{"id":3044,"date":"2010-11-24T09:25:00","date_gmt":"2010-11-24T09:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3044"},"modified":"2010-11-24T09:25:00","modified_gmt":"2010-11-24T09:25:00","slug":"ainda-a-educacao-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ainda-a-educacao-2\/","title":{"rendered":"Ainda a educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A opini\u00e3o p\u00fablica \u00e9 facilmente manipul\u00e1vel por dois equ\u00edvocos a respeito da educa\u00e7\u00e3o de iniciativa privada ou cooperativa: a confus\u00e3o dos custos e o tipo de popula\u00e7\u00e3o escolar abrangida. Poder\u00e1 dar aspecto de fazer \u201cchover no molhado\u201d, mas nunca \u00e9 demais tentar abrir os olhos \u00e0s pessoas e arejar a informa\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Esgrimem-se os quantitativos. Como nas manifesta\u00e7\u00f5es, nas greves, nas estat\u00edsticas do desemprego\u2026, os n\u00fameros diferem consoante a fonte donde prov\u00eam. Aqui, por\u00e9m, h\u00e1 estudos localizados e concretos que desmentem as afirma\u00e7\u00f5es de um secret\u00e1rio de Estado. As pr\u00f3prias cifras fornecidas \u00e0 OCDE pelo Governo deixam a claro que, no ensino particular e cooperativo, nos \u00faltimos tempos, cada aluno custa anualmente menos mil euros ao er\u00e1rio p\u00fablico. S\u00e3o dados do pr\u00f3prio Governo!<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 margem para d\u00favidas quanto ao tipo social de alunos que frequentam essas escolas, na maioria dos casos, sobretudo nos Col\u00e9gios com \u201ccontrato de associa\u00e7\u00e3o\u201d. \u00c9 f\u00e1cil de verificar: basta ir ao terreno, \u00e0s escolas ou \u00e0s povoa\u00e7\u00f5es donde v\u00eam os estudantes; e a verdade ressalta \u00e0 vista. Quem n\u00e3o estiver de m\u00e1 f\u00e9 poder\u00e1 aferir dessa verdade pelos seus pr\u00f3prios meios. Arriscamos mesmo dizer que, n\u00e3o raro, esta \u00e9 a \u00fanica possibilidade de poderem os pobres escolher escola que lhes pare\u00e7a de qualidade.<\/p>\n<p>N\u00e3o restam d\u00favidas de que o problema \u00e9 ideol\u00f3gico e pol\u00edtico. Pretende-se impor, a pretexto da \u201cequidade\u201d, um modelo \u00fanico de ensino (educa\u00e7\u00e3o?), de inspira\u00e7\u00e3o agn\u00f3stica, relativista, economicista, redutora de uma vis\u00e3o da pessoa humana que a forme como cidad\u00e3o pr\u00f3-activo e cr\u00edtico. Despojar o estudante de humanidade e mold\u00e1-lo como ser tecnol\u00f3gico e mercantilista &#8211; \u00e9 o objectivo! Com as consequ\u00eancias que j\u00e1 experimentamos, mas que ser\u00e3o tr\u00e1gicas em futuro pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Seria poss\u00edvel um horizonte educativo de esperan\u00e7a, se se desejasse conjugar o esfor\u00e7o de um \u201csistema p\u00fablico integrado\u201d, no seio do qual escolas estatais e privadas ou cooperativas seriam livres de competir com base nos seus \u201cplanos de oferta formativa\u201d, garantindo assim aos pais uma efectiva possibilidade de escolha da escola que lhes pare\u00e7a melhor para os seus filhos. <\/p>\n<p>E ningu\u00e9m ousaria dizer que esta proposta n\u00e3o seria verdadeira express\u00e3o e fomento de democracia, vantagem para esta nossa democracia que tem dificuldade em se afirmar, como sugere Luigino Binanti.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A opini\u00e3o p\u00fablica \u00e9 facilmente manipul\u00e1vel por dois equ\u00edvocos a respeito da educa\u00e7\u00e3o de iniciativa privada ou cooperativa: a confus\u00e3o dos custos e o tipo de popula\u00e7\u00e3o escolar abrangida. 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