{"id":3328,"date":"2010-11-24T10:31:00","date_gmt":"2010-11-24T10:31:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3328"},"modified":"2010-11-24T10:31:00","modified_gmt":"2010-11-24T10:31:00","slug":"de-novo-a-droga-na-escola-e-a-sua-volta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/de-novo-a-droga-na-escola-e-a-sua-volta\/","title":{"rendered":"De novo a droga na escola e \u00e0 sua volta"},"content":{"rendered":"<p>Olhos na Rua <!--more--> Era um casal modesto de emigrantes da Beira Alta. Apenas um filho. Vieram para Aveiro na esperan\u00e7a de que ele, bom aluno, chegasse um dia \u00e0 universidade. Este filho era o centro da vida dos pais. Por ele estavam dispostos a tudo. Um dia, por influ\u00eancia de colegas e de traficantes a estes ligados, foi apanhado na rede. Primeiro como passador, depois como consumidor. Quando se quis libertar, a rede n\u00e3o deixou e amea\u00e7ou. Consumidor dependente, deixou os estudos e exigia \u00e0 m\u00e3e dinheiro ou meios de o adquirir. Quando o casal tomou consci\u00eancia do polvo que o sufocava, o filho procurou ajuda. Tamb\u00e9m eu os recebi. Umas vezes o casal, outras s\u00f3 a m\u00e3e que j\u00e1 escondia do pai as amea\u00e7as di\u00e1rias do filho quando n\u00e3o recebia o dinheiro que lhe exigia, proibindo-a de dizer ao pai\u2026 A situa\u00e7\u00e3o agravou-se. Terminou de uma maneira tr\u00e1gica. Batia na m\u00e3e e um dia\u2026 matou-a barbaramente. Eu n\u00e3o estava em Aveiro nesses dias. Quis, ao regressar, encontrar-me com o pai, mas n\u00e3o sabia como. A meio da manh\u00e3, ao descer a Avenida, vi-o caminhar cabisbaixo. Conversamos: \u201cEstou numa vida sem sentido. A minha mulher morta\u2026 O filho, por quem fizemos tudo, destrui-nos e agora \u00e9 mais um assassino na pris\u00e3o\u2026 E eu espero a morte e procuro a morte\u2026 Porque viver?\u201d<\/p>\n<p>H\u00e1 dias vi prender o porteiro de uma escola por traficar droga. Comovi-me ao ouvir os pais preocupados. Comovi-me. Recordei aquele pai. At\u00e9 quando este drama?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Olhos na Rua<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-3328","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3328","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3328"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3328\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3328"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3328"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3328"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}