{"id":3481,"date":"2009-09-02T11:34:00","date_gmt":"2009-09-02T11:34:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3481"},"modified":"2009-09-02T11:34:00","modified_gmt":"2009-09-02T11:34:00","slug":"superacao-de-antinomias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/superacao-de-antinomias\/","title":{"rendered":"Supera\u00e7\u00e3o de antinomias"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Como se referiu em artigos anteriores, a supera\u00e7\u00e3o de antinomias \u00e9 uma carater\u00edstica forte da enc\u00edclica de Bento XVI, \u00abCaritas in Veritate\u00bb. Do conjunto de antinomias a superar, segundo a enc\u00edclica, real\u00e7o: economia e solidariedade; produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o; e justi\u00e7a e gratuidade.<\/p>\n<p>Segundo o pensamento dominante, existe incompatibilidade invenc\u00edvel entre economia e solidariedade. A enc\u00edclica, pelo contr\u00e1rio, afirma que: \u00ab\u00e9 poss\u00edvel viver rela\u00e7\u00f5es (&#8230;) de solidariedade e reciprocidade, mesmo no \u00e2mbito da actividade econ\u00f3mica e n\u00e3o apenas fora dela ou \u00abdepois\u00bb dela\u00bb (n\u00ba. 36). <\/p>\n<p>O mesmo pensamento dominante defende que se deve, primeiro, produzir, e, depois, distribuir; defende, na mesma linha, que incumbe \u00e0 economia produzir e, ao Estado, distribuir. A enc\u00edclica afirma, pelo contr\u00e1rio, que \u00abos c\u00e2nones da justi\u00e7a devem ser respeitados desde o in\u00edcio, enquanto se desenrola o processo econ\u00f3mico, e n\u00e3o depois ou marginalmente\u00bb (n\u00ba. 37). <\/p>\n<p>O pensamento dominante apresenta a justi\u00e7a e a gratuidade como realidades separadas. A enc\u00edclica, pelo contr\u00e1rio, proclama que \u00absem a gratuidade n\u00e3o se consegue sequer realizar a justi\u00e7a\u00bb (n\u00ba. 38). <\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel, na pr\u00e1tica, a interliga\u00e7\u00e3o &#8211; ou, segundo a enc\u00edclica, a \u00abhibridiza\u00e7\u00e3o\u00bb (n\u00ba. 38) &#8211; entre economia e solidariedade, produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o, justi\u00e7a e gratuidade? &#8211; Podemos responder com duas verifica\u00e7\u00f5es e um imperativo. Primeira verifica\u00e7\u00e3o: a tend\u00eancia dominante vai exactamente no sentido contr\u00e1rio; as for\u00e7as econ\u00f3mico-financeiras actuam no sentido da separa\u00e7\u00e3o, e as for\u00e7as pol\u00edtico-sociais acabam por fazer o mesmo jogo, na medida em que n\u00e3o consideram poss\u00edvel a mudan\u00e7a. Segunda verifica\u00e7\u00e3o: abundam as experi\u00eancias de interliga\u00e7\u00e3o registadas em muitas empresas e em  organiza\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos. Tais empresas cumprem a legisla\u00e7\u00e3o, orientam-se pela \u00e9tica, promovem a participa\u00e7\u00e3o no seu interior, procuram efectuar uma distribui\u00e7\u00e3o justa de rendimentos, e assumem outras responsabilidades sociais; por outro lado, algumas entidades sem fins lucrativos procuram interligar os seus objectivos sociais com a solidez econ\u00f3mica, em termos semelhantes \u00e0s empresas. Neste sentido v\u00eam actuando v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es sociais, as iniciativas de desenvolvimento local, a economia social e solid\u00e1ria&#8230;<\/p>\n<p>De tudo isto decorre um forte imperativo, dirigido especialmente aos crist\u00e3os leigos; trata-se do imperativo de intensificarem o esfor\u00e7o de humaniza\u00e7\u00e3o da ordem terrestre, em todos os dom\u00ednios, preservando a consist\u00eancia econ\u00f3mica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-3481","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3481","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3481"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3481\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3481"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3481"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3481"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}