{"id":3354,"date":"2010-12-02T14:58:00","date_gmt":"2010-12-02T14:58:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3354"},"modified":"2010-12-02T14:58:00","modified_gmt":"2010-12-02T14:58:00","slug":"ua-debateu-sal-marinho-tradicional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ua-debateu-sal-marinho-tradicional\/","title":{"rendered":"UA debateu sal marinho tradicional"},"content":{"rendered":"<p>Desmistificou-se a ideia negativa do sal, debatendo a diferen\u00e7a entre sal marinho artesanal, flor de sal e sal industrial e as vantagens da utiliza\u00e7\u00e3o do produto do mar.<\/p>\n<p>Especialistas de refer\u00eancia nas \u00e1reas da gastronomia, medicina, nutri\u00e7\u00e3o e qu\u00edmica alimentar reuniram-se na Universidade de Aveiro (UA), no workshop \u201cSAL \u2013 Um inimigo a abater ou um produto a conhecer?\u201d, promovido no \u00e2mbito do projecto europeu \u201cECOSAL ATLANTIS\u201d, para partilhar conhecimentos e experi\u00eancias acerca do sal marinho artesanal com o p\u00fablico especializado.<\/p>\n<p>O produto sal \u00e9, actualmente, indiferenciadamente associado a malef\u00edcios ao organismo, como a hipertens\u00e3o, problemas cardiovasculares, entre outros, sendo recorrentes as campanhas de promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade p\u00fablica direccionadas numa perspectiva \u201canti-sal\u201d.<\/p>\n<p>Este workshop pretendeu desmistificar essa ideia, debatendo a diferen\u00e7a entre sal marinho artesanal, flor de sal e sal industrial e as vantagens da utiliza\u00e7\u00e3o do sal marinho e flor de sal produzidos de forma artesanal.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de diferentes abordagens ao produto ao n\u00edvel da gastronomia, sa\u00fade, nutri\u00e7\u00e3o e qu\u00edmica alimentar, os organizadores da iniciativa deram a conhecer ao p\u00fablico especializado (\u00e1reas: sa\u00fade, nutri\u00e7\u00e3o, alimenta\u00e7\u00e3o, restaura\u00e7\u00e3o e hotelaria) os benef\u00edcios do sal marinho e da flor de sal produzidos de forma artesanal, fomentando a sua utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O projecto \u00abECOSAL ATLANTIS\u00bb tem por objectivo principal alcan\u00e7ar um desenvolvimento conjunto, integral e sustent\u00e1vel do turismo baseado no patrim\u00f3nio cultural e natural dos espa\u00e7os salineiros tradicionais do Atl\u00e2ntico. Para tal, desenrola-se em torno de tr\u00eas actividades chave que envolvem o desenvolvimento tur\u00edstico das salinas do Atl\u00e2ntico: Patrim\u00f3nio, Desenvolvimento Territorial Sustent\u00e1vel e Biodiversidade e Turismo da Natureza. <\/p>\n<p>A Universidade de Aveiro, como parceira do projecto, \u00e9 respons\u00e1vel pela ac\u00e7\u00e3o \u201cDesenvolvimento de Workshops\u201d, inserida na actividade \u201cDesenvolvimento Territorial Sustent\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>O sal n\u00e3o \u00e9 todo igual<\/p>\n<p>Num teste, os participantes do workshop cheiraram sal de v\u00e1rias regi\u00f5es. O de Aveiro n\u00e3o enganou: apresentava um cheiro not\u00e1vel a mar e a marisco. J\u00e1 o do Algarve pareceu \u00e0 maioria dos participantes indiferente.<\/p>\n<p>Para ser sal, explicou ao Correio do Vouga o professor da UA Manuel Ant\u00f3nio Coimbra, o sal tem de ter 94 por cento de cloreto de s\u00f3dio. Ora os 6 por cento que sobram podem ser constitu\u00eddos por muitas outras subst\u00e2ncias e elementos (magn\u00e9sio, pot\u00e1ssio, etc.). A Universidade de Aveiro j\u00e1 identificou centenas de compostos diferentes no sal. Da\u00ed que os diferentes tipos de sal possam ter aplica\u00e7\u00f5es culin\u00e1rias espec\u00edficas. Um cozinheiro convidado pela UA apresentou receitas (caldo verde com castanhas, p\u00e3o, requeij\u00e3o, peixe e carne, entre outras) elaboradas com diversos tipos de sal e deu a provar. \u201cAs conclus\u00f5es v\u00e3o agora ser trabalhadas\u201d, afirma o professor universit\u00e1rio, mas j\u00e1 \u00e9 certo que \u201cas opini\u00f5es variaram consoante o tipo de sal usado\u201d, o que sugere que quando se trata de uma refei\u00e7\u00e3o mais refinada, n\u00e3o basta ter apenas um tipo de sal na cozinha.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desmistificou-se a ideia negativa do sal, debatendo a diferen\u00e7a entre sal marinho artesanal, flor de sal e sal industrial e as vantagens da utiliza\u00e7\u00e3o do produto do mar. 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