{"id":3453,"date":"2009-09-02T09:50:00","date_gmt":"2009-09-02T09:50:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3453"},"modified":"2009-09-02T09:50:00","modified_gmt":"2009-09-02T09:50:00","slug":"as-causas-profundas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/as-causas-profundas\/","title":{"rendered":"As causas profundas"},"content":{"rendered":"<p>As raz\u00f5es profundas das crises civilizacionais n\u00e3o as queremos n\u00f3s, muitas vezes, nem procurar nem admitir. Orgulhosos do nosso poder humano, recusamos abrir os olhos e o cora\u00e7\u00e3o e deixar-nos invadir por Aquele \u201cque preenche tudo em todos\u201d.<\/p>\n<p>Calculamos matematicamente os sinais negativos e os sinais positivos da economia, desenhamos estrat\u00e9gias de equil\u00edbrio entre grupos e povos\u2026 Mas vivemos sempre a \u201ctrabalhar no arame\u201d, sujeitos a um pequeno estreme\u00e7\u00e3o que reponha, num instante, todos os medos, que force a um novo recome\u00e7o, e mais outro e mais outro\u2026<\/p>\n<p>\u201cA sociedade cada vez mais globalizada torna-nos vizinhos, mas n\u00e3o nos faz irm\u00e3os. A raz\u00e3o, por si s\u00f3, \u00e9 capaz de ver a igualdade entre os seres humanos e estabelecer uma conviv\u00eancia c\u00edvica entre eles, mas n\u00e3o consegue fundar a fraternidade.\u201d &#8211; como refere Bento XVI, na sua enc\u00edclica Caridade na Verdade, n.\u00ba 19. <\/p>\n<p>\u00c9 isso: s\u00f3 a nossa resposta a uma voca\u00e7\u00e3o transcendente de Deus, \u201cque nos amou primeiro, ensinando-nos por meio do Filho o que \u00e9 a caridade fraterna\u201d, nos far\u00e1 perceber a existencial rela\u00e7\u00e3o entre pessoas e povos, a fun\u00e7\u00e3o e o alcance das nossas qualidades. S\u00f3 ela nos inspirar\u00e1 os caminhos de uma coopera\u00e7\u00e3o aut\u00eantica, de estrat\u00e9gias sinceras para a supera\u00e7\u00e3o dos problemas.<\/p>\n<p>A poucas semanas de elei\u00e7\u00f5es, legislativas e aut\u00e1rquicas, proclamam-se slogans, prometem-se reformas, apontam-se medidas\u2026, de ca\u00e7a ao voto, de rever\u00eancia ao partido, de mordomias garantidas! <\/p>\n<p>Escreve-se, em alguns cartazes, \u201cas pessoas primeiro\u201d. Seria \u00f3ptimo que isso significasse o respeito pela dignidade humana como primeiro princ\u00edpio, a consci\u00eancia das dimens\u00f5es supra-materiais da mesma pessoa. E a proposta de organiza\u00e7\u00e3o de um tecido social, cujas estruturas favore\u00e7am a constru\u00e7\u00e3o dessa pessoa. Essa, sim, seria uma refer\u00eancia de futuro, que abra\u00e7ar\u00edamos com esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cAo lado do bem individual, existe um bem ligado \u00e0 vida social das pessoas: o bem comum. (\u2026) Comprometer-se pelo bem comum \u00e9, por um lado, cuidar e, por outro, valer-se daquele conjunto de institui\u00e7\u00f5es que estruturam jur\u00eddica, civil, pol\u00edtica e culturalmente a vida social, que deste modo toma a forma de polis, cidade. (\u2026) Todo o crist\u00e3o \u00e9 chamado a esta caridade, conforme a sua voca\u00e7\u00e3o e segundo as possibilidades que tem de incid\u00eancia na polis. Este \u00e9 o caminho institucional &#8211; podemos mesmo dizer pol\u00edtico &#8211; da caridade\u2026\u201d &#8211; Bento XVI, Caridade na Verdade, n.\u00ba 7.<\/p>\n<p>A\u00ed est\u00e1 um desafio claro do Papa a escolhermos de forma consciente, sobretudo a tomarmos parte activa na gest\u00e3o das coisas p\u00fablicas com decis\u00e3o e crit\u00e9rios evang\u00e9licos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As raz\u00f5es profundas das crises civilizacionais n\u00e3o as queremos n\u00f3s, muitas vezes, nem procurar nem admitir. 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