{"id":3324,"date":"2010-12-15T10:08:00","date_gmt":"2010-12-15T10:08:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3324"},"modified":"2010-12-15T10:08:00","modified_gmt":"2010-12-15T10:08:00","slug":"libertinismo-doenca-mortal-da-democracia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/libertinismo-doenca-mortal-da-democracia\/","title":{"rendered":"Libertinismo &#8211; doen\u00e7a mortal da democracia?"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> No \u00e2mbito da revolu\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica subsequente a 1917, V. Lenine escreveu alguns textos que vieram a ser compilados num livro intitulado \u00abesquerdismo &#8211; doen\u00e7a infantil do comunismo\u00bb. Por analogia, justifica-se perguntar agora se a propens\u00e3o libertina actual n\u00e3o ser\u00e1 uma doen\u00e7a da democracia; doen\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 infantil mas tamb\u00e9m mortal. Na reflex\u00e3o sobre o assunto, convir\u00e1 termos em conta que o libertinismo se observa em todos os dom\u00ednios da vida e actividades humanas: observa-se na economia, sob a forma de liberalismo, ou neoliberalismo, sem limites (Cf. o n.\u00ba 14 da \u00abLaborem Exercens\u00bb, de Jo\u00e3o Paulo II); e na contesta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica, sob a forma de oposi\u00e7\u00e3o a tudo o que limite a satisfa\u00e7\u00e3o plena de impulsos e interesses (cf. o n.\u00ba 43 da \u00abCaritas in Veritate\u00bb, de Bento XVI). Em geral, considera-se, de direita, o libertinismo econ\u00f3mico e, de esquerda, o contestat\u00e1rio; trata-se, por\u00e9m, de um equ\u00edvoco, dado que ambos se situam na esfera do extremismo amoral, destruidor da corresponsabilidade, do bem comum e da dignidade humana. <\/p>\n<p>O libertinismo econ\u00f3mico est\u00e1 patente no poder econ\u00f3mico transnacional e nacional incontrol\u00e1vel, ilegal e ileg\u00edmo, que perpetua a velha \u00abexplora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem\u00bb. O libertinismo contestat\u00e1rio est\u00e1 patente no poder demolidor da autoridade leg\u00edtima, da defesa nacional, da seguran\u00e7a p\u00fablica, da sustentabilidade econ\u00f3mico-social&#8230;, sem olhar a meios para alcan\u00e7ar os seus fins. Os dois convergem na destrui\u00e7\u00e3o do Estado soberano e na ingovernabilidade democr\u00e1tica dos povos. Corroem os regimes democr\u00e1ticos, abusam das liberdades que eles proporcionam, e fazem o jogo de poderes obscuros, considerados ou n\u00e3o \u00abterroristas\u00bb. O libertinismo econ\u00f3mico esteve na origem da actual crise econ\u00f3mica, e condiciona os Estados e a sociedade civil na respectiva supera\u00e7\u00e3o. O libertinismo contest\u00e1rio recorre a manifesta\u00e7\u00f5es diversas como, por exemplo, a agita\u00e7\u00e3o violenta, a difus\u00e3o abusiva de documentos secretos, a \u00abgreve selvagem\u00bb (como a de controladores a\u00e9reos, em Espanha)&#8230;<\/p>\n<p>Uma parte significativa dos grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o social integra os dois libertinismos; dedica-lhes toda a aten\u00e7\u00e3o, acriticamente, e aceita, como igualmente defens\u00e1veis, todas as posi\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas, pol\u00edticas, morais e outras. Mais do que isso: integra, na sua identidade, a desacredita\u00e7\u00e3o do poder pol\u00edtico e de outras institui\u00e7\u00f5es e valores, como se a sua liberdade consistisse em estar sempre contra eles.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-3324","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3324","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3324"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3324\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3324"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3324"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3324"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}