{"id":3321,"date":"2010-12-02T15:16:00","date_gmt":"2010-12-02T15:16:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3321"},"modified":"2010-12-02T15:16:00","modified_gmt":"2010-12-02T15:16:00","slug":"faleceu-o-diacono-daniel-rodrigues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/faleceu-o-diacono-daniel-rodrigues\/","title":{"rendered":"Faleceu o Di\u00e1cono Daniel Rodrigues"},"content":{"rendered":"<p>\u00d3bito <!--more--> Faleceu no dia 29 de Novembro. Jornalista, ordenado Di\u00e1cono Permanente em 1988, Daniel Rodrigues foi director adjunto do Correio do Vouga de 1993 a 2004.<\/p>\n<p>Faleceu o Daniel Rodrigues, o decano dos jornalistas aveirenses. Tinha 79 anos e foi ordenado Di\u00e1cono Permanente em 22 de Maio de 1988.<\/p>\n<p>Como jornalista, trabalhou incansavelmente no \u201cCom\u00e9rcio do Porto\u201d e no \u201cDi\u00e1rio Popular\u201d, tendo exercido, tamb\u00e9m, as fun\u00e7\u00f5es de director-adjunto do Correio do Vouga. Como di\u00e1cono, foi respons\u00e1vel da pastoral dos ciganos e colaborador da par\u00f3quia da Gl\u00f3ria.<\/p>\n<p>Distinguiu-se sobremaneira como rep\u00f3rter, conhecendo todos os recantos do Distrito de Aveiro, e n\u00e3o s\u00f3. As suas reportagens caracterizaram-se pelo humanismo com que enfrentava as realidades, denunciando injusti\u00e7as e promovendo as pretens\u00f5es que considerava leg\u00edtimas das popula\u00e7\u00f5es. O reflexo desse seu trabalho est\u00e1 bem patente no livro \u201cVouga Arriba&#8230; ou o drama de um povo\u201d, publicado em 1974. Nele disse que n\u00e3o olhava a homens ou a cargos. \u00abImporta-nos, isso sim, a defesa do Povo. Para al\u00e9m da nossa ideologia pol\u00edtica e religiosa, est\u00e1 o bem da Colectividade, das camadas mais desprovidas de r\u00e9ditos. N\u00e3o atacamos ou elogiamos homens; atacamos situa\u00e7\u00f5es, elogiamos tomadas de posi\u00e7\u00f5es verdadeiras\u00bb.<\/p>\n<p>Ao servi\u00e7o da reportagem, facilmente captava a \u201cnot\u00edcia\u201d, retratava com sensibilidade e humanismo dramas e alegrias, ao mesmo tempo que alertava para as injusti\u00e7as e para os injusti\u00e7ados.<\/p>\n<p>Nascido em \u201cTerras do Demo\u201d, como tantas vezes proclamava, passou pelo Semin\u00e1rio de Beja j\u00e1 adulto e estabeleceu-se em Aveiro como funcion\u00e1rio judicial, sendo paralelamente correspondente de v\u00e1rias publica\u00e7\u00f5es. Por\u00e9m, um dia teve que decidir e passou a dirigir, com empenho total, a Delega\u00e7\u00e3o de Aveiro do \u201cCom\u00e9rcio do Porto\u201d. Depois ainda a Delega\u00e7\u00e3o do \u201cDi\u00e1rio Popular\u201d, correndo de um lado para o outro, num af\u00e3 de estar em todas as frentes. E o seu maior desgosto ter\u00e1 sido quando viu fechar a sua \u201cdelega\u00e7\u00e3o\u201d, que tanto trabalho lhe dera para se impor na cidade de Aveiro e regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Das suas in\u00fameras reportagens destaco as que dedicou \u00e0 defesa dos interesses da Gafanha da Nazar\u00e9, sobretudo para a sua eleva\u00e7\u00e3o a Vila e Cidade. Tamb\u00e9m, entre muitas outras, as que escreveu sobre o Pr\u00e9stimo e Talhadas e os seus baldios, e sobre o Salgado aveirense. N\u00e3o ficou indiferente aos Congressos Republicanos, ao 25 de Abril, com revolu\u00e7\u00e3o e contra-revolu\u00e7\u00e3o, nem t\u00e3o-pouco aos sofrimentos dos mais desprotegidos.<\/p>\n<p>Como respons\u00e1vel diocesano pela Pastoral dos Ciganos, percebia-se muito bem, quando falava e reflectia com amigos ou conhecidos sobre as \u201ccaravanas\u201d que passavam e acampamentos que visitava, quanto vivia os problemas daquele gente n\u00f3mada, que considerava como irm\u00e3os a promover e a dignificar.<\/p>\n<p>Meu colega na direc\u00e7\u00e3o do \u201cCorreio do Vouga\u201d, depois de tantos trabalhos jornal\u00edsticos, senti a alegria com que partiu para Cuba, para mais uma s\u00e9rie de reportagens sobre a visita de Jo\u00e3o Paulo II \u00e0 ilha e ao sonho de um regime sem classes de Fidel Castro. \u00abCuba, abre-te ao mundo; Mundo, abre-te a Cuba\u00bb, express\u00e3o que Daniel Rodrigues ajudou a propagar, com uma alegria enorme, na esperan\u00e7a do desejado entendimento total entre os homens, para al\u00e9m das suas ideologias pol\u00edticas e religiosas.<\/p>\n<p>Nesta hora de o ver partir fisicamente, faltam-me as palavras que ele merecia. Mas o seu trabalho, em prol de todos os homens de boa vontade, em tantas etapas, lev\u00e1-lo-\u00e1, certamente, ao aconchego no cora\u00e7\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p>O funeral realizou-se na Igreja da Miseric\u00f3rdia, no dia 30 de Novembro. Daniel Rodrigues foi sepultado no Cemit\u00e9rio Sul.<\/p>\n<p>Fernando Martins<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00d3bito<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-3321","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3321","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3321"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3321\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3321"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3321"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3321"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}