de fazer parte da sua nova fam\u00edlia, assumindo as mesmas atitudes e o mesmo estilo de vida, podem os disc\u00edpulos ser enviados a proclamar eficazmente a boa nova que Jesus anuncia, para que a vida de Deus se manifeste na vida do mundo.<br \/>\n<em>Missa Crismal, 29 de mar\u00e7o<\/em><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Comungar \u00e9 entregar-se<\/strong><br \/>\nA Eucaristia, que n\u00e3o se esgota na Missa, \u00e9 muito mais que o deixarmo-nos deslumbrar pela presen\u00e7a real de Cristo nas esp\u00e9cies eucar\u00edsticas do p\u00e3o e do vinho. Deve ajudar-nos a descobrir o verdadeiro significado do gesto eucar\u00edstico da entrega. Quem comunga e se torna um com Cristo une-se intimamente com cada irm\u00e3o e deve express\u00e1-lo no amor e no servi\u00e7o aos outros. A centralidade da Eucaristia na vida da Igreja \u00e9 atestada na fra\u00e7\u00e3o do p\u00e3o. \u00abAs nossas comunidades, quando celebram a Eucaristia, devem consciencializar-se cada vez mais de que o sacrif\u00edcio de Jesus \u00e9 por todos; e, assim, a Eucaristia impele todo o que acredita n\u2019Ele a fazer-se \u201cp\u00e3o repartido\u201d para os outros e, consequentemente, a empenhar-se por um mundo mais justo e fraterno. Como sucedeu na multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es e dos peixes, temos de reconhecer que Cristo continua, ainda hoje, a exortar os seus disc\u00edpulos a empenharem-se pessoalmente: \u201cDai-lhes v\u00f3s de comer\u201d (Mt 14,16)\u00bb (Sacramentum Caritatis 88).<br \/>\nO Congresso Eucar\u00edstico Diocesano, que vamos celebrar entre 31 de maio e 3 de junho, exige que aprofundemos a rela\u00e7\u00e3o que existe entre o mist\u00e9rio eucar\u00edstico, a a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica e o novo culto espiritual que deriva da Eucaristia enquanto sacramento da caridade. Da\u00ed a necessidade de empreender iniciativas que levem a despertar e aumentar a f\u00e9 eucar\u00edstica, melhorar o cuidado das celebra\u00e7\u00f5es e promover a adora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, para encorajar uma real caridade que, partindo da Eucaristia, atinja os necessitados.<br \/>\nJesus Cristo continua a olhar-nos com amor e conta com o nosso testemunho e compromisso transformador, abrindo-nos ao mist\u00e9rio de uma vida gratuitamente oferecida por amor.<br \/>\nMissa da Ceia do Senhor,<br \/>\n<em>29 de mar\u00e7o<\/em><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Alegria que ressoa em toda a terra<\/strong><br \/>\nA ressurrei\u00e7\u00e3o do crucificado n\u00e3o \u00e9 ideia de um homem, mas sim um ato de Deus. (\u2026) O t\u00famulo vazio \u00e9 um sinal que expressa a realidade da ressurrei\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o \u00e9 a principal fonte da f\u00e9 na ressurrei\u00e7\u00e3o. Exige a experi\u00eancia pessoal e comunit\u00e1ria de Cristo vivo e a revela\u00e7\u00e3o, fruto da a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, que nos permite identificar o Ressuscitado com o Crucificado.<br \/>\nA ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo n\u00e3o se limita \u00e0 reanima\u00e7\u00e3o de um cad\u00e1ver (como por exemplo na reanima\u00e7\u00e3o do filho da vi\u00fava de Na\u00edm, ou de L\u00e1zaro, ou da filha de Jairo), mas \u00e9 muito mais: \u00c9 voltar \u00e0 vida para sempre, um estado totalmente novo, transcendente.<br \/>\nA ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus acontece no terceiro dia e com esta express\u00e3o queremos indicar que se trata de uma Ressurrei\u00e7\u00e3o do final dos tempos, transcendente e para toda a humanidade.<br \/>\nJesus Cristo morto e ressuscitado, que nos (re)constr\u00f3i na totalidade, no servi\u00e7o e numa alegria transformadora \u00e9 um bem precioso que temos de partilhar com os outros. Temos o dever de partilhar o sentido e a alegria da vida, que nasce do encontro com Ele. (\u2026)<br \/>\nHoje como ontem, a presen\u00e7a de Cristo Ressuscitado continua a interpelar cada um de n\u00f3s e a pr\u00f3pria humanidade: Que sentido tem a morte? O que \u00e9 que existe depois da morte?<br \/>\nJesus tinha dado a resposta nas v\u00e1rias ressurrei\u00e7\u00f5es realizadas ao longo da sua vida p\u00fablica, mas agora d\u00e1 uma resposta definitiva: depois da morte h\u00e1 uma vida sem fim, feliz, para sempre e para todos. Esta \u00e9 a mensagem desta noite, mensagem que ressoa em toda a terra e que n\u00f3s, os disc\u00edpulos de Jesus, estamos chamados a anunciar.<br \/>\n<em>Vig\u00edlia Pascal, <\/em><br \/>\n<em>31 de mar\u00e7o &#8211; 1 de abril<\/em><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Recolhemos nesta p\u00e1gina algumas das palavras proferidas pelo Bispo de Aveiro na Quinta-feira Santa e na Vig\u00edlia Pascal. 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