{"id":3263,"date":"2010-12-09T11:03:00","date_gmt":"2010-12-09T11:03:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3263"},"modified":"2010-12-09T11:03:00","modified_gmt":"2010-12-09T11:03:00","slug":"daniel-rodrigues-jornalista-inquieto-e-cristao-inconformado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/daniel-rodrigues-jornalista-inquieto-e-cristao-inconformado\/","title":{"rendered":"Daniel Rodrigues, jornalista inquieto e crist\u00e3o inconformado"},"content":{"rendered":"<p>Olhos na Rua <!--more--> Conheci-o enamorado de \u201cO Com\u00e9rcio do Porto\u201d e a viver para ele as 24 horas do dia. Vi-o a correr ofegante para estar em todas. Ouvi-o a dizer palavras em catadupa, com receio de n\u00e3o comunicar tudo quanto tinha l\u00e1 dentro. Observei-o entre os colegas de profiss\u00e3o, amigo de todos, fiel a todos. Escutei-lhe os desabafos ante a morte anunciada do \u201cseu\u201d jornal. Testemunhei como viveu o diaconado permanente como caminho de realiza\u00e7\u00e3o humana e crist\u00e3, e como serviu o Correio do Vouga, sem condi\u00e7\u00f5es. Acolhi, com respeito e abertura, as suas confid\u00eancias, preocupa\u00e7\u00f5es e projectos. Vi os seus olhos a reluzir, sempre que recordava e sonhava passos andados a bem da regi\u00e3o e da Igreja. Saboreei a sua paix\u00e3o pelos pobres, pelos ciganos e os exclu\u00eddos sociais. Senti-o a definhar-se na sua sa\u00fade, a pedir que n\u00e3o dessem por definitiva a sua debilidade, porque alimentava, at\u00e9 ao fim a esperan\u00e7a de viver, comunicar, servir, ser forte\u2026 Um homem da cidade que ele amava e o amava; da Igreja, de que falava com amor e servia com generosidade; das suas terras do Paiva, horizonte largo e duro do homem lutador que ele era; dos muitos amigos, espalhados por esse Portugal fora, que me perguntavam por ele, a jeito de quem o recordava como ele sempre foi\u2026<\/p>\n<p>Era assim, e muito mais, o Daniel. Morreu, mas continua vivo, como todos os que n\u00e3o viveram em v\u00e3o. Semeou muito. At\u00e9 ao fim. Os frutos h\u00e3o-de vir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Olhos na Rua<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-3263","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3263","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3263"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3263\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3263"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3263"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3263"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}