{"id":308,"date":"2010-01-13T11:32:00","date_gmt":"2010-01-13T11:32:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=308"},"modified":"2010-01-13T11:32:00","modified_gmt":"2010-01-13T11:32:00","slug":"bloqueado-o-emprego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/bloqueado-o-emprego\/","title":{"rendered":"Bloqueado o emprego?"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Estar\u00e1 bloqueada a cria\u00e7\u00e3o de empregos suficientes para a solu\u00e7\u00e3o do nosso grav\u00edssimo problema de desemprego? &#8211; N\u00e3o existem respostas satisfat\u00f3rias; segundo a informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel, os \u00abpa\u00edses emergentes\u00bb, e at\u00e9 alguns pa\u00edses \u00abmais retardados\u00bb, v\u00eam conseguindo taxas de crescimento e de cria\u00e7\u00e3o de emprego superiores \u00e0s dos pa\u00edses \u00abmais desenvolvidos\u00bb; no caso portugu\u00eas, parece que o ajustamento \u00e0 crise se vem processando, fundamentalmente, atrav\u00e9s do desemprego e da baixa produtividade. Face a este panorama, entende-se que Portugal e os outros pa\u00edses \u00abmais desenvolvidos\u00bb t\u00eam de basear a sua competitividade na inova\u00e7\u00e3o permanente e no consequente aumento de produtividade, em articula\u00e7\u00e3o com a qualifica\u00e7\u00e3o permanente das organiza\u00e7\u00f5es e dos recursos humanos. Tal inova\u00e7\u00e3o implica, nomeadamente, o aparecimento de novos produtos, novos processos produtivos, melhorias organizativas e a cultura permanente da qualidade.<\/p>\n<p>Contrariamente, por\u00e9m, a uma abordagem simplista, vericam-se dois fortes bloqueios \u00e0 inova\u00e7\u00e3o, na sua capacidade de contribuir para a cria\u00e7\u00e3o de emprego: os \u00abpa\u00edses menos desenvolvidos\u00bb revelam uma forte competitividade na pr\u00f3pria inova\u00e7\u00e3o, reduzindo a margem de manobra dos \u00abpa\u00edses mais desenvolvidos\u00bb; por outro lado, o progresso em inova\u00e7\u00e3o traduz-se no aumento da produtividade e, por isso, n\u00e3o favorece  cria\u00e7\u00e3o de emprego ao ritmo desej\u00e1vel. Resulta de tudo isto que temos de ser extremamente prudentes nas nossas expectativas de diminui\u00e7\u00e3o da taxa de desemprego; mais prudentes ainda se ponderarmos que, aos bloqueios da inova\u00e7\u00e3o, devemos acrescentar v\u00e1rios outros, tais como a necessidade de reestrutura\u00e7\u00f5es promotoras de aumentos de produtividade e de sal\u00e1rios.<\/p>\n<p>Face a estes constrangimentos, \u00e9 indispens\u00e1vel a adop\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas promotoras da inova\u00e7\u00e3o poss\u00edvel e recomend\u00e1vel. Sem preju\u00edzo da mais cient\u00edfica e sofisticada, imp\u00f5e-se: (a) &#8211; reconhecer e estimular toda a inova\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o, mais ou menos informais, que acontecem diariamente em in\u00fameras empresas, ou que prov\u00eam de \u00abinventores\u00bb; (b) &#8211; fazer a prospec\u00e7\u00e3o de nichos de mercado internacional adaptados \u00e0s nossas produ\u00e7\u00f5es; (c) &#8211; contribuir para que estas se adequem, cada vez mais, ao diferentes mercados; (d) &#8211; incentivar o \u00abmercado de investiga\u00e7\u00e3o e desenvolvimento\u00bb (ID)&#8230; A vitalidade deste \u00abmercado\u00bb implica, em especial: a difus\u00e3o ampla dos resultados da investiga\u00e7\u00e3o; o conhecimento das necessidades de ID, verificadas na economia e em toda a sociedade; e o esfor\u00e7o permanente de encontro entre a oferta e a procura de investiga\u00e7\u00e3o e de inven\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-308","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/308","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=308"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/308\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=308"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=308"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=308"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}