{"id":3380,"date":"2010-12-15T09:38:00","date_gmt":"2010-12-15T09:38:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3380"},"modified":"2010-12-15T09:38:00","modified_gmt":"2010-12-15T09:38:00","slug":"o-evangelho-nao-e-para-palermas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-evangelho-nao-e-para-palermas\/","title":{"rendered":"O Evangelho n\u00e3o \u00e9 para palermas"},"content":{"rendered":"<p>Livro <!--more--> Escrever na areia. <\/p>\n<p>Jesus a e Alma dos Evangelhos<\/p>\n<p>Thomas Moore<\/p>\n<p>Ed. estrela Polar<\/p>\n<p>220 p\u00e1ginas<\/p>\n<p>\u201cJesus n\u00e3o era um moralista ins\u00edpido que oferecia recompensas ut\u00f3picas para uma vida dedicada ao bem; era um homem sofisticado que desfrutava da sua vida em comunidade, com os seus amigos e amores, e que possu\u00eda uma filosofia fascinante e original\u201d (p\u00e1g. 12).<\/p>\n<p>O escritor e psicoterapeuta Thomas Moore n\u00e3o o afirma claramente, mas reconhece que as media\u00e7\u00f5es entre o homem do s\u00e9culo XXI e Jesus n\u00e3o s\u00e3o as melhores. Algo se perde pelo caminho. \u201cSuspeito que a nossa tend\u00eancia para o sentimentalismo ou o transformar num cruzado moral \u00e9 uma defesa contra o desafio absolutamente radical do seu intelecto. Enquanto guardamos piedosamente a sua personalidade, como se fosse uma rel\u00edquia, n\u00e3o podemos sentir todo o vigor da sua vis\u00e3o para a humanidade\u201d, escreve na Introdu\u00e7\u00e3o de \u201cEscrever na areia\u201d. Neste livro, pretende, pois, mostrar que \u201co esplendor da Bas\u00edlica de S. Pedro n\u00e3o \u00e9 nada comparado com a esperan\u00e7a e a promessa do modo de vida alternativo que Jesus imaginou\u201d (p\u00e1g. 11). Para isso, \u00e9 preciso recuperar os Evangelhos, atrav\u00e9s da releitura destes textos fundacionais do cristianismo. \u00c9 que os Evangelhos tanto podem ficar aprisionados na Hist\u00f3ria, coisa frequente entre os acad\u00e9micos, como serem interpretados de forma literal e moralista, coisa frequente entre os seguidores (p\u00e1g. 15).<\/p>\n<p>Moore n\u00e3o se dirige especificamente aos crist\u00e3os, porque os Evangelhos podem iluminar pessoas de outras religi\u00f5es, mas, notando que se cruza com pessoas que j\u00e1 foram crist\u00e3s e sentem nostalgia dos Evangelhos, espera que este livro lhes \u201cofere\u00e7a (\u2026) uma forma de reimaginar a imag\u00e9tica e as f\u00e9rteis hist\u00f3rias dos Evangelhos\u201d e de \u201cobter uma nova seguran\u00e7a e estabilidade\u201d.<\/p>\n<p>O autor pontua as suas reflex\u00f5es com dados da psicologia e de outras tradi\u00e7\u00f5es religiosas que, de facto, refrescam as palavras de Jesus, n\u00e3o que elas tenham perdido a frescura original, mas \u00e0 for\u00e7a de serem lidas em contextos fixistas, lan\u00e7ou-se sobre elas uma camada de p\u00f3 que lhes ocultou o brilho. Como escrevia Bento Domingues no \u201cP\u00fablico\u201d do domingo passado (frase citada na p\u00e1gina 18), \u201cse l\u00eassemos as narrativas do Novo Testamento sem beatices e repar\u00e1ssemos na ironia, no riso e no humor que as percorrem, seria f\u00e1cil descobrir quanto o Evangelho \u00e9 divinamente divertido!\u201d.<\/p>\n<p>O livro de Thomas Moore, mostrando que o Reino de Deus \u00e9 \u201cuma nova forma de imaginar a vida humana\u201d, que a metan\u00f3ia \u00e9 \u201cuma mudan\u00e7a radical de vida\u201d ou que enfrentar os dem\u00f3nios \u00e9 \u201cser curado daquilo que nos possui\u201d, contribui, se n\u00e3o para mostrar que o Evangelho \u00e9 divinamente divertido, para real\u00e7ar que \u00e9 humanamente actual e existencialmente aliciante \u2013 o que \u00e9 mais e melhor do que s\u00f3 divertir.<\/p>\n<p>O autor. Thomas Moore \u00e9 norte-americano, natural de Detroit, de uma fam\u00edlia de origem irlandesa. No livro afirma que nasceu e foi de educado numa fam\u00edlia cat\u00f3lica, reconhecendo nos evangelhos a \u201cfonte inata\u201d da sua espiritualidade. Diz ainda no final da sua obra: \u201cEscrever este livro fez-me regressar aos meus vinte e pouco anos, quando vivia numa comunidade religiosa e estudava os Evangelhos como parte da minha forma\u00e7\u00e3o para me tornar padre. Nunca terminei essa forma\u00e7\u00e3o, mas a minha vida sofreu uma grande reviravolta por causa desses estudos\u201d.<\/p>\n<p>Entre outras, est\u00e3o publicadas em portugu\u00eas as suas duas principais obras: \u201cO sentido da alma\u201d e \u201cA emo\u00e7\u00e3o de viver a cada dia\u201d, ambas na Planeta Editora.<\/p>\n<p>Jorge Pires Ferreira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-3380","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3380","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3380"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3380\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3380"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3380"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3380"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}