{"id":33,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=33"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"a-semana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-semana\/","title":{"rendered":"A Semana"},"content":{"rendered":"<p>O grande ataque \u00e0 pol\u00edtica do Governo, nos \u00faltimos tempos, n\u00e3o foi, como se esperava, o discurso de Ferro Rodrigues na \u201crentr\u00e9e\u201d do PS. A\u00ed, o l\u00edder socialista limitou-se a posicionar-se ao n\u00edvel de Paulo Portas e do PP, esquecendo-se de que o alvo do PS, como maior partido da oposi\u00e7\u00e3o, teria de ser o PSD e Dur\u00e3o Barroso. <\/p>\n<p>Quem, no entanto, se encarregou de atacar desassombrada e inesperadamente o Governo foi a pr\u00f3pria ministra das Finan\u00e7as, Manuela Ferreira Leite, num encontro de empres\u00e1rios e trabalhadores sociais-democratas. Ao considerar que a sua proposta de congelamento de admiss\u00f5es de funcion\u00e1rios na Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica foi  \u201ca medida mais est\u00fapida\u201d que tomou, a ministra confirmou que nem sempre o Governo aposta nas decis\u00f5es mais acertadas. Uma decis\u00e3o est\u00fapida nunca ser\u00e1 de seguir, a nosso ver, custe o que custar. <\/p>\n<p>Ferreira Leite n\u00e3o se ficou por aqui, avan\u00e7ando mesmo com a den\u00fancia da incapacidade governativa em evitar que 57 por cento das empresas portuguesas fujam ao Fisco. E logo apontou o dedo ao Estado, acusando-o de ser \u201co grande culpado\u201d desta situa\u00e7\u00e3o. Ainda acrescentou que o Governo \u201cn\u00e3o pode andar atr\u00e1s dos trabalhadores por conta de outrem, porque esses n\u00e3o fogem aos impostos; quem foge aos impostos s\u00e3o os trabalhadores por conta pr\u00f3pria e as empresas\u201d. Se \u00e9 assim, por que motivo n\u00e3o age o seu Minist\u00e9rio, em conjuga\u00e7\u00e3o com outros, contra os faltosos? <\/p>\n<p>O paradoxo disto tudo est\u00e1 no facto de o Governo e o seu partido terem ficado calados. Se fosse a oposi\u00e7\u00e3o a dizer o mesmo, aqui-d\u2019el-rei que nunca resolveram os problemas enquanto estiveram a governar. Mas, afinal, Manuela Ferreira Leite tamb\u00e9m ainda n\u00e3o conseguiu acabar com este cancro da nossa sociedade.<\/p>\n<p>Diz-se, talvez com muita raz\u00e3o, que somos um povo que gosta de improvisar. Programar, planear e organizar n\u00e3o ser\u00e1 muito connosco. Mas a executar, a trabalhar no terreno, parece que somos bons. N\u00e3o se diz que, no estrangeiro, os portugueses s\u00e3o dos melhores trabalhadores que h\u00e1?<\/p>\n<p>Terminados os inc\u00eandios de Ver\u00e3o que devastaram Portugal, quase de l\u00e9s a l\u00e9s, deixando na mis\u00e9ria muita gente, n\u00e3o faltam promessas de livros brancos sobre a cat\u00e1strofe para se apurarem as causas. Mas tamb\u00e9m j\u00e1 se diz  que a nova floresta portuguesa tem de ser bem ordenada, para que n\u00e3o volte a acontecer trag\u00e9dia semelhante. <\/p>\n<p>Durante os inc\u00eandios florestais, n\u00e3o faltaram t\u00e9cnicos que apontaram erros, ditaram senten\u00e7as e avan\u00e7aram propostas cient\u00edficas que h\u00e1 muito andam pelos livros, pelas universidades e pelos gabinetes dos pol\u00edticos. Urge, pois, pegar nisso tudo, com urg\u00eancia, planificar e saltar para o terreno, para que uma das maiores manchas florestais da Europa seja reposta, restituindo \u00e0 nossa paisagem o verde que a caracterizava. Mas quanto antes, n\u00e3o v\u00e1 dar-se o caso, t\u00e3o ao nosso estilo, de no Ver\u00e3o de 2004 tudo continuar marcado pela cinza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O grande ataque \u00e0 pol\u00edtica do Governo, nos \u00faltimos tempos, n\u00e3o foi, como se esperava, o discurso de Ferro Rodrigues na \u201crentr\u00e9e\u201d do PS. 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