{"id":3314,"date":"2010-12-15T10:12:00","date_gmt":"2010-12-15T10:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3314"},"modified":"2010-12-15T10:12:00","modified_gmt":"2010-12-15T10:12:00","slug":"a-nova-geracao-dos-aposentados-uteis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-nova-geracao-dos-aposentados-uteis\/","title":{"rendered":"A nova gera\u00e7\u00e3o dos aposentados \u00fateis"},"content":{"rendered":"<p>Olhos na Rua <!--more--> H\u00e1 gente que espera a aposenta\u00e7\u00e3o para fazer companhia todo o dia \u00e0 televis\u00e3o, ver todas as telenovelas, dispor de tempo para conversar ao telefone e com os p\u00e9s quentinhos, com amigos ou amigas. Outros come\u00e7aram por terem olhado a tempo para os bancos dos jardins e a\u00ed marcaram lugar cativo. Nas aldeias, a vida dos aposentados, a menos que tenham regressado da cidade com o estatuto de funcion\u00e1rios p\u00fablicos reformados, \u00e9 de continuar a trabalhar, porque nunca fizeram outra coisa na vida e agora \u00e9 dif\u00edcil andar por outro caminho. Uma moda nova e de aplaudir \u00e9 passear o pa\u00eds em camionetas da c\u00e2mara para ver o que nunca se viu ou matricular-se em universidades seniores para continuar a aprender\u2026<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 outros, j\u00e1 aposentados ou l\u00e1 a chegar depressa, que encontram agora tempo para investigar e escrever sobre a sua terra, sobre a hist\u00f3ria de tempos vividos antes, sobre usos e costumes que o tempo banal inclemente vai apagando. Uma maravilha de criatividade intelectual, de frescura de alma, de sentido de transmiss\u00e3o gratuita, de \u201cplantar nogueiras\u201d que s\u00f3 dar\u00e3o fruto para os bisnetos\u2026 Gente que mostra que o pa\u00eds n\u00e3o entrou em fal\u00eancia e que n\u00e3o \u00e9 preciso um requerimento para se fazer o que se gosta. Gente que prolonga o tempo com um bem-fazer discreto mas \u00fatil.<\/p>\n<p>Aposentado n\u00e3o quer dizer resignado, acomodado, in\u00fatil. Quer dizer que h\u00e1 gente que descobriu finalmente na vida o que a vida pacientemente lhe reservou para o tempo sem hor\u00e1rio, para a gratuidade generosa, para que, fora da lufa-lufa, possa saborear a outra face da vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Olhos na Rua<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-3314","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3314","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3314"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3314\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3314"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3314"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3314"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}