{"id":3023,"date":"2010-11-03T10:30:00","date_gmt":"2010-11-03T10:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3023"},"modified":"2010-11-03T10:30:00","modified_gmt":"2010-11-03T10:30:00","slug":"yo-no-creo-em-brujas-pero-que-las-hay-las-hay","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/yo-no-creo-em-brujas-pero-que-las-hay-las-hay\/","title":{"rendered":"Yo no creo em brujas, pero que las hay, las hay!"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Os tempos que vivemos s\u00e3o mais importantes pela matriz que o calend\u00e1rio apresenta sobre os dias 1 e 2 de Novembro, com uma express\u00e3o generalizada na Europa a partir dos s\u00e9culos VII e VIII  como dia de Todos os Santos, e, a partir do s\u00e9culo X, oficializado nos s\u00e9culos XIV\/XV, o dia dos que \u201cdeixaram de exercer a sua fun\u00e7\u00e3o\u201d (terrena), os Fi\u00e9is Defuntos. Da\u00ed, fazermos esta ressalva no p\u00f3rtico deste apontamento.<\/p>\n<p>Mas estes dias, dando lugar \u00e0 miscigena\u00e7\u00e3o de culturas, s\u00e3o precedidos pela noite do 31 de Outubro, o Halloween anglo-sax\u00f3nico.<\/p>\n<p>Ter\u00e1 origem no festival do calend\u00e1rio celta da Irlanda, o festival de \u201cSamhain\u201d, celebrado entre 30 de Outubro e 2 de Novembro, que marcava o fim do Ver\u00e3o (samhain significa literalmente \u201cfim do ver\u00e3o\u201d).  Seriam festividades marcadas pelo druidismo; o conhecimento e uma certa religiosidade natural associada a interpreta\u00e7\u00f5es da muta\u00e7\u00e3o e explica\u00e7\u00e3o das origens da vida. Com a romaniza\u00e7\u00e3o, estas festividades tomaram como refer\u00eancia os ritos de passagem, da morte, associados aos momentos mais ocultos da vida.<\/p>\n<p>O cristianismo redimensionou a evoca\u00e7\u00e3o assumindo-a como vespertina ou vig\u00edlia. Na tradu\u00e7\u00e3o para o ingl\u00eas, esta vig\u00edlia (Vig\u00edlia de Todos os Santos), traduz-se em  \u201cAll Hallow\u2019s Eve\u201d, passando depois pelas formas \u201cAll Hallowed Eve\u201d e \u201cAll Hallow Een\u201d , que evoluiu para a express\u00e3o actual \u201cHalloween\u201d.<\/p>\n<p>E, mais para aqui mais para ali, retomou-se a associa\u00e7\u00e3o aos druidas, ao misticismo da bruxa, da feiticeira ou feiticeiro!<\/p>\n<p>Chegados a esta terra de gente s\u00e9ria, de Santos tamb\u00e9m, nada melhor que ilustrar o nosso sentir com recurso a Miguel Cervantes. Sancho Pan\u00e7a, escudeiro fiel do cavaleiro da triste figura, dizia ao seu amado mestre que \u201cYo no creo em brujas, pero que las hay, las hay&#8230;\u201d (in El Ingenioso Hidalgo Don Quijote de la Mancha). O simples mas avisado Sancho tinha a convic\u00e7\u00e3o de uma coisa, n\u00e3o acreditava na exist\u00eancia das bruxas, mas temia a for\u00e7a desses seres das sombras. <\/p>\n<p>Neste tempo de Santos, estamos quase que a retomar os sentimentos dos prim\u00f3rdios, e ficamos, gra\u00e7as \u00e0s manobras do obscuro, sem confian\u00e7a para poder por de parte \u201cque las hay, las hay\u201d! \u00c9 que o Santos de agora (chama-se Teixeira!) deixa-nos a todos num limbo entre a esperan\u00e7a de uma vida melhor (as promessas do Dia de Todos os Santos) que nunca mais chega e a perspectiva de n\u00e3o termos mais fun\u00e7\u00e3o aqui (passarmos a defuntos, no sentido etimol\u00f3gico!). <\/p>\n<p>N\u00e3o faltam avisos, evid\u00eancias, que corroboram este sentir nacional. As circulares (plural, sim, s\u00e3o duas!) da Direc\u00e7\u00e3o Geral dos Recursos Humanos da Educa\u00e7\u00e3o, que chegaram na noite de 29 de Outubro \u2013 como conv\u00eam \u00e0s coisas tenebrosas! \u2013 s\u00e3o s\u00f3 mais um indicador da ca\u00e7a \u00e0s bruxas! N\u00e3o interessa se v\u00eam um, dois, tr\u00eas anos atrasadas as explica\u00e7\u00f5es pedidas ao tempo; quantas reuni\u00f5es sobre a mat\u00e9ria?; quantas manifesta\u00e7\u00f5es? Agora, finalmente, fez-se luz! N\u00e3o importa quantos quadros da Administra\u00e7\u00e3o j\u00e1 so\u00e7obraram; apenas uma convic\u00e7\u00e3o, isto agora \u00e9 que vai ser \u201c\u00e0 s\u00e9ria\u201d! <\/p>\n<p>Assim, \u00e9 rid\u00edculo!<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 <\/p>\n<p>&#8230; pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-3023","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3023","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3023"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3023\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3023"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3023"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3023"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}