{"id":3115,"date":"2010-11-24T10:27:00","date_gmt":"2010-11-24T10:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3115"},"modified":"2010-11-24T10:27:00","modified_gmt":"2010-11-24T10:27:00","slug":"ouvir-o-padre-americo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ouvir-o-padre-americo\/","title":{"rendered":"Ouvir o Padre Am\u00e9rico"},"content":{"rendered":"<p>Foi com surpresa que, no meio do tr\u00e2nsito, ouvi a voz do Padre Am\u00e9rico.<\/p>\n<p>Na r\u00e1dio p\u00fablica evocam-se, nos \u201c27 mil dias de r\u00e1dio\u201d, os 75 anos de emiss\u00f5es. Entre os muitos registos que agora se voltam a ouvir, os arquivos da RDP guardam alguns minutos com a voz do fundador das Casas do Gaiato.<\/p>\n<p>S\u00e3o grava\u00e7\u00f5es de 1946. N\u00e3o identificam as circunst\u00e2ncias em que o Padre Am\u00e9rico falava entusiasticamente de projectos que levava por diante. Afirmava a urg\u00eancia da iniciativa e a necessidade de se abrirem mais casas para acolher, educar e formar rapazes \u201csem nome\u201d de meados do s\u00e9c. XX.<\/p>\n<p>\u201cMuitos que batem \u00e0 porta, n\u00e3o sabem identificar-se, n\u00e3o comeram nunca alimentos preparados ao lume, v\u00eam totalmente despidos de h\u00e1bitos humanos. S\u00e3o de terras de ningu\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>O tom penafidelense do Padre Am\u00e9rico coloca muita paix\u00e3o na descri\u00e7\u00e3o daqueles que mereciam afecto. Revela ainda mais dedica\u00e7\u00e3o a uma obra que, como come\u00e7a por dizer, \u201cnasceu pequenina\u201d. N\u00e3o por falta de recursos ou pouca ousadia. Mas porque \u00e9 esse o \u201ccostume das coisas grandes\u201d.  Diz, de uma s\u00f3 vez, o Padre Am\u00e9rico, com saber feito de muito trabalho desenvolvido: \u201cA nossa obra nasceu muito pequenina, como \u00e9 costume das coisas grandes\u201d.<\/p>\n<p>Nesta circunst\u00e2ncia, a voz do Padre Am\u00e9rico, ouvida pela r\u00e1dio, n\u00e3o \u00e9 pretexto para avaliar pedagogias ou epis\u00f3dios, os felizes e tamb\u00e9m os menos felizes, que fazem parte da hist\u00f3ria de 70 anos das Casas do Gaiato. Antes para fixar a determina\u00e7\u00e3o de Am\u00e9rico Monteiro de Aguiar, do Padre Am\u00e9rico, num projecto de ajuda muito concreto, capaz de devolver a merecida dignidade \u00e0s hist\u00f3rias de vida que conheceram o seu ideal. Tamb\u00e9m \u00e0queles que, pela sua influ\u00eancia, beneficiaram de actos efectivos de ajuda na freguesia, na proximidade.<\/p>\n<p>Hoje, cresce a ambi\u00e7\u00e3o de resolver os problemas a partir do local onde quase todos nascem: o escrit\u00f3rio. Encontros multilaterais, grupos de 8, 10 ou 20 pa\u00edses e muitas cimeiras&#8230; Infelizmente para muito aparato, algumas conclus\u00f5es e poucas consequ\u00eancias reais na vida das Na\u00e7\u00f5es e das rela\u00e7\u00f5es entre elas.<\/p>\n<p>Do Pe. Am\u00e9rico fica um modelo transformador da sociedade porque capaz de mudar pessoas, devolvendo-lhes dignidade, tornando-as obreiras de justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Como em 1946 disse o Pe. Am\u00e9rico, depois de muita obra feita, tamb\u00e9m hoje \u00e9 pertinente afirmar: \u201cn\u00f3s somos hoje uma palavra nova que se levanta em Portugal. Que todos os portugueses se levantem tamb\u00e9m&#8230;\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi com surpresa que, no meio do tr\u00e2nsito, ouvi a voz do Padre Am\u00e9rico. Na r\u00e1dio p\u00fablica evocam-se, nos \u201c27 mil dias de r\u00e1dio\u201d, os 75 anos de emiss\u00f5es. 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