{"id":3220,"date":"2010-12-09T10:09:00","date_gmt":"2010-12-09T10:09:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3220"},"modified":"2010-12-09T10:09:00","modified_gmt":"2010-12-09T10:09:00","slug":"eternidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/eternidade\/","title":{"rendered":"Eternidade"},"content":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 59 <!--more--> Vivemos no tempo e no espa\u00e7o. Estas categorias s\u00e3o humanas e materiais. N\u00e3o existem em Deus, no Al\u00e9m. Sentimos o tempo passar no nosso rosto e nos cabelos que caem ou ficam brancos. O corpo vai cedendo ao desgaste e v\u00e3o passando os momentos lindos da nossa vida, que recordamos, na saudade, e os tempos negros, que nos magoaram e marcaram com traumas, medos\u2026<\/p>\n<p>Passam o abra\u00e7o amigo e o amigo que abra\u00e7a. Passa o pai extremoso e a m\u00e3e carinhosa, o marido companheiro e o filho reverente. Passam as contendas e problemas na fam\u00edlia e na vizinhan\u00e7a. Passam as preocupa\u00e7\u00f5es. Passa o projecto que um dia foi futuro e agora \u00e9 realidade que se recorda. Passa aquela viagem de sonho e aqueles momentos de amor e os de l\u00e1grimas bem choradas.<\/p>\n<p>O verde fresco da Primavera e o fruto saboroso do Ver\u00e3o d\u00e3o origem \u00e0 folha que cai cansada e ao Inverno que a cobre de neve. Os bens envelhecem e precisam de restauro. Os monumentos v\u00e3o perdendo seu sentido. As guerras destroem a beleza das coisas. Mas o \u00f3dio dos homens n\u00e3o consegue vencer o amor. Foi assim que passaram Mahatma Ghandi, Martin Luther King, Madre Teresa de Calcut\u00e1. Mas tamb\u00e9m passaram Hitler e seus afins. No fundo, s\u00f3 duas realidades se mant\u00eam para a eternidade: Tu e Deus. Juntos, unidos, isto \u00e9, o Amor. E o Amor dura para sempre.<\/p>\n<p>Os pastorinhos de F\u00e1tima, como n\u00f3s, n\u00e3o abarcavam o sentido da eternidade. Parecia-lhes incr\u00edvel que o C\u00e9u ou o Inferno fossem para sempre e repetiam pelos montes: \u201cPara sempre, para sempre, para sempre\u2026\u201d Da\u00ed o seu empenho generoso em n\u00e3o se pouparem para salvar as almas dos pobres pecadores. N\u00e3o queriam que pessoas ficassem para sempre naquele inferno que viram no dia 13 de Julho de 1917. Madre Teresa dizia (leiam o livro maravilhoso: \u201cVem e \u00ea a minha luz\u201d): \u201cSe uma s\u00f3 pessoa se salvar, tudo ter\u00e1 valido a pena\u201d.<\/p>\n<p>Costumamos dizer, inconscientemente: \u201cS\u00f3 morreu uma pessoa naquele acidente, v\u00e1 l\u00e1!\u201d Mas se aquela pessoa for um filho nosso, o pai ou a m\u00e3e, o mundo desaba em cima de n\u00f3s. No tempo que passa, cada pessoa \u00e9 um ser peregrino do absoluto, terra sagrada, homem para a eternidade, que pode ser feliz ou n\u00e3o. Vivemos em fun\u00e7\u00e3o disso: Ser eternos.<\/p>\n<p>E todos os meios s\u00e3o importantes para nos levar a tomar consci\u00eancia da nossa voca\u00e7\u00e3o de seres marcados para vivermos para sempre. Para isso, Deus d\u00e1 a cada pessoa o tempo que lhe faz falta. A uns mais e a outros menos. Sempre com as oportunidades para nos salvarmos. E nos torna correspons\u00e1veis da salva\u00e7\u00e3o dos outros. S\u00f3 \u00e0 luz da Eternidade \u00e9 que as coisas t\u00eam valor. Na poesia \u201cMeu canto de hoje\u201d, diz Teresinha de Lisieux:<\/p>\n<p>A minha vida \u00e9 s\u00f3 um instante.<\/p>\n<p>\u00c9 s\u00f3 o dia que me escapa e foge.<\/p>\n<p>\u00d3 meu Deus, para amar-Te na terra<\/p>\n<p>S\u00f3 tenho o dia de hoje\u2026<\/p>\n<p>Quando o dia sem ocaso brilhar,<\/p>\n<p>Ent\u00e3o cantarei\u2026 o eterno hoje.<\/p>\n<p>P.e Vitor Espadilha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 59<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-3220","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3220","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3220"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3220\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3220"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3220"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3220"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}