{"id":2817,"date":"2010-10-27T10:46:00","date_gmt":"2010-10-27T10:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2817"},"modified":"2010-10-27T10:46:00","modified_gmt":"2010-10-27T10:46:00","slug":"o-estado-do-meu-umbigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-estado-do-meu-umbigo\/","title":{"rendered":"O Estado&#8230; do meu umbigo!"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> J\u00e1 n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que abordamos a \u201cQuest\u00e3o do Estado\u201d!<\/p>\n<p>Por\u00e9m, numa altura que colhemos os malef\u00edcios destas armadilhas que o Estado \u00e9, temos de rever o paradigma de organiza\u00e7\u00e3o das pessoas num determinado territ\u00f3rio. Entre imensos elementos de fundamenta\u00e7\u00e3o desta ideia, recorremos a um artigo, de 2006, do Prof. Boaventura Sousa Santos, que diz que \u201ca rela\u00e7\u00e3o do Estado com os cidad\u00e3os \u00e9 complexa porque, ao contr\u00e1rio do que pretende a teoria liberal, o Estado n\u00e3o reconhece apenas cidad\u00e3os, reconhece tamb\u00e9m os grupos e classes sociais a que eles pertencem. Como estes grupos e classes t\u00eam uma capacidade muito diferenciada de influenciar o Estado, a igualdade dos cidad\u00e3os perante o direito e o Estado \u00e9 meramente formal e esconde desigualdades por vezes gritantes\u201d.<\/p>\n<p>As desigualdades gritantes \u00e9 que desmotivam a nossa motiva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas esta demiss\u00e3o, ou aparente desinteresse pelas mat\u00e9rias de todos, tem mais a ver com o posicionamento de cada um face ao bem comum (esse ser\u00e1 o valor absoluto das organiza\u00e7\u00f5es do Estado) do que com a boa ou m\u00e1 gest\u00e3o que se faz da \u201ccoisa p\u00fablica\u201d.<\/p>\n<p>Quando Kennedy, no discurso da tomada de posse, em 20 de Janeiro de 1961, como que declinou o compromisso do pa\u00eds sobre cada um acentuando o que cada um deve fazer (\u201cn\u00e3o pergunte o que a Am\u00e9rica pode fazer por cada um. Pergunte o que \u00e9 que cada um poder fazer pelo pa\u00eds\u201d) colocou a diacronia da hist\u00f3ria social e pol\u00edtica num novo itiner\u00e1rio, num novo percurso, aquele que nos falta fazer.<\/p>\n<p>O individualismo do momento esgotou energias, liquidou recursos. Se n\u00e3o temos futuro de outra maneira, s\u00f3 falta unirmo-nos para tra\u00e7ar algo que nos d\u00ea dignidade e outra forma \u00e0 nossa exist\u00eancia.<\/p>\n<p>S\u00f3 h\u00e1 um caminho, o de trabalhar de forma resoluta.<\/p>\n<p>Como?<\/p>\n<p>Cinco passos para sairmos disto:<\/p>\n<p>Primeiro, retirar os olhos do umbigo!<\/p>\n<p>Segundo, predispor-se a fazer o que menos custa para chegar longe: saber ler e saber mais!<\/p>\n<p>Terceiro, escolher os que t\u00eam mais capacidade para governar!<\/p>\n<p>Quarto, aceitar ser governado! Ter o direito de ter deveres!<\/p>\n<p>Quinto, discordar mas nunca voltar para tr\u00e1s, isto \u00e9, abdicar de vencer os quatro passos anteriores. <\/p>\n<p>\u00c9 que isto que \u00e9 de todos \u00e9 tratado (erradamente) como se n\u00e3o fosse de ningu\u00e9m! E, se n\u00e3o conseguirmos ver o que ganhamos todos por trabalhar mais, por ser mais Estado, pelo menos tenhamos consci\u00eancia do que perdemos todos ao fazer pouco.<\/p>\n<p>Ao Estado queremos dar pouco e mal, do Estado queremos tudo, e do bom e do melhor!<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 <\/p>\n<p>&#8230; pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-2817","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2817","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2817"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2817\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2817"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2817"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2817"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}