{"id":3322,"date":"2010-12-02T15:17:00","date_gmt":"2010-12-02T15:17:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3322"},"modified":"2010-12-02T15:17:00","modified_gmt":"2010-12-02T15:17:00","slug":"o-advento-da-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-advento-da-esperanca\/","title":{"rendered":"O Advento da esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Longa \u00e9 a noite e a madrugada n\u00e3o rompe.<\/p>\n<p>J\u00e1 nos cansamos de discursos, an\u00e1lises, cr\u00edticas, explica\u00e7\u00f5es e promessas. Ainda n\u00e3o deslindamos por inteiro as causas vis\u00edveis e invis\u00edveis, pr\u00f3ximas e distantes de todo este desencanto que nos invade, esp\u00e9cie de Inverno sem sinais de vida. Nem sabemos bem onde est\u00e3o os erros mais b\u00e1sicos nesta aritm\u00e9tica que n\u00e3o sabe multiplicar os bens e dividir os males.<\/p>\n<p>J\u00e1 percebemos que quase tudo nos pode acontecer.Com a humilha\u00e7\u00e3o de termos estado prestes a ser um pa\u00eds moderno, civilizado e desenvolvido. Tudo parece cair ao mesmo tempo. A pobreza j\u00e1 n\u00e3o se envergonha como dantes. Estala nos protestos expressos em todos os recantos. Cada vez \u00e9 maior o n\u00famero dos que se consideram desabrigados, sem capacidade para o sonho m\u00e9dio de h\u00e1 uns tempos atr\u00e1s: uma casa condigna, um  carro, televisor, electrodom\u00e9stico, computador, m\u00e1quinas disto e daquilo, gelados e congelados em abund\u00e2ncia\u2026<\/p>\n<p>N\u00e3o longe daqui estar\u00e1 o problema. Quase tudo foi multiplicado luxuriosamente. Adquiriram-se h\u00e1bitos, contra\u00edram-se empr\u00e9stimos, d\u00edvidas, v\u00edcios, estilos, padr\u00f5es insustent\u00e1veis que a t\u00e3o falada crise veio revelar. Engan\u00e1mo-nos na medi\u00e7\u00e3o da nossa estatura.<\/p>\n<p>E por aqui andamos, atordoados, sem saber bem como e quando tudo isto vai acabar. E quem vai escapar deste vendaval sem ter de mudar de vida e experimentar uma austeridade dura e crua de ren\u00fancia a muitos teres e haveres porventura essenciais  a uma exist\u00eancia de qualidade.<\/p>\n<p>Independentemente da sa\u00edda t\u00e9cnica da crise temos de reaprender a viver.Com a ren\u00fancia, a austeridade, a procura quotidiana do essencial e a ren\u00fancia ao sup\u00e9rfluo. E medir bem o lixo &#8211; o que se deita fora e o que se guarda &#8211; esse mont\u00e3o di\u00e1rio que \u00e9 o p\u00e3o do diabo mal amassado, fruto impuro do nosso esbanjamento. Tudo isto  associado ao trabalho, que se n\u00e3o faz, ao tempo que se desperdi\u00e7a, ao engano que pode constituir ter sobre a mesa o p\u00e3o sem suor, as fortunas sem m\u00e9rito, as contas engordadas pelo jogo de mercado e pela sorte que gera fortunas. E com os mais fr\u00e1geis a perderem continuamente no encal\u00e7o dos bens.<\/p>\n<p>Este Advento pode significar uma peregrina\u00e7\u00e3o interior \u00e0 comunidade que somos. Para nos acender a esperan\u00e7a mesmo quando todos os caminhos parecem bloqueados. Que seria dos trinta homens da mina de S. Jos\u00e9 sem a Esperan\u00e7a?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Longa \u00e9 a noite e a madrugada n\u00e3o rompe. J\u00e1 nos cansamos de discursos, an\u00e1lises, cr\u00edticas, explica\u00e7\u00f5es e promessas. Ainda n\u00e3o deslindamos por inteiro as causas vis\u00edveis e invis\u00edveis, pr\u00f3ximas e distantes de todo este desencanto que nos invade, esp\u00e9cie de Inverno sem sinais de vida. Nem sabemos bem onde est\u00e3o os erros mais b\u00e1sicos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-3322","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3322","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3322"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3322\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3322"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3322"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3322"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}