{"id":3225,"date":"2010-12-09T10:15:00","date_gmt":"2010-12-09T10:15:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3225"},"modified":"2010-12-09T10:15:00","modified_gmt":"2010-12-09T10:15:00","slug":"pais-professores-e-dirigentes-contra-o-ataque-a-escola-privada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/pais-professores-e-dirigentes-contra-o-ataque-a-escola-privada\/","title":{"rendered":"Pais, professores e dirigentes contra o ataque \u00e0 escola privada"},"content":{"rendered":"<p>Encontro em Calv\u00e3o levantou a voz contra a mudan\u00e7a de regras de financiamento. Contesta\u00e7\u00e3o vai continuar todas as noites \u00e0 porta do primeiro-ministro.<\/p>\n<p>Mais de duas mil pessoas, entre pais, professores, ex-alunos e \u00f3rg\u00e3os directivos, compareceram na assembleia convocada para o Col\u00e9gio de Calv\u00e3o, na tarde de 5 de Dezembro. De Aveiro e de Leiria, de Penafirme e de Mogofores, do Albergaria e de Coimbra, e de muitos outros locais com escolas privadas, todos se uniram na determina\u00e7\u00e3o de contrariar o decreto governamental que acaba com os contratos de associa\u00e7\u00e3o e faz depender o financiamento das escolas privadas de an\u00e1lises administrativas e pol\u00edticas anuais.<\/p>\n<p>Entre os col\u00e9gios j\u00e1 corre uma lista para que as escolas se inscrevam e garantam 93 dias (tantas quantas as escolas atingidas) de \u201ccantar dos reis\u201d, mesmo antes do Natal, \u00e0 porta da resid\u00eancia oficial do primeiro-ministro.<\/p>\n<p>O decreto-lei pode n\u00e3o ser promulgado pelo Presidente da Rep\u00fablica e, mesmo que o seja, poder\u00e1 ainda voltar \u00e0 Assembleia da Rep\u00fablica, por iniciativa de deputados do CDS-PP ou do PSD, mas se for avante significar\u00e1 o fim de muitas escolas privadas que est\u00e3o a fazer \u201cservi\u00e7o p\u00fablico\u201d, como foi sublinhado, pois est\u00e1 prevista uma redu\u00e7\u00e3o de 30 por cento do financiamento. Os respons\u00e1veis das escolas temem ainda que, ficando o financiamento dependente de negocia\u00e7\u00f5es anuais, que impossibilitar\u00e3o o normal planeamento a m\u00e9dio prazo, as escolas privadas localizadas em \u00e1reas de escolas p\u00fablicas com menos alunos (porque os pais preferem as privadas) fiquem sem qualquer financiamento para que se force a frequ\u00eancia da escola estatal.<\/p>\n<p>No encontro de Calv\u00e3o, as vozes levantaram-se pelo direito dos pais escolherem a escola com valores para os seus filhos (cantou-se em v\u00e1rios momentos: \u201cPr\u00f3 meu filho, pr\u00e1 minha filha, decido eu, decido eu\u201d), contra o preconceito cada vez mais difundido de que a escola privada \u00e9 para os ricos e para as elites, j\u00e1 que o ensino \u00e9 gratuito nas escolas visadas, contra a ideia de que o ensino privado custa ao Estado, quando, afirmou Jorge Cotovio, apoiado num estudo, o Estado gasta menos com os alunos nas escolas privadas com contrato de associa\u00e7\u00e3o do que nas escolas p\u00fablicas. O \u201cEstado poupa [com os contratos de associa\u00e7\u00e3o] 50 milh\u00f5es de euros por ano\u201d.<\/p>\n<p>No final do encontro, D. Ant\u00f3nio Francisco real\u00e7ou que as escolas privadas \u201cprestam um servi\u00e7o a Portugal. T\u00eam um trabalho de d\u00e9cadas que Portugal n\u00e3o pode esquecer, ignorar, assassinar\u201d. Atrav\u00e9s da imprensa deixou \u201cum apelo \u00e0 coragem e \u00e0 lucidez da parte do Governo\u201d. \u201cAssim, como teve a coragem de fazer um decreto, que toda a gente reconhece ser incorrecto e injusto, \u00e9 necess\u00e1rio que agora tenha a coragem de emendar o que fez e de respeitar a op\u00e7\u00e3o dos portugueses\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Jorge Pires Ferreira<\/p>\n<p>No final do encontro, quando ainda havia pessoas no pavilh\u00e3o, pais e professores do Col\u00e9gio de imediato arrumaram cadeiras, enrolaram tapetes e desmontaram o palco. \u201cIsto \u00e9 o que se v\u00ea em todos os col\u00e9gios\u201d, disse ao Correio do Vouga a m\u00e3e de tr\u00eas alunos que frequentam col\u00e9gios de Anadia. E prosseguiu: \u201cNa escola p\u00fablica espera-se que os funcion\u00e1rios arrumem\u201d.<\/p>\n<p>Ecos de interven\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Manuel Silva<\/p>\n<p>Ex-Director Regional<\/p>\n<p>da Educa\u00e7\u00e3o do Centro<\/p>\n<p>\u201cO que est\u00e1 em causa \u00e9 o fim da liberdade de escolha, o totalitarismo, a estatiza\u00e7\u00e3o do ensino. N\u00e3o deixem que aumente o preconceito contra a escola privada. Nos pa\u00edses da Europa onde a escola \u00e9 mais privada o ensino \u00e9 melhor. Se o problema \u00e9 a quest\u00e3o financeira, contratualizem com as escolas estatais como com as escolas privadas\u201d.<\/p>\n<p>Jorge de S\u00e3o Jos\u00e9<\/p>\n<p>Presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Pais <\/p>\n<p>do Col\u00e9gio de Famalic\u00e3o, Anadia<\/p>\n<p>\u201cTemos o direito a escolher uma educa\u00e7\u00e3o com valores e princ\u00edpios. As medidas v\u00e3o criar col\u00e9gios de ricos [os que n\u00e3o t\u00eam contratos de associa\u00e7\u00e3o e onde os pais pagam mensalidades n\u00e3o ser\u00e3o afectados] e escolas de pobres\u201d.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Marcelino<\/p>\n<p>\u201cSe o Estado quer democracia, valorize esta solu\u00e7\u00e3o [da escola privada]. \u00c9 preciso varrer tudo o que \u00e9 privado para termos um povo que n\u00e3o pensa? N\u00e3o decide? Isto \u00e9 o caminho para o estatismo que o pa\u00eds n\u00e3o quer. S\u00f3 importamos da Europa o que \u00e9 mau?\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Encontro em Calv\u00e3o levantou a voz contra a mudan\u00e7a de regras de financiamento. Contesta\u00e7\u00e3o vai continuar todas as noites \u00e0 porta do primeiro-ministro. Mais de duas mil pessoas, entre pais, professores, ex-alunos e \u00f3rg\u00e3os directivos, compareceram na assembleia convocada para o Col\u00e9gio de Calv\u00e3o, na tarde de 5 de Dezembro. 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