{"id":30,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=30"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"epilepsia-infantl","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/epilepsia-infantl\/","title":{"rendered":"Epilepsia infantl"},"content":{"rendered":"<p>Defici\u00eancias <!--more--> A epilepsia ocorre com maior frequ\u00eancia na crian\u00e7a e no adolescente \u2013 cerca de 50 por cento das crises epil\u00e9pticas aparecem antes dos 10 anos e 70 por cento antes dos 20. Esta incid\u00eancia  nestas faixas et\u00e1rias significa que alguns sujeitos obt\u00eam a cura.<\/p>\n<p>A epilepsia caracteriza-se pela ocorr\u00eancia de crises repetitivas, de aspecto cl\u00ednico e el\u00e9ctrico vari\u00e1vel \u2013 aus\u00eancias (perda de contacto com o real, retomando a actividade no ponto onde a interrompeu), perda de consci\u00eancia, com ou sem grito; crises motoras, (convuls\u00f5es, perda de for\u00e7a muscular, perda de movimentos, automatismos).<\/p>\n<p>Actualmente descrevem-se tr\u00eas tipos de epilepsias (generalizadas prim\u00e1rias; secund\u00e1rias generalizadas; parciais ou focais).<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico \u00e9 cl\u00ednico, (avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e por electroencefalograma) e o tratamento tem indica\u00e7\u00e3o medicamentosa. Por vezes s\u00e3o indicadas reeduca\u00e7\u00e3o psicomotora e estrat\u00e9gias de relaxa\u00e7\u00e3o, bem como interven\u00e7\u00e3o educacional e psicoterap\u00eautica.<\/p>\n<p>As crises epil\u00e9pticas, sobretudo as mais aparatosas, conduzem a uma fantasm\u00e1tica social muito rica, afectando a crian\u00e7a e a sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o podermos considerar uma personalidade pr\u00f3pria da pessoa com epilepsia, torna-se \u00f3bvio que uma doen\u00e7a em que o curso do pensamento \u00e9 bruscamente interrompido, com um grande impacto social, obrigando a medica\u00e7\u00e3o e outros cuidados m\u00e9dicos, por vezes com perturba\u00e7\u00f5es associadas, conduz a algumas especificidades. Muitas das caracter\u00edsticas registadas podem ser com-preendidas como defesas. Estas crian\u00e7as sentem-se fragilizadas pelas crises, com uma auto-imagem corporal amea\u00e7ada e com sentimentos de perda (de consci\u00eancia, de controle, de rela\u00e7\u00e3o). Surgem ent\u00e3o alguns tra\u00e7os de personalidade, nomeadamente a imaturidade, a irritabilidade, a impulsividade, a variabilidade de humor,  a agressividade social e a forte liga\u00e7\u00e3o ao concreto.<\/p>\n<p>As fam\u00edlias das crian\u00e7as com epilepsia apresentam frequentemente algumas perturba\u00e7\u00f5es, desde uma excessiva superprotec\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o, \u00e0 depress\u00e3o, ao medo e vergonha de uma causa heredit\u00e1ria quando existem antecedentes familiares.<\/p>\n<p>A excessiva protec\u00e7\u00e3o conduz muitas vezes ao impedimento da crian\u00e7a praticar diversas actividades, nomeadamente desportivas, pelo medo do perigo associado \u00e0s crises.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m de diminuir as oportunidades de lazer, a crian\u00e7a v\u00ea limitadas as suas possibilidades de desenvolvimento social, aumentado o seu n\u00edvel de depend\u00eancia e a sensa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a doente.<\/p>\n<p>\u00c9 importante existir apoio para as fam\u00edlias com o objectivo de que estas se sintam acolhidas nos seus medos e ang\u00fastias (as crises s\u00e3o muitas vezes assustadoras). Ap\u00f3s o choque inicial, precisam de ser devidamente informadas e orientadas para se organizarem no sentido de cuidar da crian\u00e7a com epilepsia, em fun\u00e7\u00e3o de construir um futuro o mais normalizado poss\u00edvel e n\u00e3o em torno da doen\u00e7a. Poder\u00e3o ser fundamentais associa\u00e7\u00f5es ou grupos de apoio e auto-ajuda, preferencialmente com o recurso de t\u00e9cnicos especializados.<\/p>\n<p>O rendimento escolar destas crian\u00e7as muitas vezes \u00e9 afectado, devido a dist\u00farbios associados ou a efeitos secund\u00e1rios da medica\u00e7\u00e3o (por exemplo, instabilidade e excita\u00e7\u00e3o ou lentifica\u00e7\u00e3o), pelo que merecem uma interven\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, adequada \u00e0 sua problem\u00e1tica, que lhes permita ultrapassar as dificuldades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Defici\u00eancias<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-30","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}