{"id":2834,"date":"2010-11-03T09:19:00","date_gmt":"2010-11-03T09:19:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2834"},"modified":"2010-11-03T09:19:00","modified_gmt":"2010-11-03T09:19:00","slug":"mes-de-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/mes-de-vida\/","title":{"rendered":"M\u00eas de vida"},"content":{"rendered":"<p>O m\u00eas de Novembro \u00e9 marcado, na piedade crist\u00e3, pela refer\u00eancia predominante da morte. Valer\u00e1 a pena perguntarmo-nos se, pela forma como o vivemos e anunciamos, constituir\u00e1 testemunho cred\u00edvel para os n\u00e3o crentes ou afastados.<\/p>\n<p>A leg\u00edtima saudade daqueles que nos precederam pode tornar-se uma doentia lamenta\u00e7\u00e3o do limite humano, sem horizonte de Esperan\u00e7a. \u00c9 f\u00e1cil perceber que assim acontece muitas vezes, persistindo uma interior mas profunda revolta contra a nossa mortalidade. <\/p>\n<p>Na obscuridade do sil\u00eancio e separa\u00e7\u00e3o que a morte traz, buscam-se todas as formas de um imposs\u00edvel contacto sens\u00edvel. Em meio de nebulosa rela\u00e7\u00e3o espiritual, mistura-se a media\u00e7\u00e3o do mais inacredit\u00e1vel, para superar a verdade da morte, que \u00e9 esse sil\u00eancio profundo e separa\u00e7\u00e3o insuper\u00e1vel.<\/p>\n<p>Intimamente, possui-nos o desejo de ser como deuses. E, como o n\u00e3o conseguimos, resvalamos para d\u00favidas que n\u00e3o esclarecemos, envolvemo-nos em sincretismos religiosos nada edificantes.<\/p>\n<p>Jesus Cristo, crucificado e morto, \u00e9 o \u00fanico caminho para acolhermos a dureza do sofrimento e da morte. Tamb\u00e9m n\u00f3s querer\u00edamos um deus que magicamente nos tornasse divinos e imunes ao sofrimento e \u00e0 morte. Mas o Verbo de Deus incarnou precisamente para assumir toda esta nossa fragilidade e mortalidade e nos abrir, pela Sua ressurrei\u00e7\u00e3o, as portas da vida sem limites, sem dor, sem sofrimento, sem l\u00e1grimas, a vida da abund\u00e2ncia divina, como no-la descreve o profeta Isa\u00edas: o banquete de manjares suculentos!<\/p>\n<p>Pregamos Jesus Cristo crucificado, loucura para os n\u00e3o crentes, que s\u00f3 acreditariam num deus que nos fizesse imortais e perfeitos neste mundo, dentro dos limites da hist\u00f3ria, do espa\u00e7o e do tempo, como se a pessoa humana subsistisse sem Deus.<\/p>\n<p>\u00c9 a\u00ed, \u00e9 nEle, que por n\u00f3s padeceu, morreu e foi sepultado, mas ressuscitou, que encontramos raz\u00f5es da nossa Esperan\u00e7a. E s\u00f3 a partir desta convic\u00e7\u00e3o vivida \u00e9 que o nosso relacionamento com os entes queridos que partiram tem sentido e ganha forma.<\/p>\n<p>A certeza de que muitos deles foram dos santos an\u00f3nimos, que celebramos a par dos fi\u00e9is defuntos, anima-nos, estimulados pelo seu exemplo e certos da sua proximidade que nos apoia. A caridade crist\u00e3 tem a certeza de que, sendo n\u00f3s uma Fam\u00edlia, um s\u00f3 Corpo, a nossa ora\u00e7\u00e3o ser\u00e1 de aux\u00edlio \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o definitiva para os que est\u00e3o nesse caminho.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, Novembro ser\u00e1 m\u00eas da Vida: da f\u00e9 na Vida que nos vem de Cristo; da esperan\u00e7a de que a morte \u00e9 a porta para a Vida! <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O m\u00eas de Novembro \u00e9 marcado, na piedade crist\u00e3, pela refer\u00eancia predominante da morte. 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