{"id":315,"date":"2010-01-13T11:41:00","date_gmt":"2010-01-13T11:41:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=315"},"modified":"2010-01-13T11:41:00","modified_gmt":"2010-01-13T11:41:00","slug":"solucao-ou-subversao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/solucao-ou-subversao\/","title":{"rendered":"Solu\u00e7\u00e3o ou subvers\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p>O dever dos governantes, e tamb\u00e9m dos legisladores, como \u00e9 \u00f3bvio, \u00e9 encontrar solu\u00e7\u00f5es v\u00e1lidas para que cada cidad\u00e3o, tendo em conta a sua realidade, circunst\u00e2ncias que o envolvem, exig\u00eancias do conjunto nacional, se sinta acolhido no seu pa\u00eds. <\/p>\n<p>Por\u00e9m, n\u00e3o se fazem leis para pessoas singulares ou pequenos grupos, mas sempre para o conjunto dos cidad\u00e3os, tendo em vista o bem comum. Esquecer esta exig\u00eancia \u00e9 subverter e n\u00e3o solucionar, porque um erro atrai sempre outros erros mais gravosos.<\/p>\n<p>A capacidade de quem governa e de quem legisla, ao ter em conta a realidade presente, n\u00e3o se pode separar da hist\u00f3ria e do maior bem da comunidade, porque sem mem\u00f3ria jamais haver\u00e1 projecto v\u00e1lido e consistente para todos. Quem governa e legisla n\u00e3o pode agir por mimetismo pregui\u00e7oso ou seguidismo acr\u00edtico. Recebeu mandato para o pa\u00eds e n\u00e3o para favorecer correligion\u00e1rios ou para copiar o que se faz noutros lados. Seja a que pretexto for. Quem governa e legisla n\u00e3o pode prometer o que o ultrapassa, o que n\u00e3o \u00e9 seu, faz parte de um patrim\u00f3nio nacional a respeitar e a promover. Nenhum poder \u00e9 arbitr\u00e1rio, nenhum poder gera moralidade.<\/p>\n<p>Enquanto tivermos entre n\u00f3s, como caminho \u00fanico e, por si, mais que empobrecido, o sistema partid\u00e1rio, frequentemente ao sabor da corrente, de programas eleitoralistas, de interesses pessoais e de grupos, de carneiros submissos mais que de pessoas livres e cr\u00edticas, de ideologias de \u00faltima hora, nunca testadas e sempre ef\u00e9meras, de gente que se veste e traveste, teremos menos solu\u00e7\u00f5es racionais e mais subvers\u00e3o por abuso de poder. A nossa democracia exige uma revis\u00e3o urgente, honesta e s\u00e9ria.<\/p>\n<p>N\u00e3o basta dizer que \u201co eleitorado nos julgar\u00e1 em pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es\u201d. Quantas vezes \u00e9 j\u00e1 tarde. Entretanto, semeou-se desinteresse e revolta, disseminaram-se injusti\u00e7as, acumularam-se desprezos, espezinharam-se valores, destru\u00edram-se princ\u00edpios, for\u00e7aram-se etapas, alteraram-se prioridades nacionais com consequ\u00eancia irrepar\u00e1veis, impuseram-se caminhos por onde o povo, no seu conjunto, n\u00e3o quer andar.<\/p>\n<p>Um acontecimento nacional recente, conhecido de todos, \u00e9 o do casamento dos homossexuais. A t\u00e9cnica usada foi a marxista. A imposi\u00e7\u00e3o sobrep\u00f4s-se \u00e0 liberdade. A praxis precedeu a teoria. Facto consumado, \u00e9 tudo mais f\u00e1cil. Chama-se a isto, no caso presente e quando se trata de servir, ser pouco honesto. O povo n\u00e3o deu maioria para governar a um partido que se assumia marxista, mas a quem se professava socialista democr\u00e1tico. Sabemos bem que o cavalo de Tr\u00f3ia n\u00e3o \u00e9 apenas figura lend\u00e1ria. \u00c9 e ser\u00e1 sempre uma realidade, para aqueles que sabendo que n\u00e3o terem m\u00e9ritos para entrar \u00e0s claras, escolhem a confus\u00e3o da noite para se introduzirem nas muralhas do sistema.<\/p>\n<p>Com hombridade, cultura, sensatez e imagina\u00e7\u00e3o criativa, atitudes necess\u00e1rias a quem governa e legisla, encontram-se sempre solu\u00e7\u00f5es para os problemas humanos e sociais emergentes, sem derivar para a subvers\u00e3o. Mesmo para os homossexuais.<\/p>\n<p>O casamento e a fam\u00edlia fazem parte de um patrim\u00f3nio que, entre n\u00f3s, a hist\u00f3ria e os textos legais, desde sempre, consagraram e respeitaram. Defend\u00ea-los \u00e9 defender o pa\u00eds. Os cidad\u00e3os ser\u00e3o respeitados quando se respeitam as refer\u00eancias que permitem solu\u00e7\u00f5es v\u00e1lidas para cada caso. Nada impede que se tutelem direitos dos cidad\u00e3os homossexuais, sem que seja necess\u00e1rio destruir a fam\u00edlia, tecido social essencial, escola de valores e espa\u00e7o permanente dos afectos mais s\u00e3os. Querer votos n\u00e3o justifica tudo.<\/p>\n<p>Destruiu-se o casamento, por press\u00f5es, as mais diversas, quando se banalizou o div\u00f3rcio. Se o casamento civil nada vale, n\u00e3o h\u00e1 por que respeit\u00e1-lo. Procuram-se justifica\u00e7\u00f5es pessoais que calar a intelig\u00eancias e os cora\u00e7\u00f5es perturbados. N\u00e3o se trata de um problema religioso, mas humano e social e a Igreja, na sua miss\u00e3o humanizadora n\u00e3o pode ficar calada. Respeitar a autonomia de poderes n\u00e3o \u00e9 ficar indiferente ante o desrespeito por coisas essenciais para a vida das pessoas e a consequente e programada subvers\u00e3o da sociedade. Um problema de cultura e de civiliza\u00e7\u00e3o que muitos n\u00e3o entendem e que outros nunca entender\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O dever dos governantes, e tamb\u00e9m dos legisladores, como \u00e9 \u00f3bvio, \u00e9 encontrar solu\u00e7\u00f5es v\u00e1lidas para que cada cidad\u00e3o, tendo em conta a sua realidade, circunst\u00e2ncias que o envolvem, exig\u00eancias do conjunto nacional, se sinta acolhido no seu pa\u00eds. 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