{"id":2924,"date":"2010-11-10T09:57:00","date_gmt":"2010-11-10T09:57:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2924"},"modified":"2010-11-10T09:57:00","modified_gmt":"2010-11-10T09:57:00","slug":"esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/esperanca\/","title":{"rendered":"Esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 55 <!--more--> Nestes anos diocesanos de prepara\u00e7\u00e3o para o jubileu do restauro da Diocese de Aveiro, cada etapa fala-nos de Esperan\u00e7a. N\u00e3o se trata de recordar um passado, mas de nos prepararmos \u2013 os que l\u00eaem este artigo e a nossa diocese \u2013, sob o impulso desse passado, para o futuro, em que, correspondendo ao apelo do Papa no Reino Unido, h\u00e1 semanas, somos chamados a ser os santos canoniz\u00e1veis do s\u00e9culo XXI. Esperamos atingir a santidade. Como comunidade. Como indiv\u00edduos. Correspondendo ao plano amoroso do Pai, em seu Filho Jesus Cristo.<\/p>\n<p>A esperan\u00e7a define-se como desejo confiado. Desejamos e confiamos que vamos obter o objecto deste nosso desejo. A esperan\u00e7a, como a f\u00e9, existe no \u00e2mbito meramente humano. Todos os dias acreditamos que vamos alcan\u00e7ar o que desejamos e lutamos por isso.<\/p>\n<p>Na nossa vida, no essencial, que \u00e9 o nosso destino \u00faltimo, s\u00f3 h\u00e1 uma esperan\u00e7a: alcan\u00e7ar Jesus Cristo. Melhor: sermos alcan\u00e7ados por Ele, como S. Paulo diz que lhe aconteceu a ele. Jesus \u00e9 a meta da nossa vida. \u00c9 a plenitude da vida que pretendemos alcan\u00e7ar quando depositamos em Jesus a nossa esperan\u00e7a. Desejamos possuir os bens prometidos, que a morte n\u00e3o consegue apagar, como promessa, como meta, como recompensa. Os bens prometidos s\u00e3o a posse de Deus, sem perigo de o perder. Quem tem Deus tem tudo. Por isso, queremos Deus\u2026 ainda que muitos, por n\u00e3o aceitarem o desafio de o querer, n\u00e3o entendam os que O querem.<\/p>\n<p>Acreditar n\u00e3o \u00e9 c\u00f3modo. Esperar, por vezes como Abra\u00e3o, contra toda a esperan\u00e7a, n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil. Temos momentos muito nublados em que temos de mostrar a autenticidade da nossa vida e da nossa f\u00e9, continuando a crer que Deus continua fiel \u00e0s suas promessas. Foi isto que animou a f\u00e9 do Povo de Deus na sua caminhada para a p\u00e1tria prometida, ao longo das p\u00e1ginas da B\u00edblia. Isto animou os m\u00e1rtires do cristianismo ao longo de 21 s\u00e9culos. Isto animou e anima a fidelidade de todos os que acreditamos na praia que est\u00e1 na outra margem.<\/p>\n<p>No meio das tempestades da vida, das noites escuras, das d\u00favidas e dos traumas, da doen\u00e7a e do luto, n\u00f3s continu\u00e1mos certos de que o guia da nossa f\u00e9 tem poder para nos dar o que prometeu.<\/p>\n<p>Ouvi certo dia e creio que \u00e9 verdade que, quando em coisas boas e l\u00edcitas sentimos um desejo de alcan\u00e7ar algo e esse desejo nos anima a caminhar e \u00e9 constante nas nossas ac\u00e7\u00f5es e ora\u00e7\u00f5es, \u00e9 porque Deus nos quer dar o que desejamos. S\u00f3 temos que confiar. E que a oferta de Deus n\u00e3o se mede por categorias do tempo e do espa\u00e7o. Mede-se no que se chama o tempo e o espa\u00e7o de Deus, bem diferente das nossas categorias: \u201cMil anos para Deus s\u00e3o como o dia de ontem que j\u00e1 passou\u201d. Por isso, educar na esperan\u00e7a da vida eterna ensina o homem a ter princ\u00edpios e maneiras, pois para alcan\u00e7ar o que desejamos n\u00e3o podemos desmerecer a recompensa prometida. Da\u00ed entendermos o grito dorido de Nossa Senhora em F\u00e1tima no dia 13 de Outubro de 1917: \u201cN\u00e3o ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que j\u00e1 est\u00e1 muito ofendido\u201d. Ou o seu conselho em Can\u00e1: \u201cFazei tudo o que o meu filho vos disser\u201d.<\/p>\n<p>Coragem, pois como disse Santa Teresa de Jesus, \u201cnada te perturbe; nada te espante; tudo passa; Deus n\u00e3o muda. A paci\u00eancia tudo alcan\u00e7a. Quem a Deus tem nada lhe falta. S\u00f3 Deus basta\u201d.<\/p>\n<p>P.e Vitor Espadilha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 55<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-2924","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2924","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2924"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2924\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2924"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2924"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2924"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}