{"id":3039,"date":"2010-11-17T10:17:00","date_gmt":"2010-11-17T10:17:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3039"},"modified":"2010-11-17T10:17:00","modified_gmt":"2010-11-17T10:17:00","slug":"agradecimento-e-apelos-nos-50-anos-dos-cursos-de-cristandade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/agradecimento-e-apelos-nos-50-anos-dos-cursos-de-cristandade\/","title":{"rendered":"Agradecimento e apelos nos 50 anos dos Cursos de Cristandade"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem <!--more--> Nota Pastoral da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa sobre os 50 anos dos Cursos de Cristandade. T\u00edtulo da responsabilidade do Correio do Vouga.<\/p>\n<p>1. A celebra\u00e7\u00e3o dos 50 anos dos Cursos de Cristandade, em Portugal, constitui uma ocasi\u00e3o prop\u00edcia para agradecer a Deus todo o bem espiritual que o Movimento proporcionou e continua a proporcionar a milhares de homens e mulheres, e a renova\u00e7\u00e3o operada, por sua ac\u00e7\u00e3o e influ\u00eancia, nas dioceses e nas par\u00f3quias. Poder\u00e1 dizer-se, com verdade, que, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, ao lado da programa\u00e7\u00e3o nacional da catequese paroquial e depois da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica, o Movimento dos Cursos de Cristandade foi actividade apost\u00f3lica de grande \u00eaxito na Igreja no nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>Milhares de homens e mulheres regressaram mais conscientes \u00e0 pr\u00e1tica religiosa; muitos leigos descobriram e abra\u00e7aram a sua voca\u00e7\u00e3o de crist\u00e3os no mundo; in\u00fameros casais descobriram a dimens\u00e3o crist\u00e3 do seu matrim\u00f3nio e da vida familiar; diversos movimentos apost\u00f3licos beneficiaram com a entrada de novos membros, despertos para a f\u00e9 e para o apostolado; muitos ambientes sociais puderam contar com a presen\u00e7a de crist\u00e3os comprometidos na sua evangeliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>2. O Movimento dos Cursos de Cristandade nasceu, como sabemos, em Espanha, em tempos de forte tradicionalismo religioso, em que j\u00e1 se sentia que muitos dos que ainda frequentavam a Igreja tinham ca\u00eddo na rotina, na instala\u00e7\u00e3o e na indiferen\u00e7a. D. Juan Herv\u00e1s, o bispo fundador, apoiado por um grupo de padres que trabalhavam com leigos, e por uma equipa de jovens da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica por eles formados, entre os quais se destaca Eduardo Bonin, empenharam-se num projecto pastoral ambicioso e com novos contornos apost\u00f3licos, expresso numa ac\u00e7\u00e3o evangelizadora concreta, primeiro em favor dos jovens, depois dos homens adultos e, posteriormente, das mulheres. Depressa se viu o valor e o m\u00e9rito do novo m\u00e9todo apost\u00f3lico, dele se deu conta e se espalhou por todas as dioceses de Espanha, pela Am\u00e9rica Latina de l\u00edngua espanhola e, passados alguns anos, tamb\u00e9m e em boa hora, por Portugal.<\/p>\n<p>Portugal recebeu o Movimento directamente de Espanha, atrav\u00e9s de sacerdotes e leigos de diversas dioceses, a que muito ficamos devendo. Uma metodologia claramente eclesial, apoiada no testemunho de leigos crist\u00e3os, na vida em grupo, num projecto espiritual, s\u00e9rio e fundamentado dos respons\u00e1veis, na colabora\u00e7\u00e3o espec\u00edfica do padre, no apoio das comunidades crist\u00e3s e na dos consagrados, no valor da ora\u00e7\u00e3o e de actos de penit\u00eancia volunt\u00e1ria, em comunh\u00e3o com o sacrif\u00edcio redentor universal de Jesus Cristo.<\/p>\n<p>3. Passados 50 anos, o mundo mudou e a Igreja enfrenta novos problemas. O laicismo, a indiferen\u00e7a religiosa, o ate\u00edsmo militante, a prolifera\u00e7\u00e3o das seitas, a multiplica\u00e7\u00e3o de agentes e meios de influ\u00eancia que activam uma nova cultura contr\u00e1ria ao Evangelho, o clima prop\u00edcio, num mundo plural, \u00e0s mais diversas op\u00e7\u00f5es religiosas, pol\u00edticas e morais, tudo isto denuncia uma situa\u00e7\u00e3o que se foi tornando premente e que atinge a todos: crist\u00e3os e comunidades, mormente quando se vive uma f\u00e9 rotineira, pouco esclarecida e apostolicamente an\u00e9mica.<\/p>\n<p>Vimos chamando a aten\u00e7\u00e3o, em comunh\u00e3o com o Papa Bento XVI, para a urg\u00eancia de uma inicia\u00e7\u00e3o ou reinicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 alargada, e para uma catequese de adultos, programada e s\u00e9ria; em suma, para uma nova evangeliza\u00e7\u00e3o de pessoas e meios de vida. Neste contexto e fi\u00e9is a este projecto apost\u00f3lico, n\u00e3o podemos deixar de ter presente os movimentos laicais que, na Igreja, mais se dedicam \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o e, entre eles, o Movimento dos Cursos de Cristandade, com o lugar que lhe compete e a experi\u00eancia evangelizadora de que d\u00e3o testemunho ao longo de 50 anos, quer das pessoas, quer, atrav\u00e9s destas, dos ambientes sociais.<\/p>\n<p>4. Num mundo diferente, uma Igreja atenta sente-se comprometida com os apelos urgentes de uma nova evangeliza\u00e7\u00e3o, discernindo os sinais dos novos tempos. \u201cOs tempos que vivemos exigem um novo vigor mission\u00e1rio dos crist\u00e3os chamados a formar um laicado maduro, identificado com a Igreja, solid\u00e1rio com a complexa transforma\u00e7\u00e3o do mundo. H\u00e1 necessidade de verdadeiras testemunhas de Cristo, sobretudo nos meios humanos onde o sil\u00eancio da f\u00e9 \u00e9 mais amplo e profundo: pol\u00edticos, intelectuais, profissionais da comunica\u00e7\u00e3o que professam e promovem uma proposta mono-cultural com menosprezo pela dimens\u00e3o religiosa e contemplativa da vida\u201d (Bento XVI, Discurso aos Bispos em F\u00e1tima, 13.05.2010).<\/p>\n<p>Este projecto de uma nova evangeliza\u00e7\u00e3o e a sua resposta t\u00eam hoje exig\u00eancias que nos afectam a todos e que n\u00e3o se podem traduzir apenas num voluntarismo generoso. Para al\u00e9m de uma renova\u00e7\u00e3o espiritual s\u00e9ria dos crist\u00e3os e, muito especialmente, dos agentes pastorais e apost\u00f3licos, um novo ardor e novas atitudes e compet\u00eancias s\u00e3o exigidas pelo mundo a evangelizar. Neste sentido, est\u00e1 o conhecimento objectivo e cuidado da realidade, as pessoas e os dinamismos sociais, mais influentes no aparecimento de uma nova cultura que determina os comportamentos morais; o aperfei\u00e7oamento permanente do modo de propor o Evangelho e a f\u00e9 \u00e0s pessoas de hoje, jovens e adultos; o maior esp\u00edrito de comunh\u00e3o e entreajuda de todos os comprometidos na miss\u00e3o; a aus\u00eancia de ju\u00edzos negativos e de condena\u00e7\u00f5es das pessoas e dos grupos em campo; a colabora\u00e7\u00e3o aberta com todos os que desejam e se comprometem no bem das pessoas e da sociedade; a ac\u00e7\u00e3o programada em prol do crescimento da f\u00e9 e da vida crist\u00e3, daqueles que v\u00e3o despertando para Deus ou se interrogam sobre o caminho a seguir.<\/p>\n<p>5. O Movimento dos Cursos de Cristandade deve, neste sentido e em conson\u00e2ncia com os objectivos propostos, com o dinamismo destas comemora\u00e7\u00f5es jubilares, qualificar os seus dirigentes, o trabalho das Escolas de Respons\u00e1veis, a sua estrutura mais importante e decisiva. Sem diminuir em nada a fidelidade ao essencial do m\u00e9todo dos Cursos de Cristandade, h\u00e1 que aprender a traduzi-lo numa linguagem mais acess\u00edvel e testemunhal. \u00c9 necess\u00e1rio, tamb\u00e9m, saber ler, de modo novo, as exig\u00eancias do pr\u00e9-curso, do curso e do p\u00f3s-curso. Da\u00ed a urg\u00eancia em reavivar as Escolas e outros meios para que sejam espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o actualizada e geradora de empenho mission\u00e1rio. Nas palavras interpeladoras de Bento XVI, \u201co apelo corajoso e integral aos princ\u00edpios \u00e9 essencial e indispens\u00e1vel; todavia, a mera enuncia\u00e7\u00e3o da mensagem n\u00e3o chega aos mais fundo do cora\u00e7\u00e3o da pessoa, n\u00e3o toca a sua liberdade, n\u00e3o muda a vida. Aquilo que fascina \u00e9 sobretudo o encontro com pessoas crentes que, pela sua f\u00e9, atraem para a gra\u00e7a de Cristo dando testemunho d\u2019Ele\u201d (Bento XVI, Discurso aos Bispos em F\u00e1tima, 13.05.2010).<\/p>\n<p>O Movimento dos Cursos de Cristandade ter\u00e1 de se empenhar sempre mais na colabora\u00e7\u00e3o com as estruturas diocesanas e com as par\u00f3quias, campo normal da escolha dos crist\u00e3os chamados a um curso, bem como da sua inser\u00e7\u00e3o eclesial e da sua perseveran\u00e7a. Nada substitui ou dispensa o di\u00e1logo com os p\u00e1rocos e as comunidades crist\u00e3s para a ac\u00e7\u00e3o di\u00e1ria e continuada. Tamb\u00e9m o Movimento pode e deve ajudar as par\u00f3quias para que introduzam no seu plano pastoral, se ainda o n\u00e3o fazem, o cuidado dos afastados, dos rotineiros, dos instalados em express\u00f5es religiosas pobres e empobrecedoras. \u00c9 neste contexto que se deve realizar um pr\u00e9-curso respons\u00e1vel e esperan\u00e7oso, aspecto a cuidar seriamente, pondo de parte improvisa\u00e7\u00f5es, precipita\u00e7\u00f5es, express\u00f5es e m\u00e9todos desadequados e alheios ao Evangelho, ao Movimento e ao tempo em que vivemos.<\/p>\n<p>6. Conhecemos o esp\u00edrito crist\u00e3o e a generosidade apost\u00f3lica de muitos respons\u00e1veis do Movimento dos Cursos de Cristandade. Todos n\u00f3s lhes estamos agradecidos e continuamos a esperar a sua colabora\u00e7\u00e3o, nunca negada e, agora, mais premente, nesta tarefa evangelizadora, em que estamos comummente empenhados numa hora inadi\u00e1vel de renova\u00e7\u00e3o pastoral. <\/p>\n<p>Ao lado do Movimento dos Cursos de Cristandade e no campo espec\u00edfico da evangeliza\u00e7\u00e3o, outros movimentos e associa\u00e7\u00f5es laicais e servi\u00e7os diocesanos surgiram ao longo do tempo e actuam nas nossas dioceses. Desejamos que se veja cada vez mais, entre todos, uma colabora\u00e7\u00e3o, organizada e permanente. Por nossa parte, empenhamo-nos, como primeiros respons\u00e1veis, para que, na fidelidade ao seu m\u00e9todo evangelizador, cada um constitua um servi\u00e7o reconhecido \u00e0 miss\u00e3o da Igreja, neste tempo em que vivemos e em que queremos enfrentar os desafios pastorais.<\/p>\n<p>7. N\u00e3o esquecemos que foi em F\u00e1tima, sob a protec\u00e7\u00e3o da M\u00e3e de Deus e nossa M\u00e3e, que se realizou, em Portugal, o primeiro curso de cristandade. A Maria confiamos o Movimento e todos quantos nele trabalham, a sua renova\u00e7\u00e3o em fidelidade e a sua ac\u00e7\u00e3o em comunh\u00e3o eclesial.<\/p>\n<p>F\u00e1tima, 11 de Novembro de 2010<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-3039","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3039","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3039"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3039\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3039"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3039"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3039"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}