{"id":2914,"date":"2010-11-10T09:30:00","date_gmt":"2010-11-10T09:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2914"},"modified":"2010-11-10T09:30:00","modified_gmt":"2010-11-10T09:30:00","slug":"uma-chave-diferente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/uma-chave-diferente\/","title":{"rendered":"Uma chave diferente"},"content":{"rendered":"<p>O nome ocupa, merecidamente, um dos lugares proeminentes no rol dos escritores do s\u00e9culo XX. Gilbert K. Chesterton fez um percurso espiritual que &#8211; ele pr\u00f3prio o confessa &#8211; nasce na ortodoxia ateia, passa por um agnosticismo perfeito, convive algum tempo com o pessimismo contempor\u00e2neo, tenta a sa\u00edda por uma \u201crudimentar teoria m\u00edstica\u201d, para desaguar progressivamente no acolhimento do desafio da f\u00e9 cat\u00f3lica.<\/p>\n<p>Delicia qualquer mente sequiosa de verdade percorrer os escritos deste luminar da pena e do pensamento! Sobretudo em tempos de feroz guerrilha dos defensores de uma falsa liberdade, estropiada e menos que med\u00edocre, com a verdade do homem, a qual a Igreja cat\u00f3lica nos prop\u00f5e na pessoa de Jesus Cristo. Confronto vis\u00edvel, nos \u00faltimos dias, durante a visita de Bento XVI a Santiago de Compostela e Barcelona.<\/p>\n<p>Breves cita\u00e7\u00f5es nos permitem perceber a profundidade das suas convic\u00e7\u00f5es. A come\u00e7ar por esta: \u201cOs primeiros crist\u00e3os eram pessoas que possu\u00edam uma chave diferente de todas as outras, (\u2026), aquela que podia abrir, nada mais, nada menos do que a pris\u00e3o do mundo inteiro, para sair para o dia luminosos da liberdade\u201d.<\/p>\n<p>Sem receios de p\u00f4r frente a frente a raz\u00e3o e a f\u00e9, tem express\u00f5es lapidares, de rara beleza e indiscut\u00edvel densidade: \u201cPara entrar na Igreja \u00e9 preciso tirar o chap\u00e9u, n\u00e3o a cabe\u00e7a\u201d. E denuncia a pervers\u00e3o dos nossos dias: \u201cO homem est\u00e1 feito para duvidar de si mesmo, n\u00e3o para duvidar da verdade. Hoje, por\u00e9m, inverteram-se os pap\u00e9is\u201d. N\u00e3o tem retic\u00eancias em dizer: \u201cQuando perdemos a f\u00e9, perdemos tamb\u00e9m a raz\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Quando o cen\u00e1rio europeu nos pode deixar \u00e0 beira de um pessimismo irrecuper\u00e1vel, vale a pena semear a esperan\u00e7a com mais algumas das suas palavras: \u201cO cristianismo morreu muitas vezes, mas ressuscitou outras tantas. Pelo menos, renasceu na Europa em cinco ocasi\u00f5es: com os arianos e os albigenses, com os humanistas c\u00e9pticos, depois de Voltaire e antes de Darwin. Cinco revolu\u00e7\u00f5es que lan\u00e7aram a f\u00e9 aos c\u00e3es; e, em cada um dos casos, a f\u00e9 n\u00e3o pereceu, embora tenham perecido os c\u00e3es\u201d. <\/p>\n<p>Optimismo contagiante, bebido em quem veio do colete de for\u00e7as da ortodoxia ateia para a f\u00e9 cat\u00f3lica, onde sente \u201ca brisa da liberdade numa terra maravilhosa\u201d. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O nome ocupa, merecidamente, um dos lugares proeminentes no rol dos escritores do s\u00e9culo XX. Gilbert K. Chesterton fez um percurso espiritual que &#8211; ele pr\u00f3prio o confessa &#8211; nasce na ortodoxia ateia, passa por um agnosticismo perfeito, convive algum tempo com o pessimismo contempor\u00e2neo, tenta a sa\u00edda por uma \u201crudimentar teoria m\u00edstica\u201d, para desaguar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-2914","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2914","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2914"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2914\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2914"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2914"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2914"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}