{"id":2917,"date":"2010-11-10T09:41:00","date_gmt":"2010-11-10T09:41:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2917"},"modified":"2010-11-10T09:41:00","modified_gmt":"2010-11-10T09:41:00","slug":"congregacao-das-irmas-dominicanas-de-santa-catarina-de-sena-em-aveiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/congregacao-das-irmas-dominicanas-de-santa-catarina-de-sena-em-aveiro\/","title":{"rendered":"Congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s Dominicanas de Santa Catarina de Sena em Aveiro"},"content":{"rendered":"<p>Consagradas na Diocese de Aveiro &#8211; 8 <!--more--> A Congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s Dominicanas de Santa Catarina de Sena foi fundada por uma portuguesa, natural de Lisboa, bem corajosa, que empenhou toda a sua vida ao servi\u00e7o do bem. Filha dos Condes de Rio Maior, nasceu em 4 de Setembro de 1837, recebendo o nome de Teresa Rosa Fernanda de Saldanha Oliveira e Sousa.<\/p>\n<p>Seguindo o exemplo de sua m\u00e3e, dedicou-se ao servi\u00e7o e instru\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e jovens desprotegidas, criando a Obra das Meninas Pobres. Sentiu profundamente a necessidade de \u201clevantar\u201d o seu pa\u00eds a n\u00edvel material, cultural, e espiritual. Para isso pensou na funda\u00e7\u00e3o de uma Congrega\u00e7\u00e3o que tivesse por patronos Domingos de Gusm\u00e3o (1170-1221), fundador dos dominicanos &#8211; muito da sua devo\u00e7\u00e3o e de toda a fam\u00edlia Saldanha &#8211; e Catarina de Sena (1347-1380), dominicana que se empenhou no regresso do Papa a Roma (deixando Avinh\u00e3o), doutora da Igreja e co-padoeira da Europa. <\/p>\n<p>As primeiras vocacionadas para a Congrega\u00e7\u00e3o, dada a situa\u00e7\u00e3o anticlerical do nosso pa\u00eds, foram fazer o noviciado \u00e0 Irlanda, donde regressaram j\u00e1 com os votos, em 13 de Novembro de 1868, formando a primeira comunidade religiosa feminina em Lisboa. Estava fundada a Congrega\u00e7\u00e3o: grande aventura para uma \u00e9poca em que tinham sido expulsos do pa\u00eds tantos religiosos\/as. As Irm\u00e3s foram aumentando em n\u00famero e, em aten\u00e7\u00e3o a uma das preocupa\u00e7\u00f5es da Madre fundadora, come\u00e7aram a ocupar os conventos abandonados em Lisboa e n\u00e3o s\u00f3, para n\u00e3o serem profanados. <\/p>\n<p>A Congrega\u00e7\u00e3o espalhou-se em Portugal e tamb\u00e9m se expandiu no Brasil, em \u00c1frica, em Timor e na Alb\u00e2nia, onde as Irm\u00e3s servem os mais carenciados e trabalham em locais de fronteira, tendo em mente a prece de Santa Catarina de Sena: \u00abSenhor, dilatai o meu cora\u00e7\u00e3o \u00e0 medida do universo\u00bb.<\/p>\n<p>Relativamente a Aveiro, ela bem sabia da situa\u00e7\u00e3o do extinto Convento de Jesus. Neste local, em 18 de Maio de 1874, foi iniciado o Col\u00e9gio de Santa Joana, confiado a D. Leonor Ang\u00e9lica Cardoso de Lemos &#8211; tamb\u00e9m chamada \u201ca escola das pupilas\u201d. A pedido do Bispo de Coimbra, D. Manuel Correia de Bastos Pina, Teresa de Saldanha enviou Irm\u00e3s em 10 de Novembro de 1884 para este Col\u00e9gio, ap\u00f3s conversa\u00e7\u00f5es com D. Leonor Ang\u00e9lica. Completam-se hoje 126 anos. Desde esta data as Irm\u00e3s assumiram a orienta\u00e7\u00e3o do Col\u00e9gio de Santa Joana, tendo como Prioresa a Madre Maria In\u00eas Champalimaud Duff, que dirigiu proficientemente o dito estabelecimento de ensino at\u00e9 \u00e0 data da sua morte (Dezembro de 1909), vocacionado para a forma\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o de meninas internas e externas. <\/p>\n<p>O povo de Aveiro a princ\u00edpio reagiu mal, mas o empenho das Irm\u00e3s e sobretudo a bondade da Madre In\u00eas Duff depressa cativaram as gentes do Vouga. Quando a Madre partiu, em odor de santidade, diziam: \u00abMorreu a m\u00e3e dos pobres\u00bb. Est\u00e1 sepultada no Cemit\u00e9rio Central. <\/p>\n<p>Este Col\u00e9gio acabou por ser for\u00e7adamente extinto pelas leis da Rep\u00fablica, em 8 de Outubro de 1910. No dizer de Marques Gomes, \u00abo Col\u00e9gio, sendo um dos primeiros do pa\u00eds, \u00e9 o assombro de todos os que de longe e de perto o visitam\u00bb. As Dominicanas acabaram por deixar o edif\u00edcio a 18 de Outubro de 1910. Posteriormente foi transformado em Museu, at\u00e9 aos nossos dias.<\/p>\n<p>Com a Rep\u00fablica, tudo se complicou, mas, assim diz a Escritura Sagrada: \u00abO zelo da Tua Casa me devorou\u00bb. E foi o zelo do ilustre aveirense D. Jo\u00e3o de Lima Vidal, ent\u00e3o Bispo de Aveiro, que em 1953 chamou de novo a nossa Congrega\u00e7\u00e3o para esta cidade, agora para orientar um Lar Feminino, que, pelo seu car\u00e1cter social, acolhia toda a esp\u00e9cie de raparigas estudantes e empregadas. A primeira Prioresa foi a Madre Maria de S. Jo\u00e3o Evangelista de Lima Vidal, irm\u00e3 de sangue do referido Bispo. Ambos conheceram, privaram e admiraram a Madre Fundadora, embora esta j\u00e1 tivesse falecido em 8 de Janeiro de 1916. As Irm\u00e3s tamb\u00e9m colaboravam em actividades apost\u00f3licas: pastoral juvenil vocacional, catequ\u00e9tica, visita a idosos e doentes, etc. Nos anos 80, a pedido de D. Manuel de Almeida Trindade, Bispo de Aveiro, uma Irm\u00e3 da Comunidade dedicou-se a tempo inteiro \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o dos estudos, por meio da Tele-escola, no Semin\u00e1rio Diocesano de Calv\u00e3o. Outras tamb\u00e9m deram aulas de Moral, Portugu\u00eas e Franc\u00eas, na Escola Secund\u00e1ria de Jos\u00e9 Est\u00eav\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 em 1993, a nossa actividade canalizou-se sobretudo para o acompanhamento e forma\u00e7\u00e3o de meninas universit\u00e1rias num lar acad\u00e9mico. Entretanto, como os tempos, as mentalidades e as necessidades v\u00e3o mudando, em 2004 terminou a val\u00eancia acad\u00e9mica para recebermos e cuidarmos das nossas Irm\u00e3s mais doentes ou idosas, sobretudo da Prov\u00edncia portuguesa; e ainda, para colaborarmos na nossa par\u00f3quia em alguns trabalhos apost\u00f3licos tais como: ministros extraordin\u00e1rios da Comunh\u00e3o e visitas a doentes no domic\u00edlio; apoio religioso e humano do Centro de Dia das Florinhas do Vouga; arranjo da capela e alfaias lit\u00fargicas do Hospital do Infante D. Pedro; anima\u00e7\u00e3o do ter\u00e7o di\u00e1rio e da Eucaristia semanal na nova igreja do Bairro de Santiago; recep\u00e7\u00e3o de grupos de reflex\u00e3o da Diocese e de v\u00e1rios pontos do pa\u00eds. Fazemos o poss\u00edvel por p\u00f4r em pr\u00e1tica um dos lemas mais queridos da nossa Fundadora: \u00abFazer o bem, sempre\u00bb.<\/p>\n<p>Irm\u00e3s Dominicanas de Santa Catarina de Sena<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Consagradas na Diocese de Aveiro &#8211; 8<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70],"tags":[],"class_list":["post-2917","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diocese"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2917","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2917"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2917\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2917"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2917"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2917"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}