{"id":3290,"date":"2010-12-02T15:02:00","date_gmt":"2010-12-02T15:02:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3290"},"modified":"2010-12-02T15:02:00","modified_gmt":"2010-12-02T15:02:00","slug":"alteracoes-climaticas-poem-em-causa-vida-humana-na-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/alteracoes-climaticas-poem-em-causa-vida-humana-na-terra\/","title":{"rendered":"Altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas p\u00f5em em causa vida humana na Terra?"},"content":{"rendered":"<p>Prof. Carlos Borrego alerta que a subida do n\u00edvel do mar implica a transfer\u00eancia de popula\u00e7\u00f5es e a proibi\u00e7\u00e3o de constru\u00e7\u00e3o em certas zonas do litoral.<\/p>\n<p>At\u00e9 2100 a temperatura m\u00e9dia aumentar\u00e1 entre 2,1 e 4,4 graus e n\u00edvel do mar subir\u00e1 entre 18 e 60 cent\u00edmetros, referiu o professor Carlos Borrego, da universidade de Aveiro, na confer\u00eancia \u201cA gest\u00e3o da biodiversidade num clima em mudan\u00e7a\u201d, que proferiu na abertura das II Jornadas do Ambiente, Energias e Altera\u00e7\u00f5es Clim\u00e1ticas \u2013 A Biodiversidade, promovidas pelo Europe Direct &#8211; Centro de Informa\u00e7\u00e3o de Aveiro. <\/p>\n<p>Carlos Borrego afirmou que a redu\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o de gases com efeito estufa e a mitiga\u00e7\u00e3o das consequentes altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas depende de cada um de n\u00f3s, e n\u00e3o dos governos e das empresas, porque, em Portugal, cerca de 71% das emiss\u00f5es prov\u00eaem da produ\u00e7\u00e3o de energia, grande parte da qual \u00e9 usada para proporcionar conforto (climatiza\u00e7\u00e3o, ilumina\u00e7\u00e3o e qualidade de vida nas habita\u00e7\u00f5es) e mobilidade (transportes particulares) ao cidad\u00e3o. O restante 29% da emiss\u00e3o de gases com efeito \u00e9 oriundo da agricultura (10%), do tratamento de res\u00edduos (10%) e dos processos industriais (9%).<\/p>\n<p>O aumento da temperatura m\u00e9dia no planeta Terra come\u00e7ou a acentuar-se a partir dos meados do s\u00e9culo XIX, com a \u201crevolu\u00e7\u00e3o industrial\u201d, com uma subida mais forte desde finais do s\u00e9culo XX, pelo que a temperatura m\u00e9dia actual \u00e9 0,5 graus mais elevada, disse o investigador da UA, que prosseguiu sublinhando que tamb\u00e9m tem havido uma constante subida da liberta\u00e7\u00e3o de gases com efeito estufa, com especial destaque para o di\u00f3xido de carbono (CO2), que, nos \u00faltimos 150 anos, passou de 280 ppm (part\u00edculas por milh\u00e3o) para as actuais 375, prevendo-se esse n\u00famero suba para as 550 ppm nos pr\u00f3ximos cem anos.<\/p>\n<p>Carlos Borrego alertou para o facto de em 2080 a temperatura m\u00e9dia na Europa esteja entre 2,1 e 4,4 graus mais elevada, enquanto a m\u00e9dia mundial ficar\u00e1 entre 1,8 e 4\u00ba, o que poder\u00e1 ter implica\u00e7\u00f5es devastadoras na biodiversidade e poder\u00e1 mesmo p\u00f4r em causa a sobreviv\u00eancia humana. O n\u00edvel m\u00e9dio das \u00e1guas do mar poder\u00e1 subir entre 18 e 60 cent\u00edmetros. Neste \u00faltimo caso, a cidade de Coimbra passar\u00e1 a ter praia oce\u00e2nica.<\/p>\n<p>Se as previs\u00f5es se confirmarem, Carlos Borrego alertou que Portugal ter\u00e1 chuvas mais intensas e concentradas em curtos espa\u00e7os de tempo, o que provocar\u00e1 inunda\u00e7\u00f5es catastr\u00f3ficas, a par de per\u00edodos de seca mais prolongados e com temperaturas mais elevadas, o que provocar\u00e1 maior eros\u00e3o, destrui\u00e7\u00e3o de solos, redu\u00e7\u00e3o e contamina\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pot\u00e1vel.<\/p>\n<p>Para Carlos Borrego, a constru\u00e7\u00e3o de espor\u00f5es no litoral n\u00e3o \u00e9 solu\u00e7\u00e3o para o avan\u00e7o do mar devido \u00e0 subida do n\u00edvel m\u00e9dio das \u00e1guas do mar. Por isso, chegou a altura de se come\u00e7ar a equacionar a transfer\u00eancia das popula\u00e7\u00f5es que residem em zonas de risco e tamb\u00e9m a proibi\u00e7\u00e3o de constru\u00e7\u00e3o urbana nessas \u00e1reas do litoral.<\/p>\n<p>Tudo isso ter\u00e1 impacto na biodiversidade e na preserva\u00e7\u00e3o dos habitats naturais, lembrando Carlos Borrego que \u201ca biodiversidade \u00e9 fundamental para a sobreviv\u00eancia humana\u201d. <\/p>\n<p>C.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Prof. Carlos Borrego alerta que a subida do n\u00edvel do mar implica a transfer\u00eancia de popula\u00e7\u00f5es e a proibi\u00e7\u00e3o de constru\u00e7\u00e3o em certas zonas do litoral. 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